Esse filme foi tão marcante em 1999 que, mesmo sem reassistir agora, eu consigo lembrar de tudo do começo ao fim. Eu tinha o VHS e lembro que ele foi exibido rapidamente na Globo, pois iria ser um dos concorrentes ao Oscar. E o enredo dele é tão simples, apenas uma mulher ajudando um menino a encontrar o pai, que é até estranho, o que me fez pensar que o roteiro real está implícito: na verdade, a mulher quer superar a saudade do pai dela, ajudando esse menino, pois ela se vê nele. E o mais doido é que quando chegam, no final, na casa dele, o pai simplesmente não está. E a mulher vai embora, sem se despedir, talvez deixando a mesma saudade no menino. E essa confusão sentimental é tão interessante que nem sei se isso foi pensado com detalhes ou simplesmente sentido pelos escritores. Pra mim, esse e O auto da compadecida são os 2 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

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