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terça-feira, 21 de junho de 2022

Dawson's Creek (temporada 2, episódio 13)

Esse capítulo é bem consistente, até parece que dura mais de 1h mas é apenas 40 minutos. A história desse é sobre a atriz que vai interpretar o papel no filme do Dawson, que é referência à Joey. Então a menina (que fez o filme Ela é demais) vai atrás da Joey pra tentar imitar os trejeitos dela pra criar a personagem, o que acaba sendo uma ironia e uma metalinguagem em relação à própria série, mesma artimanha narrativa que o Kevin Williamson usou em Pânico 2 e 3. Muito interessante.

Chico Bento - Falta alguma coisa


 

Quadro: Mona Lisa (1506)

O Brasil foi descoberto em 1500, e 3 anos depois o Leonardo da Vinci começava a pintar o quadro da Monalisa, acabando em 1506. Ou seja, esse quadro tem quase a idade do descobrimento do Brasil. Isso é muito interessante, como a noção de Brasil que a gente tem é muito diferente dos europeus. A respeito do quadro, ele não me diz muita coisa, mas ele representa o padrão de beleza da época, dessa mulher que foi modelo pro pintor.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Você está apaixonado, Charlie Brown! (1967)

A história aqui é praticamente um romance mas que não foca exatamente em um casal e sim na tentativa do Charlie Brown de se declarar pra uma menininha ruiva. Ele passa todo o filme (que tem menos de 30 minutos) tentando lidar com o fato de estar apaixonado e a pressão de se declarar antes que a escola entre de férias e ele não consiga falar com ela, que é da escola dele. Aí, no final, ele não consegue, até que ela deixa uma cartinha pra ele dizendo que também gosta dele. E a partir daí, começa uma nova espera dele pelo dia que vão voltar de férias e ele vai reencontrá-lá. 

domingo, 19 de junho de 2022

Chapolin - O abominável homem das neves (1976)

Esse episódio tem um suspense interessante, a respeito de uma figura assombrosa, que dá título ao episódio. O casal formado pelos atores que fazem o Kiko e a Florinda no Chaves, está numa casa isolada na neve, quando são assombrados pela figura do tal homem das neves (que é o Seu Madruga), convocam o Chapolin, o homem surge e eles descobrem que era um ator contratado pelas empresas de turismo para atrair turistas interessados na lenda. Acho muito legal esses capítulos do Chapolin que explora outros gêneros e não fica só na comédia. 

terça-feira, 14 de junho de 2022

Turma da Mônica - Vida de gente grande (2018)

Esse episódio me pareceu uma crítica às crianças que querem crescer muito rápido. Cebolinha e Cascão começam a achar Mônica e Magali infantis e começam a falar de empregos, cursos e casamento. Mas a Mônica desconfia que eles estão fingindo como parte de um plano, e fica testando pra ver até onde eles estão fingindo. Bem interessante essa crítica ao amadurecimento precoce, tudo tem seu tempo.

Turma da Mônica - Perdidos no meio do nada (2002)

Esse capítulo mostra Cebolinha, Cascão e o pai do Cascão perdidos no deserto, depois que o carro enguiçou. Eles encontram um camelo, um homem perdido que disse ter tido uma visão de uma uma mulher loira, e logo depois encontram um oásis. Só que... Na verdade isso era um campo isolado onde estava acontecendo a gravação de um filme, todas essas pessoas eram atores e o camelo era um boneco. O diretor desse filme lembra um pouco o Steven Spielberg.

domingo, 12 de junho de 2022

Os inocentes (1961)

É mais um filme adaptado do livro A volta do parafuso. Uma babá vai cuidar de 2 crianças num casarão no meio do nada, até que começa a ser assombrada por um homem e uma mulher que morreram na casa há um tempo atrás. Só que as crianças estão sendo usadas pelos mortos para perturbar essa babá. Em 2020, eu fui no cinema assistir o filme Os órfãos, sem saber que também era uma adaptação do mesmo livro, que inclusive é um dos muitos livros citados na série LOST, quando o Desmond fala pro Locke pegar algo atrás de A volta do parafuso. Além da série A maldição da mansão Bly, que é basicamente um remake da história. E o que eu gosto em assistir filmes antigos, preto e branco, de 60 anos atrás, é justamente entender a cronologia das coisas e a origem, pois pouquíssimas coisas são realmente novas, a grande maioria é uma adaptação ou continuação de algo já feito. Por isso, eu gostei bastante desse filme.

sábado, 11 de junho de 2022

A maldição da mansão Bly (temporada 1, episódio 1)

Essa história é tão simples, mas causa um fascínio tão inexplicável que já teve tantas versões desde o livro original, até filmes e agora série. É a história do livro A volta do parafuso, que fala sobre dois órfãos que moram numa mansão e conhecem a nova babá deles. Tem um filme chamado Os órfãos também, de 2020, que é uma adaptação da mesma história, só que esse, no final, deixou tudo tão confuso que eu sinceramente não entendi. Mas foi uma boa surpresa encontrar essa série que faz uma nova adaptação. E também de alguma forma essa série pode ser vista como sequência da série A maldição da mansão Hill, mas não entendi se é uma segunda temporada ou uma antologia.

Tudo começa com umas pessoas contando histórias de terror numa casa, quando uma mulher começa a contar a dela: a partir daí o que a gente está vendo é um flashback do que ela está contando. Ainda não entendi qual a ligação dessa mulher com a história, se ela é a babá que foi cuidar das crianças, ainda não ficou claro. Mas essa estratégia narrativa de colocar alguém contando algo e atraindo a atenção de outros personagens, como meio de nos fazer ter a mesma atenção é bem interessante, inclusive é a mesma técnica usada no filme Titanic, quando a Rose conta a história dela pros pesquisadores. E a princípio as crianças a recebem bem, mas depois começam a ser estranhas, como quando prenderam ela no armário. Eu já tinha ido embora de lá.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Psicose (1960)

Direto ao resumo: uma mulher foge com o dinheiro do chefe, acaba se hospedando em um hotel que tem um recepcionista meio estranho, com uma mãe estranha que mora no casarão atrás do hotel. Durante a noite, a mãe invade o quarto da hóspede e a mata enquanto toma banho, o filho recolhe o corpo e joga num pântano, até que o desfecho da história é que a mãe dele está morta há mais de 10 anos. O que aconteceu: ele se passava pela mãe morta, mas não totalmente consciente disso. 

Hoje em 2022, a gente tem uma extensão dessa história bem grande, com 4 filmes sequenciais, além de uma versão alternativa, um remake, um filme sobre os bastidores, uma série de televisão chamada Bates motel e um legado que não dá pra medir pois de certa forma Psicose influenciou todos os filmes que viriam depois do mesmo gênero, como Halloween na década de 80, Pânico na década de 90, dois filmes que também ficaram marcados pelo impacto cultural que causaram. 

A única coisa que me incomoda nos outros filmes de Psicose é o vilão ter ganhado mais espaço que os personagens principais, pois pra mim a história é sobre a mulher que foge com o dinheiro e não sobre o assassino. E é muito interessante como a ausência dela em mais da metade do filme causa uma obrigatoriedade dos outros personagens agirem por conta própria, porém tudo continua girando em torno da ausência dela. Quando a gente assiste ao filme Hitchcock, que mostra os bastidores de Psicose, a gente entende muito melhor o que se passou na cabeça do diretor em cada momento, inclusive de onde ele tirou a história: foi um caso real.


sábado, 4 de junho de 2022

O entretenimento atual ainda é feito com foco no público da geração dos anos 80 e 90

Em 1997, 25 anos atrás, eu tinha 11 anos. Lembro perfeitamente desse ano, principalmente dos filmes que assisti, pois era um evento assistir filmes, em casa com amigos ou no cinema. O mais marcante pra mim foi ter assistido O mundo perdido - Jurassic Park, que eu ainda não tinha idade pra ver no cinema, mas esperei ansiosamente pra chegar na locadora de fita VHS perto da minha casa, além dos filmes Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado que também saíram nesse ano. Na verdade, Pânico já tinha saído em 1996 e Pânico 2 estava chegando em 1997. E além disso, outros filmes foram saindo nesse estilo, como A noiva de Chucky, uma regravação de Psicose, Halloween - 20 anos depois, entre outros. Sem contar que filmes de aventura pra crianças também era um gênero forte, e um dos principais da época foi Jumanji.

Agora corta pra 2022, 25 anos depois. Veio uma geração inteira dos anos 2000 e 2010, muitas mudanças de mentalidade por conta da tecnologia, pra gente chegar no seguinte cenário: o entretenimento hoje de cinema principalmente ainda busca aquele público dos anos 90 que eu faço parte. Tudo isso que eu comentei está em alta agora. Jumanji ganhou mais 2 filmes. Pânico acabou de lançar o quinto filme, já com produção iniciada do sexto. Eu sei o que vocês fizeram teve uma série no final de 2021. Halloween teve uma trilogia nova, que começou em 2018, ano passado teve mais um, e esse ano vai ter o último. Psicose voltou como a série Bates Motel. Chucky voltou com uma série também. E Jurassic Park acabou de estrear com um filme que não só finaliza uma trilogia, mas ainda finaliza histórias abertas desde o filme de 1993. Ou seja, o foco de todas essas produções é pegar o público pela nostalgia, continuando histórias que eles se apegaram na infância e trazendo personagens antigos. E eu falo o seguinte: é como rever velhos amigos que eu não ouvia falar há muito tempo. E isso é o que mais valeu a pena nesse ano de 2022. Rever a Sidney, a Gale e o Dewey depois de tanto tempo, além de ver o público no cinema cheio de dúvidas sobre alguns assuntos que o filme citava dos filmes anteriores do Pânico sem entender, mas que eu sabia tudo. Ou rever Alan, Ellie e Ian, trio do Jurassic original, com todos os trejeitos e modos de falar característicos. Então se você não pegou essa fase dos anos 90 e mais ainda dos anos 80, desculpa mas nada disso foi pensado pra você. E muito provavelmente as pessoas que estão indo apenas para se divertir um pouco sem entender as bases do filme, vai sair confusa e achando os filmes ruins, pois não passaram pelo seguinte processo: ter sido marcado por cada filme numa fase da vida diferente.

  • Os Jurassic eu vi assim: o 1 com 7 anos, o 2 com 11, o 3 com 15, o 4 com 29 anos, o 5 com 32 e agora o 6 com 35 anos.
  • Os Pânico foi o 1, 2 e 3 na adolescência, além das sátiras, pra depois voltar com o 4 quando tinha 25 anos, a série Scream com 30 anos, pra ver também o quinto filme com 35 anos.

Essa é a diferença. 


sexta-feira, 3 de junho de 2022

Jurassic World - Domínio (2022)

Ainda preciso digerir direito esse filme. Mas numa primeira impressão ele é bem diferente dos 5 anteriores, também é o primeiro filme que não se passa mais na ilha e não tem parque, já que os dinossauros ficaram de vez soltos no mundo. O que acontece aqui: ele não é apenas mais um filme de sequência, ele é uma conclusão. E o que isso significa:  o filme se preocupou em responder muitas coisas deixadas em aberto nos filmes anteriores, então por isso ele focou bem menos nos dinossauros pra explicar situações dos personagens.

E quais são essas situações que foram abordadas?

  • lan Grant e Ellie Satller são só amigos ou tem algo a mais?
  • Ian Malcolm tem quantos filhos?
  • Ellie tem quantos filhos?
  • Ian escreveu mais algum livro?
  • Qual o desfecho da história do Doutor Wu?
  • Qual a história da mãe da Maisie?
  • Onde estão os ex-funcionários do Jurassic World?
  • Como vão conseguir conter os dinossauros?
  • Onde estão Zia e Franklin?
  • E a principal questão respondida nesse filme: O Dodgson que aparece no começo do primeiro filme negociando com o Dennis Nedry o roubo dos embriões está aonde, e pra que ele queria os embriões?

terça-feira, 31 de maio de 2022

Dawson's creek (temporada 2, episódio 12)

Esse capítulo aborda a relação dos personagens com os pais, principalmente do Pacey. Mas acaba tocando no assunto indiretamente com todos os personagens, principalmente pela busca do reconhecimento do pai do Pacey, ou pela mãe do Dawson tratar a Joey como uma filha, ou o pai do Jack e da Andie ter abandonado eles... É bem interessante e emotivo.

domingo, 29 de maio de 2022

Quadro: A mãe de Whistler (1871)

Quando eu assisti o filme do Mister Bean, em 1997, que foca em um quadro que o personagem acaba estragando, eu jamais imaginaria que fosse um quadro real, que foi feito em 1871, 126 anos antes do filme. E o mais interessante é que no filme não citam o nome original do quadro, que é na verdade Arranjo em Cinza e Preto nº1, e não A mãe de Whistler. O quadro foi, obviamente, uma retratação da mãe do autor, e é até um quadro bem simples, mas talvez essa simplicidade traga tantas interpretações subjetivas de quem vê, que acaba tendo sua importância. O que eu achei interessante é que no quadro, há outro quadro na parede da casa, o que poderia acabar servindo como uma metalinguagem.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Moda e personalidade

Um assunto que muita gente já conversou comigo, inclusive me questionando, sobre como algumas pessoas "param" no tempo e continuam gostando de coisas antigas, que de certa forma não estão mais em evidência. O que acontece: eu não acredito na moda, e acho que há um tipo de pessoa que segue alguma tendência criada por outra pessoa, mas quando ela faz isso, deixa a própria essência de lado, ou seja, nega a própria personalidade pra se uniformizar a um grupo. Eu lembro da minha infância por exemplo, nos anos 90, tinha muitos grupos musicais diferentes dentro do mesmo estilo. Pagodeiros, sambistas, grupos de axé, rap, MPB, e eu não gostava de nenhum deles, inclusive dentro da minha casa era muito comum, mas eu acabei me identificando mesmo com o Raimundos em 1999, o que acabou sendo um diferencial, além de uma identificação autêntica com algo que combinou com a minha personalidade. Dois anos depois, o Raimundos teve seu fim, e eu com todos os discos comprados, tentei deixar a banda de lado também, tentei gostar do Charlie Brown Jr, o que também acabei gostando, aí depois veio o CPM 22, que eu gosto mas não tanto, e um monte de outras bandas que eu gosto mas não como o Raimundos: O Rappa, Pitty, Penélope, Skank, etc. Então eu pensava o seguinte: por que eu vou deixar o Raimundos de lado, se eu sinto vontade de ouvir as músicas? Então eu simplesmente retomei, e entendi que pra mim, o Raimundos podia passar de moda que eu continuaria gostando. Até que, de repente, por volta de 2007, a banda retoma e tá até hoje ai. Esse exemplo serve pra muitas outras coisas que também aconteceram assim: os filmes dos anos 80 e 90 que eu adorava assistir, como por exemplo, Gremlins, Os Goonies, Jurassic Park, Pânico, Máquina mortífera, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, todos esses e muitos outros eu realmente gostava e ainda gosto muito de reassistir. Isso serve também pros gibis da turma da Mônica que eu era assinante quando era criança, pras fitas VHS, fitas K7, Walkman, Discman, ouvir rádio, vitrola, tocar violão, todas essas coisas combinam muito com a minha personalidade. Além disso, eu passei praticamente toda a minha infância, adolescência e metade da vida adulta sem celular, o primeiro que eu tive foi em 2009, eu já tinha 23 anos, e era só pra ligar, não tinha rede social nem Whatsapp, que só veio em 2016, ou seja, eu vivi 30 anos da minha vida da forma tradicional, presencial, e não virtual. E onde é o problema nisso? Nada mais disso está na moda na década de 2010 e 2020.

Eu podia parar de ouvir rock, gostar de funk e sertanejo. Eu podia trocar toda minha coleção de fitas e CDs e ouvir tudo pela internet apenas. Eu podia deixar meus filmes antigos de lado e tentar gostar dos filmes de super herói, filmes baseados em séries de livros. Podia sim. Só que são coisas que eu já tentei, mas não gostei. Faltou algo. E esse algo é justamente a identificação. Até por que daqui a pouco isso tudo passa de novo, e as pessoas vão mudar atrás de outra coisa, que elas nem sabem o que vai ser. Tenta imaginar o seguinte: o pagode está no auge, aí alguém vai e começa a se vestir como pagodeiro, pinta cabelo de loiro e tudo; depois isso passa e vem a época do reggae, a pessoa deixa uns dreak no cabelo, passa a andar largado; depois vem a época do funk, o cara passa a falar várias gírias, bonezinho baixo, óculos espelhado, camisa de marca; aí isso tudo passa e vem a época do emo, a pessoa deixa uma franja enorme, passa a se vestir de preto, andar de all star com uma mochila cheia de broches; aí passa de novo isso e vem a época do sertanejo universitário, a pessoa deixa um corte de cabelo e barba específico desses cantores, passa a usar umas roupas mais apertadas... Isso sem contar o tanto de hábitos que vem junto com isso: beber demais, fumar narguile, virar vegano, tatuar o rosto, além do que eu acho pior que é viver uma vida mais virtual do que presencial. Eu estou usando exemplo de música e estilo, mas isso serve pra tudo. Consegue imaginar alguém que faça isso tudo e tenha personalidade? Eu não.

E o que é a personalidade então? É o que você tem de único. E a moda não dá espaço pra isso, é o comportamento de grupo. Todo mundo tá fazendo então vamos fazer também. E é aí que tá o erro. Somos pessoas específicas, o tênis que cabe no meu pé 42 não vai caber num pé 36. Isso serve pra tudo. Só que as pessoas estão se adequando a isso, escondendo quem realmente são e o que querem pra agradar a maioria, com medo de críticas ou de serem deixados de lado. Só que não vão, elas vão encontrar outras pessoas que entendam e gostem das coisas que ela goste também. E o que eu percebo mais é que quem questiona sobre isso é uma galera muito nova ainda, na faixa dos 18 aos 25 anos, que precisa que alguém diga o que eles têm que fazer. Ou seja, chegamos realmente ao fim da humanidade, pois esse comportamento me lembra os zumbis dos filmes, apenas vagando por aí.  E o que eu percebo também é que essa galera costuma andar com pessoas da mesma faixa de idade e isso cria uma ilusão de que todo mundo está fazendo a mesma coisa, quando não está: o grupo que segue a moda é muito pequeno realmente. E no fundo, a moda quer lançar o "novo" mas esse novo não existe. Tudo fica velho muito rápido. A gente cresceu vendo Chaves, que era dos anos 70, assistindo desenhos animados dos anos 40, grande parte dos livros que a gente leu na infância é de 1800 e pouco. Se você for na origem mesmo vai entender que o novo não existe. Ou seja, a moda não existe. Ou seja, quem segue a moda está se auto negando em troca de nada. Tem até uma música do Raimundos que fala o seguinte trecho: "Eu sei que tem gosto pra tudo. A moda vai, a moda vem, o tempo passa e eu não mudo". Também me remete a música da Pitty, Máscara: "Tira a máscara que cobre o seu rosto. Seja você, mesmo que seja estranho". Ou do Charlie Brown: "Se for fazer uma coisa então faça com vontade. Seja você, não fure os olhos da verdade. Não sou como você quer que eu seja, eu sou quem eu sou".

Chamas da vingança (2022)

Esse filme é baseado numa história do Stephen King, e isso significa que: ele não necessariamente terá um desfecho, vai tratar de temas sobrenaturais com drama, e que envolva crianças. Tem muitos filmes dele que são assim. O que acontece nesse: uma menina descobre que os pais dela passaram por alguma experiência estranha quando eram mais novos, e por causa disso, ela nasceu com poderes - de colocar fogo em locais apenas com o poder da mente. E aí tem uma equipe de pessoas interessadas no poder dela, pra fazer o mal, e tentam capturá-lá. A história é basicamente isso mesmo. Descobri que o livro foi lançado em 1980 e já tem uma versão em filme lançada em 1984. 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Do que as mulheres gostam (2000)

Direto ao resumo: um homem acaba tomando um choque elétrico na banheira, no dia seguinte acorda com a capacidade de ouvir o que as mulheres estão pensando. A partir daí, ele começa a tirar proveito disso, tanto para tirar vantagem da nova chefe dele, roubando as ideias que ela está pensando, também isso ajuda-o a se aproximar da filha e além disso, ele consegue prever que uma mulher vai se suicidar e evitar que isso aconteça. No geral, o filme é uma comédia romântica, a situação principal do filme é a relação dele com essa chefe. 

Dawson's Creek (temporada 2, episódio 11)

Esse episódio é o primeiro que focou em uma personagem específica sem ser o grupo principal: Abby. Ela encontra um bilhete que alguém deixou cair na sala de aula, e tenta descobrir qual dos casais que escreveu. Com isso, ela consegue fazer todo mundo brigar entre si, mas no final, depois de levar uma bronca da Jennifer, ela se arrepende. Termina com uma mudança interessante: Jen e Jack se aproximam, Joey e Dawson fazem as pazes.

Dawson's Creek (temporada 2, episódio 10)

Dawson e Jen produzindo o filme, escolhendo atores. Joey fazendo um desenho do Jack sem roupa, uma analogia ao Titanic. Pacey e Andie falando sobre intimidade. O episódio termina mostrando os 3 casais passando a noite juntos.

terça-feira, 10 de maio de 2022

A noite dos mortos-vivos (1990)

É praticamente a mesma história do filme de 1968: uma mulher e o irmão estão no cemitério, são atacados por um morto-vivo, o irmão morre, ela foge e se abriga numa casa e encontra várias pessoas lá. O que muda: o desfecho da história é diferente, bem mais interessante que original. Aqui, a personagem principal não morre, e o personagem que morria no final do filme original por engano, se mata nesse e vira zumbi depois disso. Outro ponto bem interessante é que a mulher entra num confronto com um cara que estava na casa, e no final acaba o matando e o queima junto com os mortos vivos. Muito interessante assistir os dois filmes seguidos e poder comparar.

Quadro: O grito (1893)

O grito é o nome desse quadro, que foi pintado por um norueguês chamado Edvard Munch, em 1893. A pintura mostra um homem em angústia, como se estivesse gritando. E não por acaso, a máscara do filme Pânico foi baseada nesse quadro, por isso que o título original do filme é Grito (Scream).

A noite dos mortos-vivos (1968)

Muito interessante como a época dos filmes preto e branco rendeu filmes bem feitos, que são tão bons pela produção e cenas de susto que eu assisti sem nem me incomodar a falta de cores do filme. O começo me pegou muito: dois irmãos, sendo um homem e uma mulher, estão indo num cemitério visitar o túmulo do pai, quando de repente são atacados por um homem, que na verdade era um morto-vivo. Ela consegue fugir, se esconde numa casa, e a partir daí o filme se mantém nesse único cenário, até que chega mais um cara também procurando refúgio, e depois ainda descobrem que no porão já tinha 5 pessoas se escondendo também. Essa galera toda fica tentando achar um meio de sair dessa situação enquanto a casa é cercada pelos mortos-vivos, mas não adianta, nenhum deles sobrevive. Esses mortos se alimentam da carne deles. E a explicação que o filme tenta supor é que aconteceu algum tipo de radiação que despertou esses mortos, que estão inconscientes. O final termina de uma forma bem trágica: o último sobrevivente que fica na casa, esperando os mortos irem embora, quando sai para verificar se já ta tudo bem, é atingido na cabeça com um tiro de um grupo de homens que vinha fazendo a varredura pra acabar com eles. Ou seja, lutou tanto pra morrer por engano. 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Música nova dos Raimundos

Não é exatamente um lançamento da banda, mas o Digão postou no Instagram dele como autoria dele e de um parceiro, não sei se vai lançar junto com a banda ou talvez num projeto paralelo. Mas tá ai.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Dawson´s Creek (temporada 2, episódio 9)

Esse capítulo muda absurdamente o rumo da história. Tem uma eleição na escola pra ser representante de turma, a Abby humilha a Joey e a Andie falando da vida das duas, causa uma comoção entre o grupo principal. Mas o Pacey arruma um jeito de fazer a Abby se auto prejudicar. No mais, a relação dos pais do Dawson chega a uma separação oficial, o que o leva a se aproximar novamente da Jen.

Dawson´s Creek (temporada 2, episódio 8)

Pacey e Andie melhor casal. Dawson e Joey estão perdidos, Jack se aproxima. Jennifer mostrou que não era quem parecia. A entrada dos dois irmãos definitivamente mudou a série. A mãe da Andie também é uma personagem importante pois desencadeia a situação central aqui que é a capacidade do Pacey de resolver situações complicadas. 

Dawson´s Creek (temporada 2, episódio 7)

Esse episódio é um pouco descontraído, arrumam uma situação pra que todos do grupo (menos o Jack) fiquem na casa de um dos personagens coadjuvantes estudando pra uma prova, até que começam a ler uma revista com um "teste de pureza", aqueles questionários, assim a Andie descobre que o Pacey teve o caso com a professora. Além disso, esse personagem coadjuvante aí, tem uma irmã criança que percebe algumas situações bem interessantes entre Joey e Dawson. Engraçado como tem tantos personagens secundários na série que aparecem aqui e ali.

Dawson´s Creek (temporada 2, episódio 6)

Tudo envolve um baile, onde acontece a seguinte situação: Dawson e Andie armam um encontro pra Jennifer e Jack, só que a Joey fica com ciúmes. Os pais do Dawson resolvem se separar por um tempo. Uma menina da escola, que a atriz fez Premonição, está ótima na série, e faz uma cena bem interessante com o Pacey quando os dois ficam sozinhos depois do baile, a Andie fica com ciúmes e essa situação serve pra gerar um conflito rápido e depois eles se ajustarem. Dawson e Joey que não se entendem quando brigam por causa do Jack. Achei interessante um poster novo que está no quarto do Dawson: do filme Trocas macabras.

Dawson´s Creek (temporada 2, episódio 5)

A Jennifer marca o encontro com o carinha que ela e a Abby conheceram. A Andie começa a se interessar pelo Pacey e marcam um encontro. Confusão na casa do Dawson com os pais dele e as visitas: o pai dele recebe a professora Tamara e a mãe, um amigo do trabalho. Pacey acaba conhecendo a mãe da Andie. A Abby entra no quarto do Dawson pra ficar espiando a Jen. Cliente estranho deixa bilhete com poema e Joey e Jack se beijam. Pacey descobre que a mãe da Andie acha que o irmão deles ainda está vivo, mas ele morreu. A avó da Jen pega ela com o cara se beijando.

Perguntas e respostas

Lembra na escola quando tinha aqueles cadernos com perguntas e respostas sobre diversos assuntos que passavam para todos os alunos com a intenção de se conhecerem melhor? É essa a intenção dessa postagem. Só responder nos comentários.
  1. Seu nome
  2. Sua idade
  3. Sua cidade
  4. Seu bairro
  5. Filme favorito da infância
  6. Ator favorito
  7. Atriz favorita
  8. Música favorita
  9. Personagem de filme favorito
  10. Livro favorito
  11. Seriado favorito
  12. Refrigerante favorito
  13. Chocolate favorito
  14. Personagem de gibi favorito
  15. Filme de comédia que mais riu
  16. Filme de terror que mais tomou susto
  17. Filme de drama que mais chorou
  18. Instrumento musical que toca
  19. Instrumento musical que queria aprender
  20. Filme mais antigo que gosta
  21. Diretor de cinema favorito
  22. Cd favorito
  23. Personagem do Simpsons favorito
  24. Viagem mais legal que fez
  25. Lugar onde nos conhecemos
  26. Religião
  27. Tem irmãos?
  28. Tem filhos?
  29. Qual animal de estimação que tem?
  30. Como gosta de ser chamado (a)?
  31. Onde trabalha?
  32. Programa de TV que assiste
  33. Idiomas que fala
  34. Pegou covid?
  35. Conte uma situação engraçada que passamos
Acaba por aqui. Obrigado por responder.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Livro: 1001 filmes para ver antes de morrer

Eu comprei esse livro há mais de 10 anos, e ele sempre serviu pra mim como uma espécie de bíblia do cinema, que eu leio por partes quando estou procurando alguma informação sobre algum filme ou quando eu simplesmente quero conhecer algo novo. Eu nem sei se um dia vou conseguir ler tudo, e mais ainda, acho impossível assistir todos os filmes citados, a grande maioria é muito difícil de ser encontrada, principalmente agora que a internet bagunçou tudo. A proposta do livro é uma coletânea de críticas positivas de filmes, o que basicamente é o que faço nesse blog, só que nem todos os filmes que pego são classicos, eu vou do trash ao infantil, do mais lado B e desconhecido ao filmes premiados. Eu acho que o cinema é tão interessante principalmente nesses filmes que não têm pretensão de ser alguma coisa, que eu gostaria também de ler um livro que fosse sobre esse tipo de filme, e não só sobre os premiados, clássicos, que eu deveria obrigatoriamente ver.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Máquina quase mortífera (1993)

Esse filme segue o conceito de sátira, mas não de um gênero, e sim de um filme específico, recriando praticamente cenas idênticas ao filme original, que no caso é o Máquina mortífera. Só que ele ainda consegue inserir cenas de outros filmes: consegui identificar O silêncio dos inocentes, Instinto selvagem e os policiais do seriado Chips. Além da participação do Bruce Willis com o mesmo personagem que faz em Duro de matar. Mas as piadas são bem irônicas, não me fazem gargalhar, mas eu gosto desse humor ríspido e que você precisa ter assistido pelo menos o filme original pra ter entendido. É obviamente, além de uma homenagem ao Máquina mortífera, um filme pros fãs do mesmo.  Isso tambem me remete a outra coisa: na década de 2000, Todo mundo em pânico fez levantar uma onda de sátiras sem fim, mas esse filme aqui só mostra que esse tipo de filme nunca sumiu, o público gosta de vez em quando de rir das coisas que amam. 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Além da imaginação (2002) - Episódio: Incêndio

Esse episódio conta a história de um homem assombrado por 2 crianças que ele indiretamente matou, quando armou um incêndio com outras duas pessoas, mas a morte das crianças foi realmente acidental. A partir daí ele começa a sentir a presença de alguém na casa, acha que foi um dos comparsas dele que estava pedindo mais dinheiro, mas descobre que as duas crianças mortas é que estavam lá. E elas terminam colocando fogo na casa com ele dentro. O assustador dessa série é na forma que é contada e de um jeito que tudo pode acontecer, a história nunca se baseia no que seria real ou possível, ou seja, realmente vai além da imaginação.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Disco: O Surto - Equalizando as ideias (2003)

Interessante como o começo da década de 2000 ainda trazia a continuidade das coisas que surgiram nos anos 90, não houve uma renovação tão imediata das bandas, porém hoje em dia o que mais lembram é fase emo que surgiu com CPM 22 e depois chegou a bandas como NX Zero, Fresno, Restart. Mas não foi bem assim: bandas como O Surto, Rumbora, Tianastácia, O Rappa, entre outras, ainda estavam num auge, o Raimundos passava por uma mudança forte com a saída do Rodolfo, e o Charlie Brown foi ganhando cada vez mais espaço. 

Dentro desse cenário da época, ouvindo esse disco do Surto agora, dá pra ver o papel deles nessa época, como uma banda de rock do nordeste, com musicas bem pesadas, ainda mais comparando com o estilo das músicas de hoje. Destaque pra música Saudades, que acho muito boa, mas o cd como um todo tem um instrumental muito bom, dá pra ouvir o baixo nitidamente e a guitarra é muito única, a banda tem personalidade.

Comprei minha vitrola

Finalmente comprei minha vitrola, e não é uma vitrola qualquer: ela não é usada, é novinha, um relançamento e ainda tem Bluetooth. O significado de ter uma vitrola pra mim numa época em que tudo está virtualizado é poder sentir a experiência de como as coisas foram originalmente elaboradas. Pois a música foi idealizada originalmente pra ser ouvida em rádio, com um som bom que dá pra ouvir todos os instrumentos, especificamente em vinil. Isso sem contar o ritual de tirar o disco da capa, colocar a agulha e ouvir o disco inteiro, com começo, meio e fim, lado A e lado B. E ainda pegar o encarte e acompanhar as letras. Eu acho muito chato ouvir música no celular, naquelas caixinhas pequenas, no fone de ouvido, então é isso o que a vitrola significa pra mim.

Chico Bento




sexta-feira, 22 de abril de 2022

Comparação de cenas: Psicose X O monstro do armário

Assisti O monstro do armário, que era um filme trash que passava nas tardes do SBT lá nos anos 90, e me deparei com uma sátira muito legal do Psicose, que com certeza na época eu não entendi pois nem sabia do filme. Por isso que é bom reassistir as coisas depois de um tempo pois com o conhecimento que você tem agora você vai olhar com outros olhos.


terça-feira, 19 de abril de 2022

Janela indiscreta (1954)

Direto ao resumo: um homem (que estava entediado em casa após ficar sem poder andar com a perna engessada) fica vendo pela janela a vida dos vizinhos, até suspeitar que um deles matou a esposa, começa a ficar paranoico, acaba envolvendo mais 2 pessoas nisso, invadem o apartamento do homem, mas o suposto assassino consegue descobrir onde ele mora e também invade o apartamento dele e consegue jogá-lo da janela, mas a polícia chega e prende o assassino. O homem assim termina o filme com as duas pernas engessadas, mas conseguiu retomar a paz da vizinhança. Enfim, o filme é bem no estilo dos filmes do Hitchcock, com exceção de Psicose, que se mantêm como contos leves de suspense, com algum romance básico no meio. O legal do filme é que a gente só acompanha a história pelo ângulo do homem no apartamento, a nossa visão dos vizinhos é a mesma dele. A câmera nunca sai do ângulo dele pra mostrar algo diferente do que ele poderia ver. Em relação a isso, não sei se tem algum outro filme com essa proposta. Achei mais interessante por isso do que pela história em geral.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

O monstro do armário (1986)

Acabei de descobrir que a Fergie do Black Eyed Peas está nesse filme criança, assim como o Paul Walker. Pra quem pegou a época que esse filme passava no Cinema em casa, do SBT, eu nunca iria imaginar que tem a participação dos dois. Agora vamos ao enredo. Basicamente é a história de um monstro que ataca em armários, mas isso não fica nem explicado, o filme foca apenas no suspense que era comum na época pelos filmes de terror, inclusive imitando e homenageando, por sátira ou referências, filmes como Psicose e Halloween. Assim, esse tipo de filme trash, feito de propósito pra ser só um entretenimento sem se levar a sério, eu adoro. Tem um descompromisso em querer passar uma mensagem profunda e ser apenas um passatempo pra comer pipoca e ter uma história bizarra e também criativa. Além de que a história de fundo é sobre um romance entre um jornalista e uma mulher, também bem interessante. E o tom cômico do filme em vários momentos vale a pena, além de tudo ainda me deu momentos de humor inesperados. E o jeito que eles encontram para derrotar o monstro: destruindo todos os armários da cidade.

Em busca do vale encantado (1988)

Eu nem sei o que falar sobre esse filme, enquanto eu assistia me remeteu muito ao Rei Leão, como se fosse um plágio. Muitas situações são praticamente idênticas, a estrutura principal do filme é a mesma, só mudando de leão pra dinossauro. Só que pensando agora, O rei leão veio só em 1994, o que me deixa pensando quem imitou quem. Mas tem o dinossauro que perdeu a mãe, que depois se comunica com ela como espírito (igual Simba e Mufasa) além do perigo do Tiranossauro (como era com as hienas do Scar). Mas achei um filme meio malfeito, a animação é bem básica, ainda mais pra um filme que tem o Spielberg no meio. Engraçado também que esse filme veio 5 anos do Jurassic Park, o que mostra que ele já estava pensando no tema de dinossauros bem antes.

Dawson´s creek (temporada 2, episódio 4)

Esse episódio é bem estranho, parece que a entrada da Andie e do Jack na turma acaba causando uma mudança geral no comportamento deles. Andie e Pacey começam a se aproximar bastante, assim como Jack e Joey. Jen acaba se aproximando da Abby, embora ainda seja apaixonada pelo Dawson. E a chegada da Tamara, professora que teve um caso com o Pacey, serviu para fechar uma ponta solta na vida dos dois e seguirem em frente.

Dawson´s creek (temporada 2, episódio 3)

Esse episódio foca principalmente na questão do ciúme da Joey quando, por sorteio, Dawson e Jen acabam fazendo um trabalho juntos, onde têm que simular um orçamento financeiro como se fossem um casal. Além disso, Pacey e Andie começam a se aproximar bastante, o que é bem legal a sintonia dos dois, mas o episódio termina com a professora que ele teve um caso observando-os de longe.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Quando a comparação de filmes não faz sentido

Não faz sentido comparar alguns filmes e colocá-los um como cópia do outro, mesmo que tenham muita coisa em comum. Por exemplo, Impacto profundo e Armageddon são dois filmes que têm o mesmo assunto (a possível extinção do ser humano quando um cometa atingir a terra) mas a base da história é completamente diferente: um fala da relação do pai com a filha enquanto o outro fala de uma jornalista e a relação dela com os pais que se divorciaram. Ou seja, o assunto principal é o mesmo, mas é tudo diferente no modo que a história é contada. Da mesma forma, tanto Jurassic Park quanto Godzilla falam de bichos gigantes atacando pessoas, mas um é feito num ambiente isolado e tem uma grande discussão sobre ciência, enquanto o outro é sobre um lagarto que vem do mar.

Eu lembro dos anos 90, quando teve uma boa leva de filmes de terror de assassinos, que obviamente todos têm cenas de perseguição e mortes, terminando com a revelação de quem é o assassino. Mas cada um faz de um jeito: Pânico usa personagens que indiretamente acabam analisando a história que estão vivendo com base em outros filmes que são citados e assistidos, mas a história de fundo é sobre um assassino que só revela qualquer motivação no final, enquanto Eu sei o que vocês fizeram no verão passado tem uma estrutura muito rara nesse tipo de filme, dando uma longa introdução que mostra um acidente de carro onde 4 amigos se livram do corpo no mar, aí tem uma quebra de narrativa, a história avança 1 ano, pra contar que alguém sabe o que eles fizeram e quer vingança. 

Além dos 2, também tiveram outros filmes como Lenda urbana, Prova final, Comportamento suspeito, Tentação fatal, cada um com seu modo de contar e o principal: a história de fundo dos personagens que faz toda a diferença. Nos anos 80, teve um momento com mais variedade ainda de franquias de filmes, como Sexta-feira 13, A hora do pesadelo, Halloween, Brinquedo assassino, A morte convida para dançar, Exame final, Natal sangrento, entre outros. Teve até o filme Freddy X Jason, que cria um duelo entre os dois vilões, e é interessante ver como as duas histórias e universos colidem e dá pra ver a diferença nítida entre os dois. Da mesma forma quando Todo mundo em pânico saiu deu pra perceber que Pânico e Verão passado têm muita coisa de diferente também. Então não vejo sentido em comparar filmes apenas parar dizer que um copiou ou imitou o outro.



segunda-feira, 4 de abril de 2022

Amblin (1968)

Esse é o primeiro curta-metragem do Spielberg, que acabou dando o nome pra produtora dele chamada Amblin Entertainment. Além disso, nesse filme dá pra ver os elementos que o diretor iria usar em praticamente todos os filmes que ele viria dirigir depois. Mas antes vou explicar rapidinho o que é essa história: é sobre um homem que está andando pelo deserto, sem rumo, encontra uma menina na mesma situação, os dois passam a viver juntos, como se fossem dois aventureiros. 

Agora, vamos ao que eu percebi de semelhança entre os futuros filmes que viriam do Spielberg. O cenário do deserto aparece nos filmes Encurralado, Louca escapada, Indiana Jones, 1941, Jurassic Park. Sem contar esse clima de aventura, que engloba cenas de perigo e perseguição que de certa forma aparecem em todos os filmes dele. Por exemplo: Tubarão, O mundo perdido, Cavalo de guerra, As aventuras de Tintin, Guerra dos mundos, Prenda-me se for capaz, ET e Contatos imediatos do segundo grau.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Raimundos - Todos os trabalhos (1987 a 2025)

Apenas uma compilação de todos os trabalhos do Raimundos, desde a fita demo até o trabalho mais recente, mas citando também todos os projetos paralelos e participações em discos de outras bandas. 

1987 
1988
1989
1990
1991
1992

1993
Demotape
Participação do projeto Cult Cover Demo (música "Desculpe mas eu vou chorar")

1994
Primeiro disco Raimundos

1995
Segundo disco Lavô tá novo

1996
Terceiro disco Cesta básica
Coletânea Cesta básica com VHS e HQ
Participação no disco da banda Camisa de Vênus (música "Essa linda canção")

1997
Quarto disco Lapadas do povo

1998
Trilha sonora filme Big Shit (música "Wipe Out 2")
Participação no disco da Rita Lee (música "Amdo jururu")

1999
Quinto disco Só no forevis
Participação no disco da banda Charlie Brown Jr (música "Bons aliados")

2000
Sexto disco MTV Ao vivo
Trilha sonora filme Missão impossível 2 (música "Give my bullet back")
Trilha sonora do programa 20 e poucos anos, da MTV 

2001
Sétimo disco Éramos quatro

2002
Oitavo disco Kavookavala

2003
Participação no tributo Secos e Molhados (música "Prece Cósmica")

2004
Participação no tributo Raul Seixas (música "Não pare na pista")

2005
Coletânea Mais MTV Raimundos
Nono disco Ponto qualquer coisa
Participação no projeto Rockin Days (música "Private Idaho")

2006

2007

2008

2009

2010
Single "Jaws" lançado avulso

2011
Décimo disco Roda viva

2012
Décimo primeiro Ultraje a Rigor X Raimundos

2013
Tributo Rumo ao Roda Viva

2014
Décimo segundo disco Cantigas de roda
Décimo terceiro disco Cantigas de garagem

2015
Trilha sonora Malhação (música "Vida inteira")
Participação no projeto Melhores bandas do mundo (música "Hermanoteu na Terra de Godah")

2016

2017
Décimo quarto disco Raimundos Acústico

2018

2019

2020

2021

2022

2023

2024
Single e clipe "Maria Bonita"

2025 
Single e clipe "Os calo"




De volta pro futuro - parte 3 (1990)

O filme começa de onde o segundo parou. Marty encontra o Doutor de 1955, que o ajuda a ir até 1885 para tentar evitar a morte do Doutor de 1985 que foi pra 1885 depois que caiu o raio em cima do carro. O que acaba acontecendo é que quando Marty chega lá é atacado por índios que acertam uma flecha no tanque de gasolina do carro, ficando impossível de usar de novo. Ou seja, ele fica preso em 1885. Ele acaba encontrando o Doutor e juntos chegam à seguinte ideia: utilizar um trem pra conduzir o carro e assim chegar na velocidade que possibilita a viagem no tempo. Tudo dá certo no final: Marty impede a morte do Doutor e retorna pra 1985. Mas o Doutor acaba vivendo com uma mulher que se apaixonou, chamada Clara, enquanto o Marty fica com a Jennifer de volta em 1985. No final, o Doutor surge de novo dizendo que foi no futuro e fez uma máquina do tempo agora com um trem, voador. Ou seja, ele continuou indo pro futuro. O filme fecha a trilogia como uma das melhores da história do cinema que teve começo, meio e fim muito bem planejadas.

Um hotel bom pra cachorro (2009)

Peguei esse filme por dois motivos: tem a Emma Roberts, que me assusta desde Pânico 4, e também é baseado num livro da Lois Duncan, escritora do livro de 1973, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Assim, é um filme infantil, não tem muito enredo, parece que foi feito principalmente para crianças que querem ver uns cachorrinhos bonitinhos correndo e fazendo algumas coisas engraçadas. Mas o roteiro é basicamente o seguinte: dois irmãos adotivos, com a ajuda do cachorro deles que se chama Sexta-feira, acabam encontrando um hotel abandonado, invadem e criam um hotel para cachorros, ajudando cachorros a fugirem de um canil e criando uma grande família. Talvez a questão do filme seja o que é uma família, já que os dois irmãos também são criados por pais não-biológicos, às vezes sendo transferidos de família sob a supervisão de um assistente social. E ainda tem espaço pra um romance adolescente no meio, da Emma Roberts com um atendente da pet shop.