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domingo, 4 de janeiro de 2026

Amor na tarde (1957)

Olha que enredo fascinante: um detetive particular foi contratado pra investigar se uma mulher estava traindo o marido, ele descobre que sim, avisa o marido sobre a traição, que se prepara pra uma vingança; mas a filha do investigador ouve a conversa do pai com o marido traído, fica desesperada em saber que vai acontecer um assassinato e tenta avisar o amante, mas acaba se apaixonando por ele. Só que aí o marido chega na cena onde iria cometer o crime e, ao invés de encontrar a mulher dele, encontra a filha do investigador, entende que foi um mal entendido e acaba até se revoltando com o investigador por ter errado em dizer que era a esposa dele. 

Só que aí vem a reviravolta maluca: a filha do investigador começa a se encontrar com o amante escondido, ele acaba ficando intrigado como ela sabia de tudo, mas ela não fala, então acaba ficando obcecado por ela também. Até que pergunta pra ela quantos homens ela já se relacionou, mas ela inventa tudo pra fazer ciúme nele, contando as histórias dos outros casos que o pai dela já investigou. Até que, numa coincidência absurda, o amante acaba contratando o pai dela, obviamente sem saber que é o pai dela e que ele estava o investigando também, a pedido de outro cliente. E tem uma cena muito legal onde o amante está na sala da casa do investigador, enquanto a filha está lavando o cabelo no banheiro e por uma fração de segundos não se encontram. Mas o pai já percebe na hora que é a filha dele que o amante está pedindo pra investigar, o final eu deixo pra você ver.

O mais legal desses filmes antigos, sem efeitos especiais, é que o roteiro tinha que ser muito bom pra atrair o público. E eu não imaginava que a Audrey Hepburn tinha feito filmes preto e branco. E a diferença de idade do casal é o que mais me impressionou: ela tinha 28 anos na época, enquanto ele tinha 56. Agora, analisando o título original, Love in afternoon, foi um título de uma música da Legião Urbana, uma interessante ligação.

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