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domingo, 29 de março de 2026

Que horas te pego? (2023)

O sonho de todo adolescente é arrumar uma namorada igual o personagem principal desse filme, que conhece uma mulher linda que é cliente do trabalho dele, mas sem saber que ela foi contratada pra isso, pelos próprios pais do menino, com a intenção de fazer ele interagir com alguém e deixar de ser antissocial. Só que ele nem imagina isso, acaba se envolvendo com a mulher, que também acaba vendo o menino com outros olhos e acaba gostando dele. É o American Pie na inversão dos papéis. O enredo é bem legal e os dois atores estão ótimos, mas esse filme entra na lista das comédias românticas que acabam indo pro lado do besteirol, com nudez gratuita e umas cenas desnecessárias. Tinha tudo pra ser um filme de romance, mas acabou virando um besteirol. 

7500 (2019)

Esse filme entra naquele gênero de situações de extrema urgência, onde algo inesperado acontece e os personagens ficam totalmente perdidos, tendo que agir rapidamente: aqui é sobre um sequestro de avião por terroristas, mas que o piloto se tranca na cabine e não entrega o avião pra eles, passando a pegar uma aeromoça de refém, sem saber que eles tem um relacionamento e inclusive um filho juntos. Então é essa situação crítica aí, enquanto ele tenta também saber o que vai fazer e como vai pedir ajuda. É um filme trágico, mas que podia ter terminado pior ainda. Simples, bem dirigido, direto ao ponto. 

sábado, 28 de março de 2026

Maldita sorte (2007)

Tem alguns filmes que me deixam confuso em relação a um aspecto curioso: ao mesmo tempo em que são romances bem legais e que tem tudo pra ser uma história pura e realmente profunda sobre as relações, eles trazem cenas quase pornográficas que mudam totalmente o foco da história e deixa essa parte mais legal apagada, como se fosse uma confusão pra qual público foi feito. E isso acontece com vários filmes, como O prazer da sua companhia, Tudo pra ficar com ele, Fora de casa, entre outros, mas esse aqui da postagem é um dessa lista também. E aqui o enredo é sobre um menino que é amaldiçoado por uma menina, dizendo que nenhum relacionamento dele vai dar certo, mas que todo mundo que se relacionar com ele vai dar certo com a próxima pessoa. E isso realmente acontece, então ele não se dá conta como todas as mulheres dão errado com ele, mas logo depois se casam com o próximo homem, até que se lembra da tal maldição, mas justamente quando se apaixona por uma mulher que acabou de conhecer. Então ele tenta quebrar essa maldição a qualquer custo, ao mesmo tempo que todas as mulheres querem ficar com ele, mas com interesse em se casar logo depois, com o próximo homem. Por isso é esse título, pois ao mesmo tempo que é uma sorte ele ficar com várias mulheres, a que ele realmente se apaixonou vai acabar sem ele também. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Duplex (2003)

Quando eu vi a capa desse filme fiquei imaginando como seria a química entre o casal principal, que me pareceu bem desconexo, mas eles funcionam muito bem na história. O enredo é sobre eles procurando um apartamento pra comprar, mas que tem uma pessoa no andar de cima, que é uma vizinha deles, já que é um duplex. E essa vizinha aparentemente é boazinha, uma senhora inocente, mas que depois acaba colocando eles em um monte de problemas. Eles até chegam a contratar um assassino profissional pra acabar com ela, mas dá errado também. Mas até que eles decidem se mudar de novo, mas aí quando vão se despedir dela a encontram morta. Triste o final, mas depois vem a reviravolta. Alerta de spoiler: isso tudo era uma armação da própria senhora, com o filho que também é corretor, pra expulsar os proprietários e ficar com o dinheiro da venda. É um golpe que eles já fazem há anos. Destaque pra Drew Barrymore que tá ótima nesse filme, o diretor conseguiu pegar uma atuação muito natural dela. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Vida de cachorro (1918)

Você com certeza já viu essa imagem do Charlie Chaplin com um cachorro, em algum quadro, que é uma cena desse filme aqui, que até então eu não sabia do enredo. E se trata de um filme de pouco mais de 30 minutos, preto e branco, mudo, que deve ter sido revolucionário em 1918. E o mais interessante é a habilidade de contar uma história sem diálogos, apenas na expressão corporal dos atores, inclusive contar piadas nesse contexto. E aí a história é sobre esse personagem do Chaplin que mora na rua, mas sempre arma um jeito de se virar com comida, se metendo em várias confusões, até que adota um cachorro que estava sendo maltratado por outros e se tornam amigos, fazendo uma analogia de como ele também era tratado pelas pessoas. Até que um dia ele vai num show de uma cantora que é explorada pelo patrão, ou seja, também tem a mesma vida de cachorro que ele. A reviravolta acontece de uma forma que me lembrou muito de outro Charlie, que é a banda Charlie Brown: o cachorro encontra uma carteira cheia de dinheiro enterrada, assim como a música Rubão - O dono do mundo. E com esse dinheiro ele vai atrás da cantora e os dois acabam se envolvendo. E por causa desse dinheiro ele acaba ainda sendo perseguido por 2 caras que querem pegar a carteira dele, então tem umas cenas de correria que lembra muito Os trapalhões. E aí, o final feliz é o casal vivendo numa fazenda, com o cachorro cheio de filhotes. 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Fargo - Uma comédia de erros (1996)

Já tinha ouvido falar muito desse filme, então finalmente pude entender do que se trata, embora tenha achado o enredo bem simples, acredito que o que fez esse filme ter sido relevante foi justamente a estética e a ideia maluca do personagem, que contrata uns capangas pra sequestrar a esposa dele, de forma a convencer o sogro a pagar pelo resgate, pra ele ficar com uma parte e dividir com os sequestradores. Só que o decorrer disso acaba levando tudo por água abaixo, quando os bandidos se atrapalham nisso tudo. Então acaba sendo um filme irônico, embora eu goste da estética e do jeito da filmagem, com uns atores bem legais que são pouco reconhecidos, mas aqui estão todos muito bem na atuação. E a grande ligação que esse filme tem nos bastidores é que o Spielberg se vingou de um personagem desse filme aqui em um filme dele, como se quisesse fazer o personagem sofrer pelas maldades dele, mesmo que seja em outro filme: aquele cara que é atacado por um grupo de dinossauros pequenos em O mundo perdido - Jurassic Park, esse ator também está em Fargo e a morte dele nos dois filmes é bem parecida. 

Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004)

Esse filme tem uma sensibilidade incrível em contar como os relacionamentos amorosos acontecem, do começo ao término, mostrando como funciona dentro da cabeça das pessoas quando estão no período de superação após uma decepção, mas isso é mostrado de uma forma absurdamente ousada, dentro da cabeça do protagonista. E o que acontece é que um homem e uma mulher estavam em um relacionamento até então saudável, se conhecendo, resolvem namorar sério, até que começam a ter brigas constantes, até que um belo dia o homem descobre que a mulher está com outro rapaz e simplesmente ignora a presença dele, mas de uma forma que ela nem o reconhece mais. E isso se dá pelo fato de ela ter feito uma lavagem cerebral em uma empresa especializada em apagar memórias, ou seja, eles mapeiam todos os estímulos mentais baseado nas lembranças que estão no cérebro da pessoa e vão apagando colocando uma máquina na cabeça, como se tivessem deletando arquivos de um HD. Só que quando ele descobre isso, resolve fazer o mesmo, até se deparar conscientemente com suas próprias lembranças, onde ela estava presente, percebendo que não queria realmente apagá-la, começando a tentar fugir disso, procurando uma memória onde ela não esteve, para escondê-la. E isso é a melhor representação psicológica de como ocorre o luto pelo fim de um relacionamento, pra parte que não queria o término. E a grande surpresa desse filme é que o começo mostra os dois se conhecendo num trem, mas isso não é exatamente o começo e sim o final, depois que os dois já se apagaram um da cabeça do outro, acabam se reencontrando normalmente, ou seja, não dá pra apagar totalmente alguém da cabeça. Os papéis da Kate Winslet e do Jim Carrey são o oposto do que eles estão acostumados a fazer, o que deixa isso tudo mais interessante ainda.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Poseidon (2006)

Esse filme parece ter se inspirado em dois filmes dos anos 90 sobre tragédias em navios: Velocidade máxima 2 e, obviamente, Titanic. Mas ele tem um diferencial muito interessante, que aqui é um tsunami que vira um barco enorme de cruzeiro, mas ele não afunda, fica de cabeça pra baixo no mar. Essa cena é muito bem feita, que chega no nível de produção dos filmes citados. A partir daí, os sobreviventes ficam tentando achar um jeito de saírem vivos de lá.  Tem a participação da Fergie como cantora do navio. E o título é tirado do Deus dos mares, que também é o nome do navio. Fiquei curioso pra saber se isso poderia realmente acontecer com um cruzeiro, sem afundar, ficando invertido no mar.

Identidade (2003)

Quando um grupo de estranhos acaba se isolando num hotel pra fugir da chuva, tudo parece aleatório, pois cada um estava indo fazer uma coisa diferente: tinha um casal com o filho pequeno, uma atriz e seu segurança, um policial com um prisioneiro, entre outras pessoas. Mas começa a ficar estranho quando eles descobrem a coincidência de que todos eles nasceram no mesmo dia e mês. E também todos começam a morrer um a um de maneiras misteriosas, que não parece ter sentido nenhum, até que vem a revelação final. É meio complexo de explicar, mas também não quero estragar a surpresa, já que a melhor parte desse filme é justamente juntar as peças soltas e tentar entender o que está acontecendo. Esse filme eu considero um dos melhores de mistério, com um elenco incrível e muito bem dirigido. Pena que não é tão reconhecido quanto deveria.

sábado, 21 de março de 2026

O massacre da serra elétrica 2 (1986)

Não sei se a intenção desse filme foi ter aproveitado a tendência dos filmes slasher nos anos 80, que já mostrava que tinha potencial com os filmes do Jason, Freddy e Michael Myers, mas me parece que esse filme não tem lógica em existir. Mas não é uma crítica a franquia em si, tem alguns filmes deles que a ideia é até interessante, mas esse aqui é meio jogado, mesmo tendo sido dirigido pelo mesmo cara do primeiro, que é realmente um terror. Esse aqui beira a sátira pastelão, quando uma locutora de rádio, sem saber, acaba captando uma ligação em tempo real de um crime, que já eram os assassinos do primeiro filme que haviam voltado. Mas aí, eles aparecem no estúdio também, mas acabam deixando ela viva, o que já é estranho. E ao invés dela ficar quieta no canto dela, sai pra perseguir os assassinos, mas acaba se envolvendo numa confusão que é idêntica ao primeiro filme. E ela consegue matar os assassinos e termina segurando a serra elétrica pro alto igual eles faziam. Tosqueira pura, mas gostei da atriz principal. 


Andar na pedra - A história dos Raimundos (2026)

Olha, sinceramente, quando eu soube desse documentário, pensei que seria mais do mesmo e ia focar na carreira deles de sucesso no começo, até a saída do Rodolfo depois de convertido. Mas aí, foi uma surpresa maluca, quando mesmo acompanhando a banda desde o começo, há mais de 30 anos, 99% das coisas que estavam descritas ali eu não sabia.

Vai desde os maus tratos que o Digão recebia do pai, até a traição do Canisso com uma mulher que ele engravidou, mas ela abortou, contado pela própria esposa dele, que foi a última a saber disso.  Sem contar discussões e até violência entre eles mesmo, de chegar a trocar socos e tapas. E principalmente, a briga por dinheiro em relação aos direitos autorais, que não é só uma coisa depois que o Rodolfo saiu da banda, mas sempre foi um assunto quando as despesas e lucros tinham que ser iguais pra todos. E pelo relato deles, dá pra se ter ideia de ouvir todos os lados. Engraçado que não teve nenhum santo nessa história e que todos tem lados bons e maus, o que acaba sendo meio que uma decepção pra quem for muito fã, mas ao mesmo tempo entendendo que são pessoas reais, com seus defeitos. No final, a reconciliação do Digão com o Rodolfo e depois do Rodolfo com o Fred foram bem legais, pena que entre o Fred e o Digão não teve. Seria legal se tivesse terminado pelo menos os 3 juntos se abraçando, botando um ponto final nessa história. Nunca mais vou ouvir as músicas da mesma forma agora, parece que ficou claramente explicado quem era quem e o que o Raimundos foi e é até hoje, além da banda paralela do Rodolfo que voltou esse ano, o Rodox. Em maio eu tô em Santos pra assistir o show do Rodox.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Os estranhos 4 - Cap.2 (2025)

A minha relação com esses filmes de Os estranhos é maluca. Eu achei o primeiro filme tão básico e sem história nenhuma, em 2008, mas aí, depois de 10 anos, do nada, vem uma sequência, que foi muito legal por um motivo específico, que foi a morte dos 3 assassinos, o que deixou tudo imprevisível pra mim. Mais alguns anos se passam, decidem não fazer apenas uma sequência, mas sim uma trilogia completa, contando a origem dos 3 assassinos, já que a história não poderia continuar depois da morte deles. Só que o primeiro capítulo dessa trilogia, que é o terceiro filme da saga, acabou me irritando da mesma maneira que o primeiro, o de 2008, parecendo um remake desnecessário. Mas aí, esse aqui, que é o segundo da trilogia, mas o quarto da franquia, me mostrou que o plano era fazer essa trilogia encaixadinha como um filme dividido em 3 partes. E gostei muito desse filme aqui, pois ele se aprofunda no passado dos assassinos, mostrando momentos da infância e continuando com a mesma protagonista que sobreviveu ao ataque no primeiro. E tem uns momentos muito bem feitos de perseguição e tensão em torno de desconfiança de quem são os assassinos que é simplesmente espetacular. Fiquei ansioso pra ver o último, mas esse filme deu um fôlego numa franquia que não tinha mais nada pra oferecer, até agora. Mas se tem uma coisa que esse filme soube fazer foi se reinventar, numa história básica que já tava esquecida lá de 2008, pra achar um jeito de expandir e ainda ser intrigante. 

domingo, 15 de março de 2026

Pesadelo nas alturas (2020)

Se tem um gênero de filmes que me deixa realmente aflito é o de pessoas que ficam isoladas em algum lugar perigoso, sem ter como sair, onde o foco é apenas mostrar como vão sobreviver. E só pra citar dois exemplos, Pânico na neve faz isso quando 3 amigos ficam pendurados em um teleférico, sem ter como descer e a ponto de morrerem congelados, quando ainda têm lobos rondando o lugar, já Águas rasas é parecido, mas é de uma surfista que acaba isolada em uma pedra no meio do mar, cercada por tubarões, sem ter como voltar pra praia. E aí, temos esse aqui, que se passa durante um voo de avião de pequeno porte. Olha que enredo maluco: um casal está nesse avião, quando o piloto sofre um infarto e morre durante o voo, eles não sabem pilotar, ao mesmo tempo que a gasolina está acabando e não tem lugar nenhum pra pousar. E o filme demora pra chegar nesse ponto, ele desenvolve esse casal mostrando o relacionamento deles durante quase 30 minutos do filme. Haja fôlego pra esse filme, tudo dá errado pra eles nesse dia. É o tipo de história que me faz pensar o que eu faria no lugar deles.

quinta-feira, 12 de março de 2026

EuroTrip - Passaporte para a confusão (2004)

Visivelmente inspirado pelos filmes American Pie e O dono da festa, esse filme arruma um enredo simples, onde um grupo de amigos sai em viagem com o objetivo de ajudar um deles com uma garota, mas isso é apenas uma desculpa pra inserir um monte de piadas e situações constrangedoras, principalmente sexuais. E aí, eles acabam em uma praia de nudismo por engano, se perdem, tentam pegar carona na estrada, são roubados, um monte de situações inusitadas, só pra chegar no objetivo de um deles encontrar uma mulher que ama. É aquela velha fórmula que já tinha surgido antes inclusive, com Porky's, mas que ainda gerava o interessante adolescente. Estou tentando lembrar quando esses filmes pararam de serem feitos, o último que me lembro é o Superbad, que foi em 2007. Eurotrip marca a participação da atriz Michelle Trachtenberg, que faleceu ano passado.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Cara de um, focinho de outro (2026)

Direto ao enredo, esse filme conta a história de uma menina que é protetora dos animais,  inclusive briga com o prefeito pra impedir uma construção que teria que devastar uma reserva natural onde vivem muitos animais. E aí temos a doideira que é a invenção de transferir a consciência humana pra um animal robótico, idêntico aos animais reais. E assim, a menina acaba conseguindo se infiltrar no meio dos animais, quando se passa por um animal também. E essa interação dela com os animais, enquanto tenta impedir a obra do prefeito, acabam sendo as duas questões que o filme aborda. 

domingo, 8 de março de 2026

Como a simplicidade e o sucesso são relativos e muita gente que aparenta ser bem sucedido, na verdade, é infeliz

Essa é a maior verdade da vida, criaram uma noção de sucesso e felicidade que um monte de gente coloca na cabeça que é apenas isso, quando na verdade não é. Principalmente pra pessoas que associam que trabalhar sem parar pra nada é sinônimo de sucesso, sendo que pessoas com vidas mais simples são muito mais felizes e vivem sorrindo. Rafinha mandou muito bem nessa análise.

O dia em que Jennifer Love Hewitt, Freddie Prinze Jr, Sarah Michelle Gellar e Ryan Phillipe participaram de entrevista com o elenco da série Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, em 2021


Esse foi um momento bem legal pros fãs de Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, com a série da Amazon tendo surgido em 2021, depois de tantos anos do primeiro filme, que é de 1997, onde o quarteto original encontrou o novo elenco. Observando agora, essa franquia tem um único defeito, que é o fato de cada filme ter sido dirigido e escrito por pessoas diferentes, assim como essa série. De 4 filmes, uma série e um livro que deu início a tudo em 1973, temos 11 pessoas diferentes. É até um milagre ter sobrevivido tanto tempo e ainda se manter relevante nos dias atuais. Todas as outras franquias do gênero ainda se manteve o mesmo escritor ou diretor, ao contrário dessa aqui. Mas esse momento do encontro dos dois elencos foi maravilhoso.
 

Como a internet prejudicou o mundo em vários aspectos?

A Antonia Fontenelle, num vídeo dela, acabou citando uma reflexão que ela teve quando o Whatsapp saiu do ar, assim teve que passar umas horas vivendo a vida real e se deu conta de quantas coisas ruins a internet proporcionou.

Como a linguagem da internet mudou a atenção dos alunos em sala de aula

Que o celular é um problema, ninguém hoje em dia discorda, embora tenha muitas vantagens também. Porém o que essa professora fala é como as pessoas pararam de ler e isso está atrofiando o cérebro, principalmente quando a comunicação está se reduzindo a emojis.

Como a internet afastou as pessoas do contato real umas com as outras

Essa cena de Henry Danger é muito interessante, mesmo sendo uma cena tão curta, mas traz um significado muito forte sobre como a internet afastou a relação entre as pessoas. Mas foi só a energia voltar que tudo muda de novo.

Como o tempo depois dos anos 2000 dá a impressão de ter passado muito rápido

Isso eu acho que se deve pelo fato de, depois dos anos 2000, não se deu mais ênfase às décadas como se dava antigamente. Quando nos referimos aos anos 60, 70, 80 e 90, temos uma noção que foram 10 anos em cada fase dessa aí. Mas depois dos anos 2000, raramente alguém fala dos anos 2000, 2010, 2020, que eu acho que acaba tirando a sensação de que já se estamos na terceira década depois da virada do século.

Como a primeira impressão engana a gente, quando não compreendemos totalmente um filme

Assunto interessante que foi citado pelo Bento Ribeiro num podcast, que é o que eu tento trazer ao máximo pro meu blog e pra minha vida, assistindo filmes de todos os gêneros e épocas, inclusiva os que eu provavelmente nunca pegaria pra assistir.

Como a tecnologia mudou o acesso a uma variedade de assuntos?

Não sou fã do Leo Lins, mas só não vejo graça nas piadas dele. Já tentei assistir várias vezes os especiais dele e não consegui dar uma risada sequer, diferente dos quadros que ele tinha dentro do The Noite, que eram sensacionais. Mas esse assunto que ele citou num podcast, sobre como o algoritmo limitou as pessoas dando acesso apenas ao que cada um consome, é o jeito que eu vejo também.

Smiley Face - Louca de dar nó (2007)

Embora eu ame Todo mundo em pânico, principalmente pela participação da Anna Faris, esse filme disputa muito com ele, pois a atuação dela aqui é simplesmente sensacional de engraçada. É realmente muito legal, até pela ideia maluca do filme: ela come uns bolinhos que têm maconha na composição. Então ela passa o filme todo praticamente drogada, fazendo um monte de maluquice, sem intenção, apenas pelo efeito da droga. Filme impecável e mais uma joia perdida da carreira dela.

Como a tecnologia mudou as relações em família?

Esse pequeno trecho de um podcast mostra exatamente algumas diferenças nas nossas vidas que a gente já esqueceu de como era antes da internet. Muito interessante.

 

Comparação de cenas: Eu sei o que você fizeram no verão passado X Todo mundo em pânico

Essa cena da Jennifer Love Hewitt já virou clássica, quando ela grita "O que está esperando?", sendo inclusive retomada no filme de 2025. Mas claro que Todo mundo em Pânico teve que fazer piada com isso.

Referências de filmes na abertura do Cinegibi da Turma da Mônica

Making of do curta-metragem "Quem sou eu", que eu participei, como trabalho da faculdade de Publicidade e Propaganda

Pare! Senão mamãe atira (1992)

Esses grandes astros de filmes de ação, principalmente Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone, acabaram fazendo filmes de comédia, voltados inclusive pras crianças, o que acaba sendo uma característica interessante dos atores. E nesse filme aqui é justamente uma quebra da seriedade de machão do Stallone, quando é mostrado que é um bebê da mamãe dele, que ainda o trata como uma criança. E essa é a graça desse filme. E aí, em algum momento alguém faz a comparação deles dois com os Bates, que são mãe e filho no filme Psicose, o que achei uma referência interessante, inclusive porque Psicose 4 ainda era recente na época. A frase do filme do Exterminador do futuro, "Eu voltarei!", também é citada pela mãe aqui. Então acaba sendo aquele filme feito na medida pra Sessão da Tarde. 

sábado, 7 de março de 2026

American Pie 5 - O último Stifler virgem (2006)

Essa franquia acabou indo pra um caminho bem diferente de tudo que já foi feito, muito antes de usarem o termo multiverso: a trilogia original foca em um grupo de amigos, onde um deles tem um irmão, que é o irmão do Stifler, que acaba sendo protagonista do quarto filme, depois dando espaço pro primo deles, que assume o quinto e o sexto filme. Então nesse quinto filme, a história do primo segue, citando frequentemente tudo que aconteceu até aqui, principalmente pelo personagem do pai do Jim, que acaba encontrando esses parentes do Stifler em todos os filmes. E o enredo desse quinto filme é interessante justamente por fugir do que os anteriores tentaram, fazendo o inverso. A questão é que o primo do Stifler aqui tem que lidar com o legado e a fama que a família tem, de serem os descolados, que fazem festas e sempre conseguem garotas. E o primo é, como o título já conta, o último virgem da família. Ele é o cara tímido e sensível que tem uma namorada, mas respeitando o tempo da menina. Essa questão eu achei bem interessante. Porém, esse filme passa dos limites da nudez, sendo quase um filme pornográfico, sem vergonha e muito além do que os 4 anteriores foram. Principalmente quando tem uma corrida com uma multidão de pessoas nuas, com os atores muito à vontade. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Como sobreviver a um ataque zumbi (2015)

Antes de falar do enredo, esse filme tem a direção de um dos melhores diretores da atualidade, que sabe criar uma estética adolescente e divertida, misturando terror com comédia no tom certo: o nome dele é Christopher B. Landon. Além de escrever o roteiro de Heart Eyes, ele fez os excelentes Freaky - No corpo de um assassino e Drop - Ameaça anônima, sem contar os incríveis dois filmes de A morte te dá parabéns. E aqui é onde ele realmente começou a experimentar o misto de comédia com terror, que é um besteirol acontecendo no meio de um apocalipse zumbi. E tem duas cenas que eu fiquei surpreso pelo nível de maluquice, que realmente passa dos limites de maneira positiva pra quem gosta de piadas trash. Mas é tão doido que nem sei como descrevê-las, deixo pra você assistir, e quando ver vai saber quais são. Esse filme poderia se chamar tranquilamente de Todo mundo quase morto 2.

American Pie 9 - Meninas ao ataque (2020)

Quando American Pie surgiu em 1999, contando a história de 4 amigos tentando se relacionar com mulheres, isso foi tão identificável principalmente pelo fato deles serem muito ingênuos e se meterem em confusões absurdas. E isso continuou na trilogia até o casamento do Jim e da Michele, que depois teve o reencontro deles mais velhos. Mas acharam uma brecha pra continuar contando histórias paralelas, citando a trilogia original, mas envolvendo os parentes do Stifler. E aí saíram 4 filmes, todos focando em homens buscando a mesma bagunça. Até que chegamos nesse filme aqui, que é o quinto dessas histórias paralelas, mas na franquia total já é o nono. E nesse há uma inversão de papéis, quando as protagonistas são mulheres. Eu não achei tanta graça nesse filme, mas me pareceu que o enredo girava mais em brinquedos sexuais do que realmente relações com outras pessoas, o que me fez refletir sobre como o mundo das mulheres é cheio de ferramentas pra chegar à satisfação, o que é meio frustrante, pelo menos pra mim. Mas tirando isso, talvez o filme seja interessante pro público pro qual ele é feito. 

segunda-feira, 2 de março de 2026

As gatinhas do sul (2005)

A carreira da Anna Faris é uma das coisas mais aleatórias do mundo do cinema, pois, embora ela tenha sido muito conhecida em Todo mundo em pânico, A casa das coelhinhas e Qual é o seu número?, a grande maioria dos filmes dela ninguém conhece ou nunca ouviu falar. E aí posso citar Pânico em Lovers Lane, Smiley Face, May - Obsessão assassina, e esse aqui, As gatinhas do sul. E o que era pra ser uma característica pra ela ser reconhecida, acabou passando batido, pois ela fez papéis muito diferentes em filmes de diversos gêneros, o que não é todo mundo que é capaz disso. E a história desse aqui é um drama sobre amizade entre duas mulheres, que parece um filme clássico dos anos 60, que mostra como duas pessoas com o mesmo sonho podem acabar se distanciando e mudando de ideia, mas permanecerem grandes amigas. Basicamente, esse é o tema do filme. Me lembrou a mesma essência de Superbad, a última cena das duas amigas se distanciando me pareceu muito igual a cena de Seth e Evan se separando na escada rolante do shopping. 

Feitiço do tempo (1993)

Esse filme é bem simples e fácil de ser resumido: é o clássico enredo da pessoa presa no mesmo dia e, sempre que dorme, acorda no mesmo dia de novo, ao ponto de tentar mudar algum fato ou já não se importar mais com nada, já que amanhã ninguém vai lembrar. E, embora esse assunto pareça banalizado por conta de dezenas de filmes com esse tema, esse aqui foi um dos pioneiros, junto com Meia-noite e um, que saiu no mesmo ano, mas que surgiu como curta-metragem em 1990. Mas, antes disso ainda, em O destino de repete, de 1947, já tinha essa ideia de voltar ao mesmo dia. Mas voltando ao Feitiço do tempo, o filme acaba sendo um romance, onde o cara em algum momento já sabe tudo sobre a mulher que ele tá afim, impressionando-a quando adivinha coisas que vão acontecer. E não há uma explicação exata pro motivo do dia retornar, nem pro fato do dia, de repente, parar de recomeçar, deixando isso subentendido. Eu acho que ele foi melhorando como ser humano até estar pronto pra seguir em frente. O filme também só fez sucesso pela participação do Bill Murray, que era famoso ainda pelos Caça-Fantasmas

domingo, 1 de março de 2026

Pânico 7 (2026)

O que eu acho uma ironia nesses canais do YouTube que comentam filmes é que nem se dão ao trabalho de entender o que estão comentando, já que o certo seria pesquisar e pelo menos assistir aos filmes anteriores pra se ter uma base do que está acontecendo nesse. E quando se trata do sétimo filme de uma saga como Pânico, onde tudo é feito de forma contínua e acompanhando os mesmos personagens, comentando os acontecimentos dos 6 filmes anteriores, quem não viu realmente vai ficar boiando. E a genialidade desse roteiro aqui, que quase ninguém percebeu é o seguinte: em Pânico 1, que já completa 30 anos de lançamento, duas coisas acabaram virando temas da vida real. Uma delas é que o personagem Stu Macher, que foi um dos assassinos originais, nunca foi realmente confirmado como morto, já que nunca tomou um tiro na cabeça, então podia ser que ele ainda estivesse supostamente vivo. Ainda mais da forma como o personagem terminou o primeiro filme, com uma televisão de tubo pesadíssima que a Sidney empurrou na cabeça dele, eletrocutando-o também. A segunda coisa é que, no retorno do quinto filme, em 2022, a casa do filme original, que também era do mesmo personagem, acabou sendo local de assassinatos e virou tipo um museu real, onde as pessoas alugavam pra ir passar uma noite. E aí que é o lance do negócio: esses dois assuntos são o tema desse filme novo, a história dos bastidores entrou no filme, mas que ainda ficou incompreendido por muitas pessoas.

E o que acontece é que a Sidney segue sua rotina, pela primeira vez explicando onde ela estaria morando, quem é seu marido e filhos, coisas nunca antes mencionadas em nenhum filme a fundo, até que ela recebe uma ligação de chamada de vídeo do Stu Macher. Isso mesmo, o personagem que teve a cabeça esmagada 30 anos atrás, levantando o debate sobre se ele tinha como ter escapado da morte e fugido durante 30 anos. E nisso o filme quase me enganou realmente, até a última cena achei que poderia ter sido ele, pois os argumentos são convincentes, de que ele acabou ficando com amnésia após a pancada na cabeça e foi encontrado e levado pra um hospital psiquiátrico, onde passou muito tempo, até ter sido liberado recentemente. E tem um detalhe muito importante, que, no quarto dele nesse hospital, está um porta-retrato da atriz Tori Spelling, que foi a atriz fictícia do primeiro filme Facada, interpretando a Sidney. E além disso, fica a dúvida se o assassino era outra pessoa se passando pelo Stu usando inteligência artificial pra modificar o rosto. Essa é a sacada desse filme, atualizando o tema pra 30 anos do primeiro, com uma homenagem a tudo que foi visto até aqui.

E aí temos os personagens, perfeitamente readaptados em novas situações. Os sobrinhos do Randy trabalhando com a Gale, a parceria dela com a Sidney é retomada também, além da relação da Sidney com a filha, que pra mim lembra a sensibilidade do roteirista Kevin Williamson em Dawson's Creek, que foi de mostrar de onde a Sidney tirou o nome da filha, Tatum. E isso remete muito ao primeiro filme e a perda da única amiga que a Sidney realmente confiou, e isso foi muito emocionante e poético. Pra quem acompanha não só a franquia Pânico, que já tem 7 filmes e dois seriados, mas também a carreira do Kevin Williamson como roteirista, diretor e produtor, entende a dinâmica dele. Pra quem não entendeu e quis ver algo que fosse muito mastigado e explicativo, talvez não tenha gostado tanto. Mas como eu disse, uma franquia que chega no sétimo filme sabe o seu público e sinceramente não tá mais nem aí pra conseguir público novo. Isso é pros fãs.