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domingo, 31 de maio de 2026

Backrooms - Um não-lugar (2026)

Olha, que filme mais confuso! Eu achei tão interessante a ideia, de uma dimensão alternativa escondida atrás de uma parede, que leva pra um labirinto minimalista com paredes amarelas, que parece um escritório de cobrança abandonado. O começo tava bem interessante, acho que inspirado por A bruxa de Blair, inclusive copiando exatamente a cena da câmera caindo do nada. Mas aí, o filme acaba indo pra uma lentidão que acabei cochilando no cinema. E me pareceu uma confusão de conceitos que precisa de um conhecimento prévio para entender, que parece que surgiu antes no YouTube e agora virou filme. Pesquisei depois e vi que muitas pessoas acharam o filme vazio e sem roteiro nenhum, enquanto outras pessoas acharam geniais. Eu simplesmente não entendi e pretendo, quem sabe, um dia reassistir. 

sábado, 30 de maio de 2026

Vicky Cristina Barcelona (2008)

Esse filme é um roteiro de novela que envolve paixão e traição, mas contado de uma forma bem interessante, com narração e um cenário turístico muito bonito, que já é citado no título. E poderia ser Vicky e Cristina em Barcelona, mas ficou apenas o nome das duas protagonistas e a cidade que estão indo viajar. E o que acontece nisso tudo é que as duas acabam apaixonadas pelo mesmo cara, que conhecem num restaurante, ao mesmo tempo que a ex-mulher dele também retorna pra vida dele nesse momento. E uma delas, a Vicky, está pra se casar, mas fica num conflito se deve continuar com esse relacionamento ou se parte pra aventura com o cara novo. Então ela se afasta, enquanto a Cristina se envolve com ele, juntamente com a ex dele, que retornou e eles fazem um trio, um trisal. Isso não dá certo, o cara fica sozinho e acaba indo atrás da Vicky de novo. Então essas questões sobre como é o relacionamento ideal e várias questões sobre o amor, acabam sendo expostas no filme como uma mistura de incertezas que não define nada como ideal, deixando a conclusão pra quem está assistindo. Particularmente, pra mim, essa época que o Woody Allen dirigia filmes com a Scarlet Johansson foi a melhor fase dele, inclusive nos filmes Scoop - O grande furo e Match Point - Ponto final.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Disco: Dead Fish - Zero e um (2004)

Eu estou ouvindo os discos deles pois vou num show amanhã e é interessante como eles foram evoluindo devagar, pra chegar nesse disco aqui com uma sonoridade excelente, muito superior aos anteriores. Enquanto os dois primeiros não me agradaram nenhuma música e o terceiro apenas duas, esse aqui eu gostei de todas, sem exceção. Cada música tem uma estrutura diferente e a voz do cantor está muito melhor na gravação mesmo. Zero e um, Queda livre e Você se tornaram hits na época e foi onde eu conheci a banda, em 2004 mesmo, na época da MTV no auge, quando tu tinha 18 anos. Bem legal poder entender a cronologia agora e ressignificar o que eu já tinha como imagem formada. E o intervalo de 3 anos se manteve dos dois últimos discos. 

Disco: Dead Fish - Afasia (2001)

Esse disco tem 2 músicas que estão entre as minhas favoritas da banda, mas o resto do disco é tudo feito muito jogado, parece feito às pressas. Nem tem muita diferença de uma música pra outra, só bateria constante e umas letras que também são muito confusas e cheia de metáforas. Mas isso não é uma crítica, apenas uma reflexão, pois se essa for a intenção da banda mesmo, acertaram em cheio. Mas as duas faixas que falei, Tango e Noite, destoam do álbum, positivamente falando, gosto muito das duas. Sem dúvida, essas levaram a banda pra outro patamar, tanto que foram as músicas de trabalho. E esse disco já teve uma pausa maior de lançamento, os dois primeiros foram lançados com intervalo de 1 ano, esse já veio 3 anos depois do segundo. 

terça-feira, 26 de maio de 2026

Disco: Dead Fish - Sonho médio (1998)

Esse disco já dá uma melhorada na qualidade do instrumental, mas ainda parece tudo muito afobado, com as letras muito rápidas e sem rimas, como se fosse um discurso político mesmo. Isso não é uma crítica, mas acho que eles poderiam ter feito as críticas políticas deles de uma maneira mais disfarçada, com umas letras talvez contando histórias, ao invés de ataques diretos. Mas enfim, pra quem gosta desse tipo de assunto e tema, talvez seja uma identificação interessante, o que não é o meu caso. Desse cd, eu já conhecia pelo menos uma música, que é Sonho médio, que também é o título do disco. E em questão de instrumental já gostei de uma música, chamada Por paz, achei os rifas bem legais.

Disco: Dead Fish - Sirva-se (1997)

O primeiro CD é uma mistura de coisas que lembram de longe o Raimundos pela bateria, mas já tava bem parecido com Charlie Brown e CPM 22 no instrumental. Mas o tema das letras já era de protesto mesmo, acho que por isso não chegaram no mainstream na época. Não lembro de nenhuma música desse cd ter tocado na rádio. Acho que eles têm um público bem definido pelo posicionamento deles, que, quem conheceu lá na fase mais popular dos anos 2000, nem sabia que eles eram assim. E uma coisa que foi surpresa é quantas músicas em inglês eles têm, não sabia que eles faziam essa mistura de idiomas. Essas músicas em inglês acabou me lembrando Blink 182 e Green Day.

domingo, 24 de maio de 2026

A felicidade não se compra (1946)

Esse é o tipo de filme que todo mundo deveria ver pelo menos uma vez na vida, pois a mensagem dele é universal e fala muito sobre o que realmente importa na vida. Mas antes de ir direto ao ponto, esse filme começa mostrando umas estrelas no céu, como se fossem uma analogia a Deus e Jesus conversando sobre como ajudar um homem que está orando desesperadamente. E aí, chega um anjo próximo a eles que é enviado para ajudar o homem, em troca teria as asas que sempre desejou. Aí o filme vai mostrando a infância desse homem, até a vida adulta, mas o que realmente importa é que ele acaba ficando falido quando um empregado dele perde um envelope com muito dinheiro e acaba arruinando a sua vida. Quando ele estava prestes a se jogar da ponte, deixando sua esposa e filhos, um outro homem surge na ponte e se joga antes dele. Esse homem que se jogou era justamente o anjo que veio na Terra, então o homem acaba o salvando e não acredita que ele é um anjo, agindo com deboche, até que faz um desejo: que nunca tivesse existido. 

E o desejo se torna realidade, ele sai na rua e ninguém sabe quem ele é, sua esposa nunca se casou com ele, os filhos dele nunca nasceram e a mãe dele nunca teve um filho. E o pior é que na infância dele, o irmão dele ia morrer afogado em um lago congelado, mas ele o salvou, porém nessa versão após o desejo de não ter existido, o seu irmão morreu naquele evento. E além disso, as pessoas que ele ajudou em vida, estavam pobres ou sendo humilhadas, pois ele também não participou dessas situações que ajudou essas pessoas. E isso tudo o levou a desejar retornar pra vida que tinha, ficando feliz e realizado ao encontrar tudo no lugar: a mãe, os amigos, esposa e filhos. Mas a polícia ainda estava pronta para prendê-lo depois da perda do dinheiro, porém todo mundo que ele ajudou se juntou e fez uma vaquinha, arrecadando muito mais do que ele perdeu. O irmão dele também vem visitar e o anjo deixa um livro com uma dedicatória: obrigado por me ajudar a ter asas! Emocionante. 

Uma referência interessante é que o anjo tem um livro que esconde uma coincidência com essa história: As aventuras de Tom Sawyer. Nesse livro, um menino é dado como morto, mas assiste escondido ao próprio funeral, ouvindo o que as pessoas tem a dizer sobre ele. E nesse filme, o homem vê como seria o mundo sem a influência dele, como se fosse uma versão do livro alterada. 

O massacre da serra elétrica (2003)

O primeiro filme dessa franquia foi de 1974, surgindo de uma forma que até hoje é raro ver algum filme com uma atmosfera tão realista e que parece até um documentário. Mesmo assim, ele trouxe um terror sujo e bem visceral, no pior sentido da palavra, que talvez só tenha sido superado em Pânico na floresta e Jogos mortais. E justamente quando essas duas franquias estavam surgindo, esse remake foi lançado, sendo basicamente uma repetição do primeiro, com algumas mudanças até interessantes. As principais mudanças são: a pessoa que eles dão carona na estrada não é um dos assassinos e sim uma sobrevivente que acabou de fugir de um ataque deles; a final girl consegue decepar um braço do assassino; a cena do jantar de 1974 não tem no filme novo.

Agora falando dessa franquia, eu não gosto realmente de nenhum filme, acho tudo muito nojento e além do ponto, embora eu ainda assista pela curiosidade. Pra mim, falta um enredo consistente e o desenvolvimento de personagens que só foi sendo construído no decorrer das décadas, dentro de gênero de terror de assassino. Mas também sei da importância dele pro gênero, inclusive esse filme aqui foi um dos precursores dos remakes modernos, que viriam a ser comentados dentro de história de Pânico 4, alguns anos depois. E uma coisa que nunca entendi foi como tantas atrizes bonitas aceitaram participar desses filmes.

Ace Ventura - Um detetive diferente (1995)

Já explicando o filme pelo título, esse Ace Ventura é um detetive que investiga situações envolvendo animais, até que é chamado pra descobrir sobre o sumiço de um golfinho que foi raptado de um zoológico. Então esse é o enredo do filme, que abre espaço pra situações inusitadas de comédia, onde ele é atrapalhado e inconveniente, ao mesmo tempo que se envolve num romance. Agora tem umas piadas muito doidas lá, principalmente envolvendo um homem que está se passando por mulher e acha um jeito inusitado para disfarçar isso, deixando todos os homens que ela tinha beijado, e feito outras coisas, desesperados e com nojo. Esse filme marca a carreira do Jim Carrey como ícone da comédia nos anos 90, juntamente com O Máskara, Debi & Lóide, O pentelho, entre outros. Estranho assistir esse filme agora depois dele estar tão diferente nos dias atuais. E esse filme especificamente ainda gerou uma trilogia, sendo que o terceiro filme é focado no filho dele, além de ter virado desenho animado também. 

O homem invisível (2020)

Sempre olhei pra esse filme com um pouco de preconceito, acho que já tive uma afinidade com outros do mesmo gênero quando era criança, mas acabei achando incrível o que foi feito nesse, principalmente pelo enredo e direção. E o enredo é sobre uma mulher fugindo do marido autoritário e abusador, que a tratava agressivamente, mas ela consegue fugir. Até que um dia ela tem a notícia da morte dele e uma herança que ele deixou pra ela, com uma condição meio estranha: ela receberia durante meses uma quantia, sob a condição de não cometer nenhum crime. Aí começa a maluquice e ela percebe a presença de uma pessoa invisível que parece querer simular que ela está matando algumas pessoas. E então ela tenta derrotar essa pessoa, que na verdade está usando uma roupa tecnológica que permite a invisibilidade. O filme acaba entrando no gênero parecido com os slasher de assassino, com revelações e reviravoltas malucas no final.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Esqueceram de mim 3 (1997)

Não sei exatamente se foi uma boa ideia ter esse filme, já que não teve a continuidade de onde parou depois do 2, ao mesmo tempo que também é direito dos produtores fazer uma espécie de antologia, mudando os personagens e mantendo o conceito. E a ideia de mostrar um menino sozinho enfrentando ladrões vai pra outro patamar: eles não querem roubar a casa do menino dessa vez, mas recuperar um chip de computador que vale milhões e acabou indo parar nas mãos do menino, escondido em um carrinho de brinquedo. E o enredo tenta sempre mostrar o menino como alguém ingênuo e bobo, com irmãos que desacreditam que ele consiga se virar sozinho, pra no final reconhecerem que ele tinha essa capacidade. Lembro quando esse filme saiu e todo mundo estranhou, o que talvez tenha sido o motivo pra criar uma sensação amarga pelo resto da franquia, que já tem 6 filmes, mas que ninguém nem comenta mais.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Plataforma do medo (2004)

Esse filme é uma bizarrice, feito propositalmente pra ser um filme trash, com uma produção simples e meio suja: e isso não é uma crítica, apenas uma constatação. Resumindo bem rápido, é sobre uma mulher que fica presa em um metrô, mas na estação, por isso o título se refere à uma plataforma. E o que acontece é que tem uma criatura morando por lá, que é um ser humano deformado. E independente de qualquer explicação, a ideia do filme é apenas mostrar a mulher fugindo do perigo, descobrindo meios de sair disso. Dentro do gênero, nem sei onde ele se encaixaria, não é exatamente um slasher, acaba sendo um filme de ficção talvez, com uma explicação maluca. Ele não é divertido ao ponto de valer a assistida, tá mais próximo de um Pânico na floresta

domingo, 17 de maio de 2026

A vingança do Frankenstein (1958)

Essa franquia, assim como a que viria futuramente do Planeta dos macacos, não utilizou números no título, o que acaba prejudicando pra quem quer ver na cronologia correta. Mas o enredo é bem interessante e continua exatamente de onde o primeiro parou, mostrando que o cientista conseguiu escapar da guilhotina e mudar de cidade, usando um nome falso. Só que a ironia é que ele acaba continuando a fazer as experiências dele, que dessa vez dá certo, mas o paciente acaba entregando o que houve, expondo o médico e acabando com o disfarce dele. E aí, vem a reviravolta maluca, então alerta de spoilers!!! O médico é espancado por outros pacientes, mas antes de morrer pede pra que o assistente dele faça um transplante do cérebro dele pra outro corpo, dá certo, assim o médico se torna a sua própria criatura. Ou seja, além do experimento dele dar certo, ele passa a viver em outro corpo, mesmo após a sua suposta morte. Não sei se essa já foi a ideia inicial desde o começo, mas é muito legal essa reviravolta. E o mais interessante pra mim foi descobrir que Frankenstein não tem nada a ver com a criatura em si, mas com o sobrenome do médico que faz isso. 

sábado, 16 de maio de 2026

A maldição de Frankenstein (1957)

Muito interessante essa história, que eu achava que era uma coisa e não tinha nada a ver com o que eu pensava: pra mim, o Frankestein era uma criatura que sofreu algum tipo de mutação em laboratório, mas na verdade esse é o nome do médico que faz a experiência, e não do paciente. E acho que essa confusão acontece também pela Turma da Mônica ter um personagem chamado Frank, que seria uma criatura que faz referência ao filme. Então vamos entender direito: um homem faz experiências de laboratório, até que tem a brilhante ideia de montar uma pessoa usando partes dos corpos de outras pessoas. Então ele aproveita uma pessoa do pescoço pra baixo, que era um homem que tinha sido condenado à forca, depois pega mãos de outro homem, olhos de mais um, até que, pro cérebro ele precisava que fosse alguém vivo, então ele joga um homem de uma altura, mas sem o matar, podendo assim completar seu plano. Até que o homem ganha vida, mas a confusão toda leva o médico a ser condenado à guilhotina, finalizando o filme sem mostrar a decapitação, já preparando pra sequência. 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Obsessão (2026)

Esse filme me lembrou muito o anime Cem namoradas que te amam muito, que é sobre um menino que só era rejeitado pelas meninas, até que faz um pedido e tudo muda, deixando todas obcecadas por ele. E aqui nesse filme é praticamente a mesma coisa: um rapaz que era apaixonado por uma menina, compra um tipo de um amuleto que dá direito a um único pedido, sendo que ele pede pra tal menina se apaixonar por ele. Mas já dava a entender que ela também era afim dele, mas os dois tímidos não levavam isso adiante. E imediatamente depois que ele faz esse pedido, ela já age diferente e começa a mostrar o interesse que ele queria. Mas aí, obviamente as coisas vão saindo do controle e a mulher vira uma possessiva, controladora, manipuladora, ciumenta ao excesso e inclusive assassina de quem tenta se aproximar dele. E isso vai escalando pra uma cena absurda e pesada, que eu até acho que o filme passou do limite do bom senso, mas se era essa a intenção mesmo, se era pra chocar, conseguiu. E é a velha moral, cuidado com o que deseja. Filme interessante, que foge totalmente dos blockbusters do momento, mas com um enredo que assusta, mas também faz pensar. E o mais bizarro é que no cinema tinha mais gente rindo do que se assustando, pois talvez se identificavam com as atitudes da mulher, e isso é o mais assustador. 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Relação indecente (1992)

Esse filme entra num gênero praticamente extinto nos dias atuais, que seria o suspense de sedução, onde talvez a exceção seja o filme A empregada, que saiu agora em 2026. Mas nos anos 90 tiveram tantos filmes desse estilo, como Medo, Diabólica e até mesmo o remake de Lolita, além de Beleza americana, que até ganhou Oscar. Então era outra época, principalmente pelas atrizes sedutoras serem menores de idade, o que torna tudo mais bizarro ainda. E nesse filme aqui é uma menina que tem uma melhor amiga, que na verdade acaba sendo acolhida pela família dela, até que começa a seduzir o pai da amiga e planeja matar a mãe. E mesmo assim, ela consegue fazer todos a amarem, inclusive depois que descobrem toda a farsa por trás, as pessoas ainda mantém uma paixão doentia por ela. 

Uma linda mulher (1990)

Eu já tinha visto esse filme, parece que é uma história que todo mundo já conhece, mas reassistindo agora me parece mais complexa e até um pouco irreal. A questão é que o cara acaba conhecendo uma garota de programa aleatória, mas a contrata pra acompanhar em uns eventos, sem nenhuma relação. E a partir disso eles acabam se apaixonando, enquanto lidam com uns preconceitos das pessoas ao redor. O que eu achei mais interessante é como esse filme é amado pelas mulheres, mas não acredito que um homem faria isso, o que acaba sendo um romance estranho. Mas mesmo assim virou um clássico de todos os tempos, principalmente pela trilha sonora e pela química entre os atores. 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Breakdown - Implacável perseguição (1997)

Eu tenho uma memória afetiva com esse filme, assisti lá em 1997, com 11 anos, e a situação é tão assustadora que o cara passa, que foi um trauma sobre uma situação de vazio, quando não se tem o que ser feito. E a questão é que ele está viajando com a mulher por uma estrada, quando acabam tendo um conflito com outro motorista, mas depois tudo volta ao normal, aparentemente, até que o carro pifa do nada, parecendo que houve uma sabotagem por parte do pessoal do outro carro. Aí um caminhoneiro passa e oferece carona, mas o cara fica no carro e a mulher dele vai com o caminhoneiro, pensando em chegar em um posto e chamar ajuda. Mas a mulher nunca volta e desaparece, deixando o homem totalmente sozinho e sem saber o que fazer. E aí ele vai começando a investigar, percebendo que o caminhoneiro e o cara do carro que sabotou o carro eram comparsas, com um plano calculado de sequestro e recompensa. Um filme simples, mas muito eficiente. 

domingo, 10 de maio de 2026

Celular - Um grito de socorro (2004)

A intenção do filme é mostrar uma situação complicada, onde uma mulher fica presa por sequestradores, tentando se comunicar por um telefone fixo quebrado, quando consegue ligar pra um cara aleatório, que atende com o celular, aqueles antigos ainda, que tenta ajudar ela. E aí, o enredo é justamente nessa tentativa de ficar na ligação buscando ajuda da polícia e se comunicando com a mulher, que dá instruções pro cara sobre o que fazer. E aí, tem uma conclusão no final pra justificar o motivo dos sequestradores em fazer isso, mas o que segura o filme é essa agonia de estar preso ao telefone. O elenco do filme é incrível, muitos atores antes da fama, o que acaba sendo um registro histórico, inclusive pela época dos celulares tijolão. Curiosamente, esse mesmo roteirista fez dois filmes nessa temática: Por um fio, em 2002 e Cativeiro em 2007.

Halloween 6 - A última vingança (1995)

O enredo desse é basicamente o desfecho que os filmes 4 e 5 começaram, que é a história da sobrinha do Michael Myers, além da explicação do homem que libertou ele da prisão no filme anterior. E a explicação disso é que esse homem fazia parte de um tipo de seita que tinha como foco o Michael, inclusive era liderada por um cara que cuidava dele no hospital, mostrado no primeiro filme. Então, essa é a explicação que eles querem dar pro Michael ser um assassino imortal, o que é até interessante. Mas o que mais me impressionou foi como esse filme me fez rever o próximo filme da franquia, o Halloween - 20 anos depois, de uma forma diferente, agora entendendo que a Laurie Strode não morreu realmente, mas que foi dada como morta por engano, ou pra ela fugir pra outra cidade e usar outro nome. Bem interessante isso. Mais uma coisa que me veio à mente enquanto eu assistia: criou-se uma fake news dizendo que o cinema de terror slasher estava em declínio quando Pânico surgiu em 1996, mas eu acho justamente o contrário, já que vinha com Brinquedo assassino 2 e 3 de 1990 e 1991, A hora do pesadelo 6 de 1991, Sexta-feira 13: parte 9 de 1993, A hora do pesadelo 7 de 1994 e Halloween 6 de 1995, aí veio Pânico, depois continuou com esses filmes fazendo sequências depois ainda, com Halloween H20 e A noiva de Chucky de 1998, além do remake de Psicose e mais uma nova leva que surgiu dos filmes Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Lenda urbana e mais uma dúzia de filmes. Então não vejo como se Pânico tivesse revitalizado o gênero, mas ele se apropriou do que veio antes, que sem esses filmes anteriores não teria enredo, assim continuando o que já estava sendo feito. Por isso que dentro do gênero, todos esses filmes dialogam entre si, através das tendências, um vai citando o outro e reformulando os clichês, até se misturarem como foi o caso de Freddy X Jason. Então esse Halloween 6 foi justamente o último filme antes de Pânico

Central do Brasil (1999)

Esse filme foi tão marcante em 1999 que, mesmo sem reassistir agora, eu consigo lembrar de tudo do começo ao fim. Eu tinha o VHS e lembro que ele foi exibido rapidamente na Globo, pois iria ser um dos concorrentes ao Oscar. E o enredo dele é tão simples, apenas uma mulher ajudando um menino a encontrar o pai, que é até estranho, o que me fez pensar que o roteiro real está implícito: na verdade, a mulher quer superar a saudade do pai dela, ajudando esse menino, pois ela se vê nele. E o mais doido é que quando chegam, no final, na casa dele, o pai simplesmente não está. E a mulher vai embora, sem se despedir, talvez deixando a mesma saudade no menino. E essa confusão sentimental é tão interessante que nem sei se isso foi pensado com detalhes ou simplesmente sentido pelos escritores. Pra mim, esse e O auto da compadecida são os 2 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

sábado, 9 de maio de 2026

Soul Surfer - Coragem de viver (2011)

Esse filme ainda não é tão antigo, mas tem um elenco que ficou muito famoso na última década, ao mesmo tempo que trouxe também atores veteranos, o que é muito incrível pra um filme tão simples. Mas o enredo começa mostrando uma surfista, que é uma menina numa família que todos surfam, que participava de competições e estava se preparando pra uma grande disputa no mar. Até que uma situação muda tudo: um tubarão vem na direção da menina, do nada, arranca o braço dela numa bocada, mudando todos os planos que ela tinha. A cena é bem rápida, mas muito sofrida, ainda mais quando entendemos quem é a personagem. E a recuperação dela, depois os questionamentos e a superação quando ela resolve voltar a competir, isso tudo é realmente emocionante e mostrado de uma forma muito natural, pois simplesmente isso aconteceu de verdade. Acho que se não fosse baseado em fatos reais, talvez ficasse parecendo um pouco irreal, mas isso faz toda a diferença. Filme muito bonito sobre esperança e superação, com certeza é um filme que deve servir pra ajudar muitas pessoas em situações semelhantes. 



Lolita (1962)

Assisti esse depois de ter visto o de 1997, que é praticamente a mesma história, mudando apenas alguns detalhes, mas a questão principal é que nessa versão a Lolita não é tão ousada, sendo apenas uma adolescente normal, confusa e ingênua. Já no de 1997, ela é totalmente maluquinha e tarada, fica atentando o juízo do cara o tempo todo. E a história desse filme é, de certa forma, uma história de pedofilia que acabou sendo elevado a clássico, uma coisa que eu nunca entendi o motivo real. E o enredo é sobre um homem que acaba se envolvendo com uma mulher, mas pra ficar perto da filha dela, até que a mulher descobre que ele era obcecado pela menina e sai correndo pela rua e morre atropelada. Depois da morte dela, ele assume a guarda da menina e isso acaba aproximando os dois, não mais como pai e filha, mas como um casal. Até que aparece um cara que é realmente um pedófilo, que fica de olho na menina. E o começo desse de 1962 já revela o final, que é o pai adotivo da Lolita indo matar o pedófilo, depois corta pra um flashback contando o que houve. 

Querida, encolhi as crianças (1989)

1989, 1992, 1997. Esse foi o intervalo entre os três filmes, mesmo quando esse aqui ainda era apenas o único, sem saber que poderia se expandir pra uma trilogia. E o mais legal é acompanhar a trajetória dessa família e como três situações praticamente idênticas podem acontecer, como um carma, da mesma forma que Esqueceram de mim 1 e 2 acabou fazendo. E tem uma ironia nisso tudo, pois da mesma forma que as crianças acabam encolhidas, indo parar no jardim do quintal, a proporção dos insetos e dos objetos acaba ficando enorme pra elas, o que acaba parecendo que os insetos estão gigantes. E a ideia é bem interessante, quase como uma aventura que nunca iria acontecer na realidade, mas que atiça a imaginação do público infantil. E ainda tem um enredo que fala sobre os vizinhos, que discutem por algum motivo bobo, mas que acabam se metendo nessa confusão juntos. 

Possuídos (1998)

Esse título pode parecer que é algo pesado, mas não é, nem sei direito em qual gênero de filme se encaixaria, mas estaria mais próximo até do drama. Essa história é sobre um homem que foi condenado a cadeira elétrica, mas o policial que estava acompanhando o caso dele acaba vendo semelhanças em outros crimes, como se o espírito dele estivesse em outro corpo, cometendo os crimes. E é exatamente isso, que já explica o título. Pelo toque, o espírito passa de pessoa pra pessoa, então acaba sendo quase impossível descobrir onde está, que são as surpresas desse filme. Mas o que eu gosto nisso tudo, na verdade é o clima de investigação e drama, que até parece um filme bem parado e reflexivo, com um pouco de ironia, até citando uma música dos Rolling Stones. E por algum motivo, esse espírito não consegue entrar no corpo do policial, como se não tivesse a permissão para isso, até que fica num jogo de estratégia do policial para exterminar o espírito de uma vez por todas. E esse final não é o que parece ser.

domingo, 3 de maio de 2026

Um contratempo (2016)

Filme muito bem feito, o enredo cheio de reviravoltas e me enganou o tempo inteiro. É sobre um homem e uma mulher que acabam causando um acidente de carro, até que o motorista do outro carro morre e eles se livram do corpo. Só que o homem leva o carro da vítima e joga num pântano, enquanto a mulher fica na estrada, mas acaba sendo ajudada por um senhor que entende de mecânica, que é muito gentil e ainda leva ela pra casa dele, onde tem o material pra consertar o carro. E isso pode parecer arriscado, mas o cara estava com a esposa também na casa, então o problema estava pra ser resolvido e ela iria embora enquanto o cara que estava com ela se livrava dos indícios. Mas aí que vem a revelação maluca: ela descobre que esse casal está esperando o filho chegar em casa, mas não responde o celular, até que percebe o óbvio. Sim, eles mataram o filho do casal. E aí, depois de ter virado uma mistura de Eu sei o que vocês fizeram no verão passado com A última casa à esquerda, o filme vira um jogo de gato e rato, que não se pode confiar em ninguém. E isso tudo está sendo contado pelo homem que causou o acidente, detalhando tudo pra advogada dele, que também não é quem diz ser. Assiste que vale a pena. É cheio de pontos de vista colidindo e não dá pra saber o que é verdade e mentira, até o desfecho. 

Alucinação (2001)

Esse filme tem uma pegadinha de gênero, pois parece que vai ser uma história de terror de assassino ou, talvez pelo título, até de espíritos, mas acaba sendo um drama psicológico, com reviravoltas espirituais e filosóficas, que fazem a gente ser enganado junto com a protagonista. E o enredo começa quando dois casais de amigos, que na verdade tem uma traição no meio, onde um dos homens está se envolvendo com a mulher do outro. E esse outro aí acaba descobrindo e fica um clima horrível no carro, quando eles estão retornando de um evento. Mas, no caminho de volta, acaba acontecendo um acidente, o carro capota e justamente o homem que estava sendo traído é o único que morre. A partir disso, a namorada dele passa a ter visões com ele como se fossem reais, por isso o título do filme é esse, pois ela começa com essas alucinações, até que a reviravolta é maluca e não é exatamente o que parece: não foi exatamente o namorado que morreu no acidente. 

Minority Report - A nova lei (2002)

Como um fã do Spielberg, admito que esse filme eu relutei pra ver durante muito tempo, pois achava que era muito fora das coisas que eu estava acostumado dele, aquelas histórias clássicas com ETs, dinossauros, tubarões e outras coisas mais. Até que, assistindo agora, ainda tenho a mesma sensação, embora ele tenha feito os filmes Inteligência artificial e Jogador número 1, que se encaixa nisso também, e mais ainda, ele participou dos filmes De volta pro futuro, que já tinha uma visão futurista e com paradoxos que estão presentes nesse aqui. E vamos explicar pelo título, essa nova lei que o subtítulo fala é em relação a uma tecnologia que consegue prever crimes, ou seja, os policiais acabam indo atrás dessas previsões e impedem que assassinatos aconteçam. E aí, tem um uma discussão interessante sobre isso, pois as pessoas estão sendo presas sem terem cometido nenhum crime realmente, já que foram impedidos pelos policiais. Até que vem a parte mais decisiva: um dos policiais, que estava à frente desse sistema, acaba sendo o próximo culpado de um crime, começando uma fuga do próprio sistema que ele faz parte. E agora ele tenta provar que é inocente e faz parte de alguma conspiração que tramaram contra ele, já que ele descobre que essas previsões são feitas por 3 pessoas, mas que às vezes uma delas tem uma visão alternativa, sendo a minoria entres os 3, que é justamente um erro na previsão, por isso essa pessoa tem um relatório minoritário, que é o título em inglês. 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Halloween 5 - A vingança de Michael Myers (1989)

Refazendo a ideia do primeiro e do segundo filme, esse aqui continua diretamente de onde o 4 parou, mostrando como o Michael Myers sobreviveu, caindo em um rio, que o levou até um abrigo, onde foi ajudado por um cara.  Então a franquia, até esse momento, são 5 filmes, mas são dois momentos diferentes: em 1978, quando se passa os dois primeiros, depois em 1988, onde se passa o 4 e o 5. Até que o Michael fica um ano nesse abrigo, enquanto a sobrinha dele, a Jamie, acaba tendo uma conexão maluca com ele, sentindo o que ele sente. E isso é muito parecido com a ideia dos filmes Sexta-feira 13, os capítulos 4, 5 e 6, que também tinham um personagem principal que evoluía nos 3 filmes. E a trama é muito básica, mostrando que a Jamie tem visões de quando o Michael está atacando alguém, enquanto ele ainda a persegue, mas dessa vez ele vai preso. Só que aí, tem uma reviravolta maluca, muito mal explicada, que foi deixada propositalmente pra ser desenvolvido no próximo filme: um cara, vestido todo de preto, ajuda o Michael a fugir da cadeia no final. Totalmente aleatório, algo não visto até então na franquia, alguém o ajudando. Só que mesmo assim, o sexto filme só viria em 1995, depois de seis anos. E essa atriz mirim que faz a sobrinha dele também viria a participar do filme Lenda urbana em 1998, que foi a primeira vez que eu a vi, sem saber que já tinha sido protagonista de 2 filmes do Halloween.