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sábado, 31 de janeiro de 2026

Paulie - O papagaio bom de papo (1998)

Nos anos 90, tinham tantos filmes legais com animais, usando realmente os animais treinados, que chega a ser incrível imaginar como a produção foi feita, mas, além disso, as histórias eram muito bem escritas e mostrando a amizade com os humanos. E aí, temos esse aqui que é sobre um papagaio que, contando a história dele pra um homem, acaba despertando a vontade nele em ajudá-lo a reencontrar sua primeira dona, uma menininha. E aí, começamos a ver toda a trajetória que o papagaio passou, com vários donos, inclusive uma senhora idosa que o trata como um filho, mas acaba morrendo e deixando-o sozinho, essa parte é realmente emocionante. Mas aí, ele consegue finalmente chegar na casa da menina, sem ter noção de quanto tempo passou e, ao se deparar com ela adulta não a reconhece, até que ela canta a música que eles cantavam quando ela era criança, assim a reconhecendo. Final feliz. 

O mais louco é que esse papagaio foi usado em Todo mundo em pânico 2, como o papagaio tagarela e desbocado que fica na casa amaldiçoada. Assistindo agora, pude entender melhor as referências. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Fora de casa! (2001)

Esse filme foi considerado, por alguns críticos, como o pior de 2001, o que não é difícil entender o porquê, já que ele tem um monte de cenas questionáveis: como um parto realizado de uma forma ridícula, piadas envolvendo cavalos e elefantes em situações sexuais nojentas, sem contar o nível baixo de comentários sobre pessoas doentes e abusadas sexualmente. Mas tirando isso, consegui assistir tentando entender o roteiro e me deparei com uma história realmente muito interessante, que justifica essas cenas citadas acima.

Começando pelo título, é como se fosse um pai falando pro filho que já está na hora dele sair de casa e ser independente, mas ele quer trabalhar como desenhista, com os personagens malucos dele. E ele acaba incorporando uma personalidade que beira o absurdo, mas que é o que atiça a criatividade dele. E isso é o interessante, me fez ver como é a mente maluca de um criador de desenhos animados. Além disso, essa relação conturbada entre pai e filho, com essa pressão pro filho ser alguém na vida, geralmente não é um assunto muito comum em filmes, o que acaba sendo um diferencial desse aqui.

Além disso, tem uma menina que se apaixona pelo cara e os dois vivem um romance maluco também, pois ela é tão doidinha quanto ele: é uma cadeirante tarada, que ama física e quer construir uma cadeira de rodas movida a foguetes. E no meio disso tudo, o personagem principal acaba convencendo um produtor a investir nos desenhos dele, que acaba aprovando depois que entende que o pai dele era realmente um personagem pronto, que é a inspiração pros desenhos. Ou seja, o pai que sempre foi contra o propósito do filho acaba sendo o maior causador do que ele sempre sonhou. E assim, o cara vira uma celebridade, amado por todos. Então quando se entende que toda a bobeira do filme se justifica por esse aspecto psicológico do personagem, tudo fica mais interessante. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Pânico na floresta 4 (2011)

Chegamos onde vários filmes acabam chegando: em um filme de origem. E aqui, é só pra explicar que os canibais vieram de um manicômio, onde acabam sendo soltos depois de uma rebelião. Até que, em algum momento antes do primeiro filme, um grupo de pessoas acaba indo parar lá, sem saber que estava habitado por eles. E o diferente também é que o filme se passa na neve, o que o torna diferente dos três primeiros. Mas em nada o nível de roteiro é relevante pra justificar esse filme, a não ser trazer mais do mesmo: cenas grotescas de mortes horripilantes, enquanto os personagens tomam sempre as piores decisões. E isso nem é uma crítica, se essa for a intenção do filme, acertou em cheio. Só não sei quem tem algum tipo de prazer assistindo esse negócio. Inclusive, é impossível conseguir comer qualquer coisa enquanto assiste, pois pode até dar um mal estar. Mas, pra quem gosta, sem problemas. Só vi pela curiosidade. E esse filme é tão além do normal, que deixa todos os filmes de terror dos anos 70, 80 e 90 parecerendo infantis. Agora, dois pontos interessantes: tem uma personagem que sai atrás de ajuda e acaba morrendo congelada e não pelos canibais; e o final, quando você pensa que as duas últimas personagens saíram vivas, que saem naquelas motos que andam na neve, são surpreendidas por um arame farpado no caminho. 

A filha do presidente (2004)

O papel da vida da Katie Holmes, sem dúvida, é na série Dawson's Creek, como Joey Potter. Durante 5 temporadas, de 1998 a 2003, ela apareceu em 120 capítulos, mesmo assim conseguindo tempo pra atuar em filmes como Comportamento suspeito, Tentação fatal, Vamos nessa, entre outros, além desse filme aqui, que já começou a ser trabalhado em 1999, mas só foi lançado em 2004. E não tem como negar que em todos esses filmes tentaram espelhar a mesma personagem da série de TV, que foi muito marcante. E o enredo desse filme aqui é aquela comédia romântica bobinha, feita na medida pra Sessão da Tarde. A história conta sobre a filha do presidente que acaba se apaixonando por um rapaz, que esconde um segredo dela. E o conflito do filme é justamente a revelação desse segredo, que não é nada tão absurdo também. Vale pela atriz e por ser um filme dirigido pelo Forest Whitaker, o que acaba dando uma importância maior ao filme. 

domingo, 25 de janeiro de 2026

Dublê de corpo (1984)

Se esse filme não fosse dirigido pelo Brian de Palma, seria facilmente um exemplar do gênero slasher dos anos 80, pois ele tem praticamente a mesma fórmula dos filmes de terror da época, inclusive até parece copiar cenas de Halloween, mas além disso, o roteiro lembra muito os filmes do Hitchcock, como Janela indiscreta e Um corpo que cai. E se você conhece esses filmes já sabe do que se trata esse aqui: é sobre um homem que observa uma mulher de um prédio vizinho (igual Janela indiscreta), até que começa a seguí-la por todos os lugares (como Um corpo que cai), até testemunhar sua morte onde o assassino a mata com o fio de um telefone e a ergue no alto (igualzinho a Halloween). E a partir disso, ele acaba ficando instigado a desvendar os motivos da morte dela. O título se refere ao fato dele ser ator e sofrer de claustrofobia, mas esse dublê se refere à revelação final do filme. 

Pânico na floresta 3 (2009)

Depois de 2 filmes, quem já conhece a franquia sabe o que esperar, então agora é direto ao assunto, já começa com 3 mortes malucas, até que há uma quebra de expectativa interessante: o enredo vai mostrar uns prisioneiros que acabam sendo levados de ônibus pra outro lugar, mas o ônibus acaba capotando e caindo no meio dos canibais. E esse desenvolvimento longo pega quase 30 minutos do filme, subvertendo o que já foi feito nos filmes anteriores.  Só que as 3 mortes que tiveram no começo foi de um grupo de adolescentes que estavam namorando, mas a quarta pessoa que estava com eles sobreviveu, sendo encontrada depois pelo grupo de prisioneiros. Então a produção desse filme acaba sendo melhor, o que achei interessante, mas ainda tem umas cenas de embrulhar o estômago, que prefiro nem descrever. Mas esse é um filme pra um público bem seletivo, que gosta dessas bizarrices. 

Pânico na floresta 2 (2007)

Antes de falar do filme, alguém achou que nunca iria sair essa continuação, até que aproveitaram pra roubar o título e colocar em outro filme pra enganar o público. Então, tem um filme chamado Timber Falls, que também tem o título de Pânico na floresta 2.

Vamos ao enredo: um grupo de pessoas que estão participando de um tipo de reality show na floresta, acaba encontrando os canibais malucos, são atacados e praticamente morre todo mundo. A única coisa que eu não entendo é o motivo pra matarem a personagem que tinha tudo pra ser a sobrevivente final. Agora, é um filme estranho mesmo, trash de propósito, que contrasta muito com os filmes que eu acabei ficando acostumado, dos anos 90. Esse aqui foi um passo pra trás na evolução dos filmes de terror. Ele lembra mais O massacre da serra elétrica, marcando uma nova fase do cinema do gênero, que já vinha com O albergue e Jogos mortais também em paralelo. Não gosto dessa franquia como um todo, mas o desfecho no sétimo filme me surpreendeu, então por isso, eu estou assistindo a todos.

A minha memória com esse segundo filme, me remete a um dia que peguei um DVD que um colega da escola me emprestou, comecei a assistir e, já na primeira cena, achei podre e de um extremo mal gosto. Depois de alguns anos, eu peguei passando na TV em algum canal a cabo e também só vi pra tentar entender a cronologia, mas mesmo assim evitando as cenas pesadas. Hoje foi a primeira vez que consegui realmente assistir. Acho que o que me causava mais incômodo ainda era o fato de os personagens serem canibais e deformados, morando em cabanas imundas. Mas não recomendo pra ninguém. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A princesa e o plebeu (1953)

Analisando em retrospectiva, me parece que Titanic pegou uma inspiração nesse filme aqui, pois os dois filmes tem basicamente a mesma ideia, que é de uma mulher de classe alta se envolver com um homem de classe inferior. E aqui é sobre essa princesa do título, que acaba se revoltando com seu mundo privado e exigente, indo se aventurar pelas ruas. Até que adormece numa mureta e é encontrada por um jornalista, que acaba pagando um taxista pra levá-la pra casa dela, sem saber quem ela realmente é.  Mas ela está com tanto sono que o taxista desiste e o jornalista acaba levando-a pra própria casa dele. No dia seguinte, ele vai trabalhar e deixa a mulher dormindo, até que se depara com a foto dela numa reportagem e descobre quem ela realmente é. Ele quer aproveitar a oportunidade pra escrever um furo de reportagem, mas acaba se envolvendo demais com ela, num romance proibido, mas os dois têm que terminar essa história indo um pra cada lado e voltando ao seu lugar no mundo. Agora, voltando ao Titanic, essa é basicamente a mesma história, só que com o cenário de um navio e uma tragédia acontecendo ao fundo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Trinity é o meu nome (1970)

O gênero dos filmes de faroeste, na verdade, abrange outros gêneros dentro dele, como ação e romance, além do suspense. Mas esse filme aqui tem bastante humor, mas de uma forma séria: como por exemplo quando o tal do Trinity come uma panela inteira de feijão, ao mesmo tempo que come um pão caseiro, bebendo refrigerante, tudo de uma maneira sem etiqueta nenhuma, atraindo os olhares incrédulos das pessoas ao redor. Mas o enredo do filme é quase irrelevante, pois a graça está no personagem, que junto com seu irmão, vão combater uns bandidos. E no meio disso tem ação,  suspense e até esse romance, quando eles encontram umas mulheres lindas. Os atores que interpretam os irmãos acabaram fazendo vários filmes depois desse, dentro dessa mesma franquia e em outras. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Presos no gelo 2 (2008)

Muito interessante o jeito que esse filme retorna, mesmo sem dar brecha pra uma continuação, mas ele se aproveitou da estratégia de muitos outros filmes, continuando o filme do exato momento onde o primeiro acabou. E a mulher sobrevivente foi levada pro hospital, que, coincidentemente, todas as vítimas e o assassino também acabam sendo levados pra lá. E é óbvio que o assassino não morreu, se levanta no hospital e continua a sua matança. Basicamente é o mesmo enredo de Halloween 2, que também se passa no mesmo dia de Halloween 1, igualmente no hospital. E ainda tem mais uma sequência desse filme, é engraçado como virou uma trilogia, um filme tão simples.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Presos no gelo (2006)

Tenho três pontos interessantes pra falar sobre esse filme. O primeiro é sobre o fato dele ser um filme norueguês, ou seja, já é uma explicação pelo qual se passa na neve. E acho que é uma raridade um filme do gênero de terror slasher de lá. O segundo ponto é sobre justamente esse filme ser do gênero de terror de assassino, o que pra mim foi uma surpresa, já que me pareceu que seria no estilo de Pânico na neve, onde 3 pessoas ficam abandonadas num teleférico na neve. Mas, de repente, o filme se transforma em uma perseguição, quando o grupo de jovens se abriga numa casa, sem saber que ela já era habitada. E o terceiro ponto é sobre uma cena muito tensa: quando a última sobrevivente percebe que está sendo levada, pelo assassino, junto com as outras vítimas, pra beira de um penhasco. E aí, tem que ficar quieta pro assassino não perceber. Vale por isso.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Jovem e inocente (1937)

Filme do Alfred Hitchcock, que destoa totalmente do que ele acabou sendo rotulado, erroneamente, como mestre do suspense, no sentido de associá-lo ao terror que ficou marcado com Psicose e Os pássaros, nos anos 60. Mas aqui, três décadas antes, ele apenas estava contando suas historinhas mirabolantes e cheias de reviravoltas, inclusive com um tom humorístico bem discreto, mas que acho que faz toda a diferença. Vamos ao enredo: um homem está andando pela praia, quando vê uma mulher desmaiada na areia, que, sem saber que ela estava morta, vai tentar ajudar, mas acaba se tornando o principal suspeito do crime. Mas o mistério de quem é o assassino nem é tão importante aqui, pois já temos uma dica na cena de abertura. A intenção é mostrar como o homem vai se sair dessa: e chega a ser hilário, no meio do julgamento no tribunal, ele consegue se misturar com outras pessoas e sair sem ser notado. E aí chegamos na parte complicada: a filha do cara que quer prendê-lo acaba se apaixonando por ele, assim passando a ajudar a achar o verdadeiro assassino. Um filminho bem divertido, longe de ser o melhor do Hitchcock, mas mostra uma prévia do que ele estava caminhando pra ser: um grande diretor, numa época inicial ainda do cinema.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Mulher? (2022)

Talvez um dos temas mais modernos e atuais nessa década seja a importância da ética no manuseio da inteligência artificial. E isso foi tema de um monte de filmes nos anos 80 e 90, mas agora chegamos realmente em um momento que isso se tornou realidade. E o que esse filme aqui quer mostrar é onde seria possível recriar uma mulher que já morreu, pra conviver com o viúvo que ficou na solidão. E o grande problema é quando a robô acaba tendo a consciência de como a versão dela humana realmente morreu, querendo vingança. Esse tema foi usado no filme O sexto dia, de forma bem parecida, mas com um homem sendo clonado. É um tema interessante, mas ao mesmo tempo serve como alerta pro que veremos aí no futuro.

Cinegibi 3 - Planos infalíveis (2008)

Depois dos 2 primeiros filmes terem seguido o mesmo formato, esse agora tem um tema específico que une todas as esquetes, que é justamente sobre os planos infalíveis do Cebolinha em tentar derrotar a Mônica e fazê-la ser submissa a ele. Então, acaba aparecendo só o Cebolinha e o Cascão no cinema pra assistir o Cinegibi, o que acaba limitando o filme como um todo, embora a partir daqui os próximos filmes também ficaram sobre temáticas específicas. O que me passou na cabeça enquanto eu assistia era em qual a obsessão do Cebolinha em ser o dono da rua, me pareceu até uma questão de domínio de uma região, comparando com guerra de facções. Meio maluco isso. E também tem algo irônico nisso tudo, pois eles estão assistindo as próprias histórias deles, como se eles fossem os reais, assistindo filmes baseados neles. 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Amor na tarde (1957)

Olha que enredo fascinante: um detetive particular foi contratado pra investigar se uma mulher estava traindo o marido, ele descobre que sim, avisa o marido sobre a traição, que se prepara pra uma vingança; mas a filha do investigador ouve a conversa do pai com o marido traído, fica desesperada em saber que vai acontecer um assassinato e tenta avisar o amante, mas acaba se apaixonando por ele. Só que aí o marido chega na cena onde iria cometer o crime e, ao invés de encontrar a mulher dele, encontra a filha do investigador, entende que foi um mal entendido e acaba até se revoltando com o investigador por ter errado em dizer que era a esposa dele. 

Só que aí vem a reviravolta maluca: a filha do investigador começa a se encontrar com o amante escondido, ele acaba ficando intrigado como ela sabia de tudo, mas ela não fala, então acaba ficando obcecado por ela também. Até que pergunta pra ela quantos homens ela já se relacionou, mas ela inventa tudo pra fazer ciúme nele, contando as histórias dos outros casos que o pai dela já investigou. Até que, numa coincidência absurda, o amante acaba contratando o pai dela, obviamente sem saber que é o pai dela e que ele estava o investigando também, a pedido de outro cliente. E tem uma cena muito legal onde o amante está na sala da casa do investigador, enquanto a filha está lavando o cabelo no banheiro e por uma fração de segundos não se encontram. Mas o pai já percebe na hora que é a filha dele que o amante está pedindo pra investigar, o final eu deixo pra você ver.

O mais legal desses filmes antigos, sem efeitos especiais, é que o roteiro tinha que ser muito bom pra atrair o público. E eu não imaginava que a Audrey Hepburn tinha feito filmes preto e branco. E a diferença de idade do casal é o que mais me impressionou: ela tinha 28 anos na época, enquanto ele tinha 56. Agora, analisando o título original, Love in afternoon, foi um título de uma música da Legião Urbana, uma interessante ligação.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Um misterioso assassinato em Manhattan (1993)

Muito legal ver o Woody Allen com a Diane Keaton, numa trama policial que envolve uma investigação simples, mas cheia de reviravoltas.  E foi justamente com esse tema que eu virei fã do Woody Allen, com Scoop - O grande furo, de 2006. E os dois filmes têm praticamente a mesma ideia, que é essa investigação a respeito de um assassinato. E as situações que vão se desenrolando é o jeito de Woody em fazer um humor diferente da comédia escrachada, digamos que é um humor inteligente, que são mais ironias nos diálogos. E o que eu sempre digo em relação aos filmes dele, que a graça está na direção e no padrão com o qual ele molda os atores pra agirem do jeito que ele quer, gesticulando e falando diálogos intermináveis. E depois que a Diane Keaton se foi em 2024, acaba ganhando uma outra importância. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Donald no país da matemágica (1959)

Esse filme deveria ser passado pras crianças na escola, pois a didática dele mostrando a importância da matemática e em como ela está presente em praticamente tudo ao nosso redor, é realmente fantástico. O Donald vai descobrindo como funciona a matemática na música, na arquitetura e até na estratégia pra jogar sinuca e xadrez. E o jeito que é contado, é realmente apaixonante, mostrando como as formas geométricas sempre estiveram como parte da criação divina, em todos os lugares do universo. Quando alguém perguntar qual é a importância da matemática, esse filme funciona mais do que qualquer explicação. E o título me enganou, eu estava lendo "matemática" o tempo todo, só quando fui pesquisar que entendi que era "matemágica".

Charada (1963)

Esse filme é praticamente um suspense bobinho dos anos 60, que é tão simples que é quase inofensivo, mas ainda carrega todos os elementos dos filmes de terror atuais, talvez influenciado pelo impacto de Psicose, que tinha sido lançado 3 anos antes. A história é sobre uma mulher que descobre que o marido desapareceu, depois de fugir com uma grande quantia de dinheiro, até que ela mesma se torna parte da investigação. E a grande questão aqui é em relação às pessoas que ela pode confiar. Pois ela tem um investigador que a auxilia nisso, além de um outro carinha que ela acaba se apaixonando no meio disso tudo, enquanto foge de 3 bandidos que estão atrás do dinheiro. E aí a história complica: o investigador diz que esse cara que ela se apaixonou é o verdadeiro bandido, o que a deixa sem saber o que fazer. Aí vira uma lambança maluca, até fechar com a clássica cena explicando tudo. O mais legal é a participação de 3 atores clássicos: Audrey Hepburn, logo depois de ter feito Bonequinha de luxo; Cary Grant, que já estava com 30 anos de carreira e faltando poucos filmes pra encerrar sua filmografia; e Walter Matthau, 30 anos antes de virar o Senhor Wilson, de Dennis, o pimentinha. Incrível, não é?