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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Dia D (2026)

Esse filme precisa ser analisado dentro do contexto da carreira do Spielberg, pois ele está voltando a um tema que tem um tempinho que não faz nada sobre, que é sobre aliens. Mais ainda, sobre conspiração e dons, que me lembrou muito Contatos imediatos do terceiro grau. E aqui começa por uma coisa muito estranha, quando uma jornalista da previsão do tempo, de repente, começa a falar vários idiomas aleatórios, sem nem perceber. Fala francês, russo, japonês, até que, no meio de uma transmissão ao vivo, acaba falando o idioma dos aliens. Essa filmagem viraliza na internet, o que acaba fazendo ela ser perseguida por pessoas que estão investigando isso. E também ela desenvolve um tipo de telepatia e consegue visualizar coisas e pessoas que não estão próximas dela, até que descobre um cara que também está sendo perseguido pois tem informações sigilosas. A partir daí, vira uma fuga desenfreada que até lembra as perseguições de Indiana Jones. É um filme interessante pra quem é fã do Spielberg, mas acho que é mais um drama e suspense do que realmente filme de aliens. E esse título remete à guerra, mas também seria o significado de Disclosure Day, que seria o dia da revelação. 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Cindy Formiga - MOGUITA (2014 - 2026)

Contar a história de um animal de estimação é uma tarefa complicada, pois na verdade envolve tudo que ele realmente significou e ainda vai significar, muito além de ser apenas um bichinho que a gente tem em casa. E a minha história com essa minha gatinha começou em Bauru, interior de SP, em julho de 2014, quando eu tinha acabado de fazer 27 anos. No ano anterior, 2013, eu tinha saído do RJ como mochileiro e o destino acabou colocando umas coincidências no meu caminho que me levaram até lá. E meus dois gatos machos ficaram no RJ, Bebê Formiga e Tai Formiga, o que já deixava um vazio na minha vida afetiva, por isso eu fiquei 1 ano sem ter gato próximo, até que eu comecei a procurar uma fêmea, queria uma filhotinha, de preferência ruivinha, pra ser a minha nova companheira. E então alguém falou que estavam doando uns gatos, vi a foto dela e era exatamente do jeito que eu queria. Fui na casa, mas ela tinha sumido no quintal, o dono insistiu pra eu pegar outros, eu falei que só queria ela. Aí ele chamou o filho, que procurou ela no meio do mato e me entregou, cabia na minha mão, tinha apenas uma semana de vida. Levei pra casa de ônibus e assim que cheguei ela ficou tão feliz em estar numa casa só pra ela. Pulava que nem um macaquinho, e adorava ficar abraçada e enrolada na manta. Consegui o que eu queria, virou a partir de 2014 minha companheira diária. Éramos só nos dois, me esperava chegar do trabalho, até que comprei um canguru e levava ela pra passear também. E ela adorava tomar banho de chuveiro, eu deixava a água bem quentinha e ela ficava maior tempão sem reclamar, abraçada no meu pescoço. Mas também viveu um amor bandido, se apaixonou por um gato preto da vizinha e sofreu quando eles se mudaram. E tentei deixar 2 vezes ela na veterinária pra um procedimento, ela virava uma leoa, só ficava calma comigo por perto.

E assim foi durante 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, até que a pandemia me levou a morar no mesmo apartamento com a minha mãe, que também mudou pra Bauru, com os gatos do RJ. Tentei juntar os três uma vez, mas ela ficou horrorizada quando viu aqueles dois machos, ela queria o espaço só pra ela. Mas o Tai acabou falecendo em 2018 de câncer, então, em 2020, só estava com o Bebê Formiga. Mas a Cindy não dava conversa pra ele. Até que em 2021 mudamos pra Praia Grande, vim com os 2 gatos no caminhão de mudança. Começamos mais um período no litoral, mas o Bebê se foi em 2022, com 16 anos. Então a Cindy voltou a ser a gata da casa, mas senti que faltava uma companheira, então peguei mais uma, da mesma cor do Bebê, que chamei de Susie Formiga. E mudei o nome delas pra Moguita e Showzeirinha, assim viraram amigas, embora a Guita achasse a Showzeirinha muito maluquinha. Uma namorada minha tinha um gato, que também foi amor a primeira vista pela Guita, que também apelidei de Guitão, mas ela não deu bola pra ele, que sofreu eternamente esse amor. E com tantas histórias, depois de 12 anos, a Guita infelizmente se foi, ontem, depois de uma complicação por causa de um mal estar respiratório. Agora, eu prestes a fazer 40 anos, que convivi com ela desde os 27 anos, nessa parceria de carinho e muito afeto, digo mesmo de abraçar e dormir junto, como se fosse uma filha, uma amiga, uma companheira, o ser com o miado mais carinhoso e o toque mais singelo que um ser vivo pode ter. A gente tinha uma conexão quase telepática, tanto que algumas vezes coisas aconteceram como se ela estivesse me chamando mentalmente. Inclusive, no momento final da vida dela, algo me deu de ir na clínica ver como ela estava, fui sem avisar e ela estava falecendo naquele momento exato. Ou ela estava me chamando, não acredito que foi apenas coincidência... Guitona. Agora Showzeirinha fica olhando perdida sem entender o que aconteceu. A vida segue com ela, a falta da Guita é absurda, mas como diz aquela frase: Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu. E o que aconteceu foram os melhores 12 anos de afeto que ela me proporcionou, sem interesse, sem me cobrar nada em troca. Te amo eternamente, Guitona.


segunda-feira, 15 de junho de 2026

O homem duplicado (2013)

Esse filme tem uma ideia instigante, quando o protagonista descobre que existe um cara muito parecido com ele, que é um ator de cinema. Até que, depois de muito mistério, os dois se encontram. E aí o enredo deixa a dúvida se eles são irmãos separados, ou clones, criando um suspense que me deixou curioso. A coisa fica mais absurda quando os dois acabam se passando um pelo outro, trocando de papéis. Só que achei o final bem simples e sem muito impacto, mas é um filme pra se ver mais de uma vez, pois ele tem uma reviravolta ao estilo Clube da luta, então se você viu já sabe do que se trata. Depois que assisti fui procurar por vídeos explicativos e acabei descobrindo teorias mais malucas ainda, principalmente pela cena final, onde aparece uma aranha gigante em um apartamento. Então esse acaba sendo um filme ótimo pra gerar debates e interpretações diferentes. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Dia dos namorados macabro (2009)

Quase 30 anos depois do primeiro filme, surge esse remake bem interessante, trazendo um estilo moderno pra história, que foi uma das pioneiras no gênero dos filmes de assassino. E acho que surgiu uma tendência de filmes remake nos anos 2000, que foi classificado de forma errada: Halloween, de 2007, não é bem um remake, mas uma história de origem que não tinha sido contada ainda, da mesma forma que Sexta-feira 13, de 2009, não é exatamente a história do primeiro, mas uma nova versão, totalmente diferente do que tinha sido mostrado. E da mesma forma que A hora do pesadelo só surgiu em 1984, depois do filme original de Dia dos namorados macabro, esse remake aqui surgiu também depois dos novos filmes de Halloween e Sexta-feira 13, que não eram exatamente remakes, e depois dessa nova versão veio A hora do pesadelo, de 2010, também como um remake do de 1984. E isso tudo acabou levando ao enredo metalinguístico sobre remakes, em Pânico 4. Agora, explicando esse filme aqui: ele é basicamente o mesmo enredo do primeiro, na essência, com a tragédia da mina e um assassino perseguidor. Mas o que muda é quem são os personagens, além da motivação do assassino. Então, alerta de spoilers! O assassino é o mocinho, que, do mesmo estilo de Psicose, tem uma dupla personalidade e não sabe que está cometendo os crimes, inclusive fantasia que está sendo perseguido. 

Dia dos namorados macabro (1981)

Esse é mais um filme de terror com jovens sendo perseguidos, por um assassino com alguma motivação a ser descoberta no final, num dia que seria de comemoração, no caso é o dia dos namorados. Só que embora essa fórmula tenha sido usada milhares de vezes, esse filme aqui saiu em 1981, quando só existia apenas Halloween 1 e Sexta-feira 13, também o primeiro, sendo assim ele é um dos que surgiram antes dos clichês ficarem batidos, embora seja raramente lembrado. E a estética do assassino é muito interessante, com roupa de minerador, enquanto Jason nem tinha aparecido direito, já que a mãe dele é que era a assassina do 1 e Michael Myers tinha aquela máscara com a cara do ator do Star Trek. E explicando o enredo a partir do título: no dia dos namorados aconteceu uma tragédia quando uma mina desmoronou e os supervisores responsáveis largaram os mineradores e foram pra um baile, o que causou a revolta de um dos sobreviventes. Esse cara que sobreviveu acabou ficando maluco pois teve até que comer partes dos outros corpos enquanto estava soterrado. Então, depois disso, ele acaba indo atrás dos responsáveis pela supervisão da mina, causando assim uma onda de assassinatos. Muitos anos depois, novos crimes acontecem, no dia dos namorados, deixando na dúvida se é o mesmo cara que retornou ou se é alguém se passando por ele. Agora, alerta de spoilers! O assassino da vez é o filho de um dos responsáveis pela supervisão da mina, que presenciou, quando era criança, o assassino se vingando e matando o pai dele. Interessante como esse lance da vingança familiar se repetiu igual à mãe do Jason. O que eu acho interessante é que mesmo que esses filmes acabem meio que se copiando, conseguem ter uma essência única, com um enredo, cenário e personagens que os tornam diferentes de todos os outros. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Felpudo, o cachorro promotor (1976)

A primeira coisa que me veio na cabeça quando eu soube desse filme, diretamente do túnel do tempo, foi a Priscila da TV Colosso. Com certeza, teve uma inspiração nesse filme aqui. O enredo do filme é sobre um homem que acaba se transformando em cachorro, quando alguém lê uma inscrição em um anel mágico. E a partir daí, ele acaba se metendo em várias confusões, principalmente pra combater um esquema de corrupção política. Mas o filme aproveita pra inserir várias piadas malucas, voltadas pra divertir o público infantil, como uma guerra de tortas, que deixa um monte de gente suja de glacê de morango. E o que sustenta o roteiro é a tentativa do cara em recuperar o anel a qualquer custo, enquanto ele vai passando de mão em mão. Também descobri que esse é o segundo filme de uma franquia de 5 filmes, lançados em 1959, 1976, 1987, 1984 e 2006.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Uma babá quase perfeita (1993)

Esse filme merecia ter o reconhecimento que As branquelas tem, pois ele realmente estabeleceu a ideia de um homem se passar por uma mulher, sem ser reconhecido,  trocando roupas, maquiagem e peruca com muita facilidade, por um motivo específico. E, se em As branquelas, o motivo era se passar por duas meninas ricas, nesse aqui a intenção é bem mais emocional: é sobre um homem que acabou de separar, mas a ex-esposa não quer facilitar pra ele ficar o tempo que ele precisa com as crianças. E aí, ele se passa por essa babá do título, pra ter um convívio diário com elas. Ninguém percebeu que é ele, acontece um monte de confusão, até que ele é desmascarado. E a mãe tenta arrumar outra babá, mas nenhuma agrada. O final é previsível e você já pode imaginar. Esse foi um dos filmes que estabeleceu a carreira do Robin Williams nos anos 90, junto com Jumanji e Hook - A volta do Capitão Gancho, mas que já vinha com destaque em Sociedade dos poetas mortos.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Mestres do universo (2026)

Eu não fui com expectativa nenhuma em cima desse filme, apenas com a mente aberta pra história que iriam contar. Eu lembro do desenho por alto, não sou aquele fã que sabe tudo sobre ele, mas peguei o auge dele na TV dos anos 90 e a minha principal lembrança era de como ele era sombrio e meio que quase um terror, tudo se passa a noite e cheio de suspense. Então pensei que seria algo assim. E não tem nada assim: fizeram o filme mais limpinho e quase uma comédia romântica, com uma estética que me lembrou mais Star Wars do que um filme infantil. Mas o enredo me deixou mais confuso ainda, na primeira hora do filme, o He-Man vai pra Terra depois de ter passado em um portal, passa anos trabalhando em um escritório, só pra depois ser resgatado pra verdadeira história. Não que seja uma crítica, mas não entendi qual a lógica disso, já que essa história foi descartada depois. Acho que o filme vai agradar os verdadeiros fãs, que talvez entendam o real sentido nessa artimanha de roteiro. Gostei do papel da Camila Mendes, que faz a Teela.

Pânico em Lovers Lane (1999)

Um pouco antes da Anna Faris ficar conhecida com a Cindy de Todo mundo em pânico, ela fez esse filme aqui que já parecia uma versão de Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, principalmente por trazer a versão da lenda citada no filme, de um homem que fugiu do hospício e tinha um gancho no lugar da mão. E o enredo é apenas essa perseguição dele atrás de um grupo de jovens, que tem ligação com um assassinato ocorrido 13 anos antes, que foi o que levou esse homem a ser preso. Embora lembre muito o outro filme citado, esse aqui tem uma estética original, parecendo um filme feito pra DVD, o que acaba sendo uma experiência interessante, ainda mais pela participação da Anna Faris. E é bem legal entender como esses filmes todos dialogam entre si, reafirmando ou desconstruindo os clichês do gênero. 

domingo, 7 de junho de 2026

Corra! (2017)

Esse filme tem um enredo que deixa na cara que algo está errado, só o protagonista que não percebe. E essa lerdeza dele acaba dando raiva. A grande sacada do filme é que o mistério acaba sendo impossível de decifrar: é sobre um homem que vai conhecer a família da nova namorada, num sítio, até que percebe um comportamento incomum dos empregados da família. E a reviravolta é uma maluquice: essa namorada dele, na verdade, escolhe homens para se relacionar e servirem de cobaias de uma experiência que consiste em uma cirurgia de cérebro. Ou seja, eles pegam cérebros de algumas pessoas, que pagaram pra isso, e transplantam no corpo desse namorado da mulher. E isso é praticamente a mesma ideia do Frankstein, esse filme aqui sem dúvida se inspirou nele.

Todo mundo em pânico 6 (2026)

Desde o segundo filme, essa é a primeira vez que eu entendo 99% das piadas de um filme da franquia sem precisar pesquisar depois, o que acaba sendo uma experiência diferente pra quem não viu nada do que foi usado como referência. E essa é a graça de um filme Todo mundo em pânico, ele se torna muito mais rico e inteligente se você entende as piadas. Basicamente, o roteiro aborda principalmente o enredo de Pânico 5, seguindo as cenas quase como um copia e cola, mas aproveita pra inserir algumas cenas do Pânico 6 também.  Tirando isso, todas as outras referências não fazem muita diferença pro enredo seguir, como as cenas que satirizam Sorria, A hora do mal, Longlegs, A substância e Pecadores. Diferente dos outros filmes, onde as cenas eram essenciais pro roteiro, nesse aqui não faz tanta diferença, embora seja interessante. E tem umas duas cenas que chegam no nível do meu gosto que eles sempre abordaram nos filmes, mas mesmo assim foi muito menos escrachado do que os primeiros filmes. Pegaram leve demais. E uma coisa que é citado o tempo todo, uma história de bastidores: como ficou a questão judicial que fez os irmãos Wayans recuperarem a franquia, ao mesmo tempo que as atrizes que fazem a Cindy e a Brenda são questionadas sobre terem participado dos filmes sem eles. E o principal é o final, quando revela quem é o assassino: a motivação deles é totalmente metalinguística, envolvendo justamente essa questão da ausência dos Wayans nos filmes 3, 4 e 5.

A verdade nua e crua (2009)

Esse filme é nitidamente voltado pra mulheres que querem uma história clichê, daquelas que já dá pra adivinhar o final, que envolve um homem e uma mulher que estão se conhecendo, mas entra uma terceira pessoa na jogada, mas isso é só um pretexto pra eles perceberem que têm que ficar juntos mesmo. O diferencial aqui é que o cara é bem folgado e fala umas verdades inconvenientes, o que acaba deixando a mulher frustrada sobre como funciona uma relação. E esse cara aí que surge no meio disso tudo, acaba sendo um pretendente da mulher, que só serve pra eles perceberem que se gostam. Tem umas cenas aqui que são bem escrachadas e deixa esse filme naquela mistura de gêneros entre a comédia besteirol e o romance. 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O beijo da tarântula (1976)

Esse título já me deu uma curiosidade pra saber do que se tratava, mas também não consegui ter uma noção de nada que a história iria mostrar: é sobre uma menina que tem uma fascinação por aranhas, as vendo como animais de estimação, o que causa uma revolta na mãe, que acaba sendo radical com ela, enquanto o pai a defende e nao vê nenhum problema. Até que, depois de tanta grosseria, a menina solta a aranha em cima da mãe a noite, que a morde e a mata, com veneno. E um ponto importante é que a mãe tinha um amante, o próprio cunhado, e estava planejando a morte do marido, o que causa uma revolta na filha também. E depois de adulta, a menina acaba passando por algumas situações, onde usa as aranhas pra cometer crimes. Só que ela também acaba sendo investigada por essas mortes, como principal suspeita, se envolvendo numa investigação perigosa. Até que ela prepara a sua pior vingança: contra o amante da mãe, próprio tio dela, que também dava em cima dela. Só que o tio tinha descoberto os crimes da sobrinha e se envolve também num conflito doido, tentando provar que ela é inocente. Ficou confuso, vou explicar melhor. A mãe dela estava tendo um caso com a irmão do marido, mas quando ela morreu, ele tentou algo com a filha dela, própria sobrinha dele. Então é uma trama doentia de relacionamentos entre parentes, além do enredo das aranhas.

Socorro! (2026)

Quando vi o pôster desse filme, me pareceu ser de terror ou algo do tipo, um suspense talvez. Mas não é nada disso: é uma história de sobrevivência em uma ilha deserta, depois de um acidente de avião. Só que a grande questão é que os dois sobreviventes têm uma relação complicada. Um homem e uma mulher, que são chefe e funcionária, só que com uma relação tóxica e autoritária por parte dele, que acaba invertendo os papéis depois desse acidente. Então, na verdade, vira uma história de vingança, dela se aproveitando da situação pra fazer com ele o mesmo que ele fazia com ela. Parece uma mistura de O náufrago com Seis dias, sete noites. Mas nem tudo é o que parece e a mulher guarda um segredo que acaba sendo o mais interessante do filme, mas isso eu deixo pra você descobrir. 

Almas mortas (1964)

Apenas 4 anos depois de Psicose ter virado um fenômeno, o escritor do livro que o inspirou, Robert Bloch, escreveu o roteiro desse filme que é visivelmente uma cópia, no melhor sentido da palavra, do filme do Hitchcock. E isso torna tudo muito mais interessante, pois eu nunca tinha visto realmente outros filmes que surgiram depois de 1960 com a mesma temática, inclusive esse filme aqui também deveria ter se tornado um clássico e ser reconhecido como parte de um gênero vivo até hoje. E o enredo é sobre uma mulher que mata o próprio marido, depois que o pega na cama com outra mulher. Só que o que ela não sabia é que a filha pequena estava presenciando a própria mãe cometer os crimes, escondida. Passam-se anos, com a menina já adulta, se reencontrando com a mãe, quando novos crimes voltam a acontecer. Nesse momento, o filme cria o mistério pra desvendar quem é o assassino da vez: se é a mãe de novo ou alguém se passando por ela. Muitas cenas são bem parecidas com Psicose, como a porta abrindo devagar, alguns ângulos de câmera, que até parece que foi dirigido pelo Hitchcock. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Michael (2026)

Eu não sabia praticamente nada do que foi retratado nesse filme, que vai além de um filme biográfico apenas querendo contar os fatos de forma cronológica, mas tem um enredo com começo, meio e fim muito bem delineados. E isso é sobre a trajetória do Michael desde a infância, passando pela adolescência conturbada, porém encontrando o sucesso no grupo com os irmãos, até que decide ir pra carreira solo, causando uma revolta no pai dele, que era muito autoritário com eles. E o filme termina justamente quando ele anuncia a despedida do grupo sem avisar a ninguém, no meio de um show, depois se lançando em carreira solo. Então o enredo é sobre ele tentando se livrar do pai. Mas ainda tem uns momentos interessantes como quando ele adotou um macaco de estimação e quando ele teve um acidente com fogo, tendo o couro cabeludo queimado, além das plásticas que ele começou a fazer. Pra mim, o mais interessante foi ver de onde ele tirou inspiração pra fazer o clipe de Thriller, que foi depois de ter assistido os filmes de zumbis da época, como A volta dos mortos-vivos, de 1968, e Museu de cera, de 1953.

A hora do pesadelo 5 - O pior horror de Freddy (1989)

Engraçado como esses títulos tentam usar palavras que já causam pavor em algumas pessoas só de ouvir, mas na verdade tem um monte de situações cômicas, que são esses pesadelos, que eu nunca consegui levar muito a sério. E aqui os produtores estão visivelmente tentando seguir os passos dos filmes Sexta-feira 13, que nos capítulos 4, 5 e 6 manteve a mesma linha de raciocínio com o personagem Tommy Jarvis, que aqui teve também uma conexão com a personagem do terceiro filme, a Kristen, que retorna o 4 e passa o protagonismo pra Alice, que segura a história no quinto filme ainda. E essa ideia viria a ser usada em Halloween também na história da sobrinha do Michael Myers. 

A hora do pesadelo 6 - A morte de Freddy (1991)

Esse filme já solta o spoiler no próprio título, é sobre a morte de Freddy, que foi o último filme da saga original com o personagem, mesmo que no sétimo filme tenha sido um filme de bastidores e o encontro dele com Jason só tenha vindo bem depois. O que acontece aqui é mostrar um pouco do passado do personagem, através de flashbacks e uma informação nova, que ele tinha uma filha, que agora como adulta, é quem acaba por matá-lo. E ela era uma assistente social que cuidava de jovens que estavam tendo pesadelos com ele. E a criatividade das cenas é tão legal, que acaba sendo o charme do filme, já que tudo é possível ser criado nesse universo.

Agora, pensando na trajetória dos filmes do gênero como um todo, esse filme dialoga diretamente com os Halloween, que focaram na sobrinha do Michael Myers, enquanto acredito que serviu pra inspirar Sexta-feira 13 - parte 9, que trouxe uma irmã perdida do Jason. E isso tudo acredito que inspirou os filmes Pânico alguns anos depois, principalmente Pânico 3, que conclui a trilogia original com um irmão da Sidney abandonado pela mãe. Então vendo o gênero como um todo, esses filmes sempre dialogaram entre si, com temas parecidos e superando os clichês trazidos pelos outros filmes. Muito interessante mesmo.