Esse filme precisa ser analisado dentro do contexto da carreira do Spielberg, pois ele está voltando a um tema que tem um tempinho que não faz nada sobre, que é sobre aliens. Mais ainda, sobre conspiração e dons, que me lembrou muito Contatos imediatos do terceiro grau. E aqui começa por uma coisa muito estranha, quando uma jornalista da previsão do tempo, de repente, começa a falar vários idiomas aleatórios, sem nem perceber. Fala francês, russo, japonês, até que, no meio de uma transmissão ao vivo, acaba falando o idioma dos aliens. Essa filmagem viraliza na internet, o que acaba fazendo ela ser perseguida por pessoas que estão investigando isso. E também ela desenvolve um tipo de telepatia e consegue visualizar coisas e pessoas que não estão próximas dela, até que descobre um cara que também está sendo perseguido pois tem informações sigilosas. A partir daí, vira uma fuga desenfreada que até lembra as perseguições de Indiana Jones. É um filme interessante pra quem é fã do Spielberg, mas acho que é mais um drama e suspense do que realmente filme de aliens. E esse título remete à guerra, mas também seria o significado de Disclosure Day, que seria o dia da revelação.
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sexta-feira, 19 de junho de 2026
terça-feira, 16 de junho de 2026
Cindy Formiga - MOGUITA (2014 - 2026)
Contar a história de um animal de estimação é uma tarefa complicada, pois na verdade envolve tudo que ele realmente significou e ainda vai significar, muito além de ser apenas um bichinho que a gente tem em casa. E a minha história com essa minha gatinha começou em Bauru, interior de SP, em julho de 2014, quando eu tinha acabado de fazer 27 anos. No ano anterior, 2013, eu tinha saído do RJ como mochileiro e o destino acabou colocando umas coincidências no meu caminho que me levaram até lá. E meus dois gatos machos ficaram no RJ, Bebê Formiga e Tai Formiga, o que já deixava um vazio na minha vida afetiva, por isso eu fiquei 1 ano sem ter gato próximo, até que eu comecei a procurar uma fêmea, queria uma filhotinha, de preferência ruivinha, pra ser a minha nova companheira. E então alguém falou que estavam doando uns gatos, vi a foto dela e era exatamente do jeito que eu queria. Fui na casa, mas ela tinha sumido no quintal, o dono insistiu pra eu pegar outros, eu falei que só queria ela. Aí ele chamou o filho, que procurou ela no meio do mato e me entregou, cabia na minha mão, tinha apenas uma semana de vida. Levei pra casa de ônibus e assim que cheguei ela ficou tão feliz em estar numa casa só pra ela. Pulava que nem um macaquinho, e adorava ficar abraçada e enrolada na manta. Consegui o que eu queria, virou a partir de 2014 minha companheira diária. Éramos só nos dois, me esperava chegar do trabalho, até que comprei um canguru e levava ela pra passear também. E ela adorava tomar banho de chuveiro, eu deixava a água bem quentinha e ela ficava maior tempão sem reclamar, abraçada no meu pescoço. Mas também viveu um amor bandido, se apaixonou por um gato preto da vizinha e sofreu quando eles se mudaram. E tentei deixar 2 vezes ela na veterinária pra um procedimento, ela virava uma leoa, só ficava calma comigo por perto.
E assim foi durante 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, até que a pandemia me levou a morar no mesmo apartamento com a minha mãe, que também mudou pra Bauru, com os gatos do RJ. Tentei juntar os três uma vez, mas ela ficou horrorizada quando viu aqueles dois machos, ela queria o espaço só pra ela. Mas o Tai acabou falecendo em 2018 de câncer, então, em 2020, só estava com o Bebê Formiga. Mas a Cindy não dava conversa pra ele. Até que em 2021 mudamos pra Praia Grande, vim com os 2 gatos no caminhão de mudança. Começamos mais um período no litoral, mas o Bebê se foi em 2022, com 16 anos. Então a Cindy voltou a ser a gata da casa, mas senti que faltava uma companheira, então peguei mais uma, da mesma cor do Bebê, que chamei de Susie Formiga. E mudei o nome delas pra Moguita e Showzeirinha, assim viraram amigas, embora a Guita achasse a Showzeirinha muito maluquinha. Uma namorada minha tinha um gato, que também foi amor a primeira vista pela Guita, que também apelidei de Guitão, mas ela não deu bola pra ele, que sofreu eternamente esse amor. E com tantas histórias, depois de 12 anos, a Guita infelizmente se foi, ontem, depois de uma complicação por causa de um mal estar respiratório. Agora, eu prestes a fazer 40 anos, que convivi com ela desde os 27 anos, nessa parceria de carinho e muito afeto, digo mesmo de abraçar e dormir junto, como se fosse uma filha, uma amiga, uma companheira, o ser com o miado mais carinhoso e o toque mais singelo que um ser vivo pode ter. A gente tinha uma conexão quase telepática, tanto que algumas vezes coisas aconteceram como se ela estivesse me chamando mentalmente. Inclusive, no momento final da vida dela, algo me deu de ir na clínica ver como ela estava, fui sem avisar e ela estava falecendo naquele momento exato. Ou ela estava me chamando, não acredito que foi apenas coincidência... Guitona. Agora Showzeirinha fica olhando perdida sem entender o que aconteceu. A vida segue com ela, a falta da Guita é absurda, mas como diz aquela frase: Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu. E o que aconteceu foram os melhores 12 anos de afeto que ela me proporcionou, sem interesse, sem me cobrar nada em troca. Te amo eternamente, Guitona.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
O homem duplicado (2013)
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Dia dos namorados macabro (2009)
Dia dos namorados macabro (1981)
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Felpudo, o cachorro promotor (1976)
A primeira coisa que me veio na cabeça quando eu soube desse filme, diretamente do túnel do tempo, foi a Priscila da TV Colosso. Com certeza, teve uma inspiração nesse filme aqui. O enredo do filme é sobre um homem que acaba se transformando em cachorro, quando alguém lê uma inscrição em um anel mágico. E a partir daí, ele acaba se metendo em várias confusões, principalmente pra combater um esquema de corrupção política. Mas o filme aproveita pra inserir várias piadas malucas, voltadas pra divertir o público infantil, como uma guerra de tortas, que deixa um monte de gente suja de glacê de morango. E o que sustenta o roteiro é a tentativa do cara em recuperar o anel a qualquer custo, enquanto ele vai passando de mão em mão. Também descobri que esse é o segundo filme de uma franquia de 5 filmes, lançados em 1959, 1976, 1987, 1984 e 2006.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Uma babá quase perfeita (1993)
terça-feira, 9 de junho de 2026
Mestres do universo (2026)
Pânico em Lovers Lane (1999)
Um pouco antes da Anna Faris ficar conhecida com a Cindy de Todo mundo em pânico, ela fez esse filme aqui que já parecia uma versão de Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, principalmente por trazer a versão da lenda citada no filme, de um homem que fugiu do hospício e tinha um gancho no lugar da mão. E o enredo é apenas essa perseguição dele atrás de um grupo de jovens, que tem ligação com um assassinato ocorrido 13 anos antes, que foi o que levou esse homem a ser preso. Embora lembre muito o outro filme citado, esse aqui tem uma estética original, parecendo um filme feito pra DVD, o que acaba sendo uma experiência interessante, ainda mais pela participação da Anna Faris. E é bem legal entender como esses filmes todos dialogam entre si, reafirmando ou desconstruindo os clichês do gênero.
domingo, 7 de junho de 2026
Corra! (2017)
Todo mundo em pânico 6 (2026)
Desde o segundo filme, essa é a primeira vez que eu entendo 99% das piadas de um filme da franquia sem precisar pesquisar depois, o que acaba sendo uma experiência diferente pra quem não viu nada do que foi usado como referência. E essa é a graça de um filme Todo mundo em pânico, ele se torna muito mais rico e inteligente se você entende as piadas. Basicamente, o roteiro aborda principalmente o enredo de Pânico 5, seguindo as cenas quase como um copia e cola, mas aproveita pra inserir algumas cenas do Pânico 6 também. Tirando isso, todas as outras referências não fazem muita diferença pro enredo seguir, como as cenas que satirizam Sorria, A hora do mal, Longlegs, A substância e Pecadores. Diferente dos outros filmes, onde as cenas eram essenciais pro roteiro, nesse aqui não faz tanta diferença, embora seja interessante. E tem umas duas cenas que chegam no nível do meu gosto que eles sempre abordaram nos filmes, mas mesmo assim foi muito menos escrachado do que os primeiros filmes. Pegaram leve demais. E uma coisa que é citado o tempo todo, uma história de bastidores: como ficou a questão judicial que fez os irmãos Wayans recuperarem a franquia, ao mesmo tempo que as atrizes que fazem a Cindy e a Brenda são questionadas sobre terem participado dos filmes sem eles. E o principal é o final, quando revela quem é o assassino: a motivação deles é totalmente metalinguística, envolvendo justamente essa questão da ausência dos Wayans nos filmes 3, 4 e 5.
A verdade nua e crua (2009)
Esse filme é nitidamente voltado pra mulheres que querem uma história clichê, daquelas que já dá pra adivinhar o final, que envolve um homem e uma mulher que estão se conhecendo, mas entra uma terceira pessoa na jogada, mas isso é só um pretexto pra eles perceberem que têm que ficar juntos mesmo. O diferencial aqui é que o cara é bem folgado e fala umas verdades inconvenientes, o que acaba deixando a mulher frustrada sobre como funciona uma relação. E esse cara aí que surge no meio disso tudo, acaba sendo um pretendente da mulher, que só serve pra eles perceberem que se gostam. Tem umas cenas aqui que são bem escrachadas e deixa esse filme naquela mistura de gêneros entre a comédia besteirol e o romance.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
O beijo da tarântula (1976)
Socorro! (2026)
Quando vi o pôster desse filme, me pareceu ser de terror ou algo do tipo, um suspense talvez. Mas não é nada disso: é uma história de sobrevivência em uma ilha deserta, depois de um acidente de avião. Só que a grande questão é que os dois sobreviventes têm uma relação complicada. Um homem e uma mulher, que são chefe e funcionária, só que com uma relação tóxica e autoritária por parte dele, que acaba invertendo os papéis depois desse acidente. Então, na verdade, vira uma história de vingança, dela se aproveitando da situação pra fazer com ele o mesmo que ele fazia com ela. Parece uma mistura de O náufrago com Seis dias, sete noites. Mas nem tudo é o que parece e a mulher guarda um segredo que acaba sendo o mais interessante do filme, mas isso eu deixo pra você descobrir.
Almas mortas (1964)
Apenas 4 anos depois de Psicose ter virado um fenômeno, o escritor do livro que o inspirou, Robert Bloch, escreveu o roteiro desse filme que é visivelmente uma cópia, no melhor sentido da palavra, do filme do Hitchcock. E isso torna tudo muito mais interessante, pois eu nunca tinha visto realmente outros filmes que surgiram depois de 1960 com a mesma temática, inclusive esse filme aqui também deveria ter se tornado um clássico e ser reconhecido como parte de um gênero vivo até hoje. E o enredo é sobre uma mulher que mata o próprio marido, depois que o pega na cama com outra mulher. Só que o que ela não sabia é que a filha pequena estava presenciando a própria mãe cometer os crimes, escondida. Passam-se anos, com a menina já adulta, se reencontrando com a mãe, quando novos crimes voltam a acontecer. Nesse momento, o filme cria o mistério pra desvendar quem é o assassino da vez: se é a mãe de novo ou alguém se passando por ela. Muitas cenas são bem parecidas com Psicose, como a porta abrindo devagar, alguns ângulos de câmera, que até parece que foi dirigido pelo Hitchcock.

















