O que é mais impressionante nesse filme de apenas 11 minutos é que o impacto dele é tão grande que parece que durou horas, mas é tão bem contado, sem diálogos, e quase totalmente preto e branco, que remete muito aos filmes antigos do Chaplin, que a gente tem que interpretar tudo. E é a história de um casal, devastado por algo que aconteceu, mas que vai sendo revelado aos poucos por lembranças e pelo fantasma da filha tentando dizer que está bem do outro lado, ao mesmo tempo que tenta dar sinais, fazendo uma bola de futebol rolar até bater numa vitrola e fazer tocar a música que ela gostava de dançar, ou brincar com o gato, que é o único que enxerga a menina, fazendo ele deitar em cima da camisa dela que tem uma estampa de uma montanha, por onde eles passaram em uma viagem. Então os pais vão recriando essas lembranças da menina, ao mesmo tempo que começam a sentir que ela está com eles, fazendo lembrar de alguns momentos importantes, como eles jogando bola ou quando ela deu o primeiro beijo. Mas aí, vem o momento onde tudo acontece: ela vai pra escola, que eles já não queriam que ela fosse, mas acontece um atentado e a última mensagem que ela manda pra eles no celular é o título do filme. No final, eles acabam se reconectando e superando o luto juntos, e seguindo a vida. Esse filme me remete muito à Um olhar do paraíso, onde uma menina tenta, depois da morte, se comunicar com os pais. Triste ver uma situação dessas com uma família tão unida. É um drama pior que qualquer filme de terror. Um detalhe interessante é que a camiseta dela é a única coisa colorida, significando que o mundo deles perdeu a cor, ou o significado, mesma ideia usada em A lista de Schindler, com uma menina andando no cenário de guerra e sendo a roupa dela a única colorida.

3 comentários:
Bom pra caralho
So que vc nao se segurou o contou o filme inteiro
A minha análise é pra quem ja viu
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