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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Jovem e inocente (1937)

Filme do Alfred Hitchcock, que destoa totalmente do que ele acabou sendo rotulado, erroneamente, como mestre do suspense, no sentido de associá-lo ao terror que ficou marcado com Psicose e Os pássaros, nos anos 60. Mas aqui, três décadas antes, ele apenas estava contando suas historinhas mirabolantes e cheias de reviravoltas, inclusive com um tom humorístico bem discreto, mas que acho que faz toda a diferença. Vamos ao enredo: um homem está andando pela praia, quando vê uma mulher desmaiada na areia, que, sem saber que ela estava morta, vai tentar ajudar, mas acaba se tornando o principal suspeito do crime. Mas o mistério de quem é o assassino nem é tão importante aqui, pois já temos uma dica na cena de abertura. A intenção é mostrar como o homem vai se sair dessa: e chega a ser hilário, no meio do julgamento no tribunal, ele consegue se misturar com outras pessoas e sair sem ser notado. E aí chegamos na parte complicada: a filha do cara que quer prendê-lo acaba se apaixonando por ele, assim passando a ajudar a achar o verdadeiro assassino. Um filminho bem divertido, longe de ser o melhor do Hitchcock, mas mostra uma prévia do que ele estava caminhando pra ser: um grande diretor, numa época inicial ainda do cinema.



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