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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Os Fabelmans (2022)

Existem biografias que são ótimas pra gente entender o que se passava na cabeça dos diretores de cinema, principalmente quando explica o raciocínio por trás da produção dos filmes, que acaba expondo a ideia original deles. E isso foi assim com o filme Hitchcock, que mostra como foi a produção de Psicose, também com a autobiografia do Woody Allen quando relatou sua vida em livro, ou até com as crônicas da Liv Ullman contando os bastidores da vida amorosa dela com Ingmar Bergman, nos livros Mutações e Opções. E o que o Spielberg fez foi genial, ele fez um filme contando a própria história, com personagens representando pessoas reais da vida dele, mas usando nomes inventados. E isso serve pra explicar justamente como ele conseguia passar por diversos gêneros de filmes e ser versátil, quando na verdade todos os temas estavam ligados à sua vida pessoal, de forma implícita. Tinha a questão dos judeus que ele usou em A lista de Schindler e as guerras, que foi um tema recorrente em boa parte da sua filmografia, além do interesse por perseguições, seja de aliens, tubarões, dinossauros, ou simplesmente de caminhoneiros misteriosos. E isso tudo só refletia a perseguição dos valentões da escola, que implicavam com ele, enquanto ele passava também pela separação dos pais em casa, sendo isso tudo uma válvula de escape pra ele focar nos seus filmes caseiros. E no final, ele acaba conhecendo o John Ford, que é um pouco insensível com ele, mas que esse encontro deu uma motivação importante pra ele. Sempre vi o Spielberg como uma criança que nunca cresceu, como o filme do Peter Pan sugere, inclusive ele sempre usou personagens infantis pra mostrar o ponto de vista deles sobre o que estava acontecendo, desde Jurassic Park, ET, Contatos imediatos do terceiro grau, O bom gigante amigo, Inteligência artificial, e muitos outros.

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