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segunda-feira, 7 de março de 2022

Jogos mortais 2 (2005)

Falar de Jogos mortais é meio complicado pra quem precisa de uma resposta definitiva se eu gosto ou não desses filmes. Pois aqui tem uma parte que eu amo e tem outra que eu acho muito ruim. O que eu não gosto é o tanto de exagero nas cenas de morte, além dessa ideia absurda de armadilhas e engrenagens que seriam impossíveis de serem feitas. Isso é o que eu não gosto.

Agora vamos ao lado bom. O roteiro fez questão de seguir pra um novo rumo, aparentemente, mas voltando a se conectar com o primeiro filme brilhantemente, trazendo de volta o cenário do banheiro onde os dois homens foram acorrentados e ainda a personagem Amanda, agora se revelando como uma discípula do John, que é o velho que pensou em tudo. Gostei também da ideia do policial encontrá-lo e mesmo assim isso ser parte de um jogo, já que o filho do policial foi capturado e está junto com outras pessoas preso numa casa (que é onde o banheiro do primeiro filme está) e tudo está sendo exibido por monitores. Mas no final isso é revelado apenas como uma gravação, enganando todos os policiais. Uma reviravolta interessante.

Só pra constar como uma curiosidade, quando o policial vai até a casa acompanhado do John (chamado também de Jigsaw), ele fala que é a última casa à esquerda. E tem um filme chamado A última casa à esquerda, que no Brasil ficou como Aniversário macabro. E, voltando ao assunto sobre o gênero do filme: sem dúvida não tem nada de terror, continua no mesmo padrão de filme policial de investigação. O que eu achei diferente em relação ao primeiro é que a produção melhorou demais, mas acredito que tenha sido por conta da mudança de diretores. Com todo respeito ao James Wan, mas o Darren Lynn Bousman deixou tudo muito mais interessante. E essa atriz que faz a Amanda também, tem um histórico de filmes clássicos como A bolha assassina, Curso de verão, Eu vi o que você fez e eu sei quem você é que eu acho a carreira dela muito legal ter chegado até aqui.

Armadilha (1999)

Direto ao resumo: é sobre dois ladrões de relíquias, um homem velho e uma jovem mulher, que se unem pra fazer umas missões juntos. Só que o filme não foca tanto nos detalhes dessas missões, deixando isso como um plano de fundo pra real história, que é a relação dos dois, que acabam se apaixonando. Ou seja, o filme é um romance. Ou melhor, uma ação romântica. Esse filme tem um charme na direção, os movimentos de câmera, os cenários, é tudo muito luxuoso e tecnológico, e obviamente, pela atriz principal, Catherine Zeta-Jones. E tem uma coisa interessante, o homem que faz par com ela é o ator Sean Connery, que fez os filmes Indiana Jones e foi o 007 original, e eu reparei muitas semelhanças desses dois filmes aqui, como se fosse um tipo de homenagem. Uma última curiosidade: o filme se passa exatamente no réveillon de 1999 pra 2000, o que acaba ficando como um "documento histórico" em formato de filme sobre esse momento.

domingo, 6 de março de 2022

Jogos mortais (2004)

Eu não sei exatamente quem faz as classificações de gênero dos filmes, mas agora, reassistindo, me deparei com essa dúvida: ele não é um filme de terror, nem tem a estrutura de um, e sim de um filme do gênero suspense policial. Pois ele não tem um assassino realmente, ou seja, não tem ameaça, também não tem sustos ou suspense, os tal jumpscares, muito pelo contrário, o filme se baseia em investigação de policiais, que estão atrás do responsável por criar armadilhas onde as pessoas vítimas acabam morrendo, os jogos mortais. O fato de ter mortes no filme não é suficiente para classificar como terror.

Agora sobre o enredo: dois homens acordam acorrentados num banheiro imundo, tentando entender o que estão fazendo lá. Um deles desconfia que faz parte do tal jogo mortal, e aí o filme começa a explicar em flashbacks o passado do suposto "assassino" (na verdade criador dos jogos, pois de certa forma ele não matou ninguém). E o objetivo desse jogo é que um dos homens tem que matar o outro ou então a familia dele vai morrer. No final, um deles corta a perna e consegue sair do local, enquanto o outro fica lá. Um homem que estava no mesmo banheiro, aparentemente morto, no final se levanta e aí vem a revelação: ele era um paciente do homem que cortou a perna, que era um médico, e tudo isso faz parte de um tipo de "ensinamento" que ele quer dar pras pessoas que não valorizam as coisas boas que tem na vida. Achei o enredo bem absurdo em vários momentos, muitos furos na história, muita complexidade pra contar uma história simples, mas vale pela tensão e reviravolta. Interessante que quando esse filme saiu ninguém imaginava que viraria uma longa franquia que já está com 9 filmes.

sábado, 5 de março de 2022

Tihuana gravou clipe da música MINHA RAINHA aqui em Praia Grande (SP) com participação do Dinho (Capital Inicial) e do Digão (Raimundos)

Essa foi uma curiosidade interessante. Peguei a história da cidade de Praia Grande (SP), onde eu estou morando desde dezembro de 2020, e me deparei com uma coisa interessante. Eu morava em Bauru (SP) quando o Tihuana lançou uma música com a participação do Digão do Raimundos, tenho até o cd. Depois vi o clipe, onde chamaram também o Dinho pra fazer uma participação. Pois bem, alguns anos depois da música, descubro que o clipe foi gravado perto da minha casa, aqui em Praia Grande. Muito legal. Encontrei um vídeo do Making of, veja abaixo.

Máquina mortífera 3 (1992)

Depois do filme de 1987 e do de 1989, chega a terceira parte em 1992, o que significa que agora os dois policiais já se conhecem há 5 anos. É muito legal ver essa evolução da história mantendo a coerência dos filmes anteriores, trazendo os mesmos personagens. E não só os dois principais, mas toda a família do Roger volta, a equipe da polícia inteira, o Leo que entrou no segundo filme, além da chegada da personagem da atriz Rene Russo que fez toda a diferença nesse filme, inclusive tomando até mais espaço que os personagens importantes. Acredito que a qualidade do filme se dá também pela volta do diretor Richard Donner, pois tudo ficou muito bem coerente e fechou uma trilogia de uma forma bem legal, antes de vir finalmente o quarto filme, completando a tetralogia. 

Agora, sobre o enredo: faltam poucos dias pro Roger se aposentar, mas ele acaba entrando em outra investigação junto com o Riggs, e por insistência do companheiro de trabalho ele decide não se aposentar. O enredo principal é esse. Mas tem várias pontas que se desenvolvem muito bem, como eu citei o relacionamento do Riggs com a personagem da Rene Russo, é muito legal ver os dois juntos. Ela é tão maluca quanto ele. Tem ainda uma situação onde o Roger mata um amigo do filho dele que estava metido com coisa errada e depois fica num remorso, isso também foi interessante. No geral, é até difícil classificar o filme em um gênero, já que ele tem de tudo um pouco - ação, aventura, comédia, drama e romance. Terminei o filme pensando onde estão esses filmes com enredo simples, sem necessidade de efeitos especiais, com começo, meio e fim, sem necessidade de se tornar uma franquia longa, porque nessa aqui cada filme acontece por um motivo. Lembro também que nessa época era coisa rara um filme ter mais de 2 partes, alguns poucos fechavam uma trilogia, e quase nunca chegava a 6, 7, 8 filmes fazendo uma franquia longa.

Livro: Mutações

Essa é uma biografia contada em contos, onde a Liv Ullmann fala de pedaços da vida dela como se fossem lembranças e o que significam pra ela. O que ela fala principalmente é da solidão de ser uma pessoa famosa e como o sucesso em algum momento a distanciou de quem ela realmente era, como se tivesse uma criança interior que ela ouvia dizendo que o verdadeiro sucesso não era aquilo. E mesmo com todo o luxo que ela tinha, ela gostava da vida simples, do contato com as pessoas. Eu não conheço muito dela ainda, sei que foi uma atriz que se envolveu com o diretor Ingmar Bergman, mas o texto dela me leva a umas reflexões sobre a vida e o futuro muito interessantes, que de certa forma me remete ao vocalista do Raimundos que saiu da banda pra buscar uma nova vida - o discurso dos dois tem algo em comum, mesmo estando distantes pela época e pelo local.


Dawson´s creek (temporada 1, episódio 7)

Depois do episódio anterior, que dois assuntos importantes têm um desfecho, a série se abre pra outro momento: a entrada da personagem Abby. Todos os 4 personagens principais acabam indo parar na detenção, que é aquele castigo que tem passar um sábado na escola, cada um por um motivo diferente, o que é tipo uma sátira do filme Clube dos cinco. Além disso, o Kevin Williamson (roteirista da série) também acaba citando seu próprio filme Tentação fatal, também com a Katie Holmes, quando inclui a personagem da professora Tringle, só que no filme é professora Tingle. Enfim, essa personagem Abby vai servir como um tipo de vilã pra série, sendo uma pessoa chata e implicante pros outros. Ela acaba querendo colocar um contra o outro quando brincam de verdade ou desafio.

quinta-feira, 3 de março de 2022

Fratura (2019)

Antes de falar sobre a história, quero abrir aqui um subgênero de filmes de suspense que se passam em: situações de paranoia, no qual não se sabe se o personagem está tendo uma alucinação ou se é realidade. E eu posso citar como exemplo o filme Breakdown - Implacável perseguição, onde um homem não sabe onde a mulher dele foi parar depois que pegou carona com um caminhoneiro pra chamar um reboque depois que o carro deles parou na estrada. E esse filme aqui, Fratura, me lembrou muito ele, vou explicar o motivo. É sobre um pai que fica paranoico depois que a filha e esposa dele somem de um hospital, ele começa a investigar mas dizem que elas nunca estiveram lá. E a conclusão da história é um pouco confusa: ele mesmo acabou causando indiretamente a morte da esposa e da filha, a mente dele começou a inventar uma versão na qual ele foi pro hospital com elas, mas isso realmente nunca aconteceu. O final mostra que ele realmente estava errado.

Aracnofobia (1990)

Direto ao resumo: um grupo de pesquisadores vai até a América do Sul pegar aranhas, uma acaba picando um deles, que morre imediatamente, e eles levam o corpo pra ser analisado nos EUA. Só que a aranha acaba indo junto no caixão, e, quando o legista abre, ela foge, é pega por um pássaro e acaba caindo bem na casa de um homem que tem aracnofobia. Esse é só o começo da história, que tem tantos detalhes interessantes e um roteiro que teve o cuidado de mostrar a vida dele e desenvolver o personagem muito bem: ele é um médico que está se mudando pro interior, que vai herdar os pacientes de outro médico que está pra se aposentar. Quando as mortes começam a acontecer, todos duvidam que possa ser por aranhas, até que o próprio médico que duvidava dele morre, e ele tem que enfrentar o medo pra conseguir escapar dessa situação. E ele consegue, depois que descobre que a aranha tem seu ninho bem no seu sótão. Depois de tudo, ele larga o interior de novo e retorna pra cidade grande. Acaba assim.

Livro: O mundo perdido

Esse livro já inspirou várias séries e outros filmes sobre explorações na selva, sendo o mais famoso o filme 2 da série Jurassic Park que tem o título O mundo perdido - razão pela qual eu resolvi ler, pra fazer a comparação. A história aqui é bem simples: um cara que quer impressionar uma mulher e fazer algo grandioso, valente, destemido, e vai numa expedição em busca de um tipo de vale de dinossauros, que seria o tal mundo perdido. E adivinha onde é esse local... Aqui no Brasil. Inclusive são citadas lendas do nosso folclore, estados e cidades pelo qual os personagens passam. A única coisa semelhante entre o livro e o Jurassic 2, além de ser uma caça aos dinossauros, é a história do personagem principal, que no filme é o Ian Malcomm: ele vai atrás da namorada Sarah, que já está na ilha, depois de ter uma conversa com um velho, no caso o John Hammond, dono do parque. No filme também há uma citação ao livro nesse encontro do Ian com o Hammond, quando ele fala que a ilha é um "mundo perdido". O livro foi escrito em 1912 e o filme veio 85 anos depois, em 1997.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

A chegada de um trem na estação (1895)

Esse é considerado o primeiro filme a ser exibido com fins comerciais, embora seja de uma única cena: um trem chegando na estação e os passageiros entrando nele. Ele foi gravado em 1895 mas exibido em 1896. Um fato curioso dessa exibição foi que as pessoas ainda não tinham visto nenhuma imagem em movimento, e quando o trem se aproxima da tela, houve um pânico pela sensação do trem sair da tela e bater nelas.

O regador regado (1895)

Eu fico imaginando o começo do cinema e como as pessoas deviam estar impressionadas em ver imagens em movimento, e aí filmando qualquer coisa e achando sensacional, até chegar nesse filme aqui: ele é considerado o primeiro filme de comédia e o primeiro a mostrar uma história fictícia. O que acontece nele: um menino pisa na mangueira que um homem está regando flores, o homem pensa que a água acabou, e quando o menino tira o pé, a água vem com força na cara do homem, que depois pega o menino e fica dando palmadas. É apenas isso mesmo. O vídeo tem menos de 1 minuto e está disponível na internet.


O palhaço e seus cachorros (1892)

Esse é um filme que você nunca vai ver, pois o criador jogou num rio as cópias e só quem assistiu na exibição na época testemunhou. Ele é considerado um filme perdido, bem no início do cinema. A história dele é apenas de um palhaço treinando os cachorros a pularem através de um aro. O filme faz parte de uma exibição com mais outros dois, que depois eu vou comentar aqui, mas a série era chamada de Pantomimes Lumineuses.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Dawson´s creek (temporada 1, episódio 6)

Depois de finalizar o assunto da traição da mãe do Dawson, a série teve que ir pra outro caminho, a meu ver muito rápido, já finalizando dois assuntos importantes de uma vez: o nascimento do bebê da irmã da Joey e a conclusão do relacionamento do Pacey com a professora, que poderia ter durado mais na história. Além disso, a vó da Jen tem que acabar fazendo o parto, o que gera uma situação interessante, já que a Bessie (irmã da Joey) não gosta dela, além da discussão sobre Deus entre Jen e a avó. Episódio muito importante pro futuro da temporada, quero ver pra onde vai a partir daqui.

Dawson´s creek (temporada 1, episódio 5)

Esse episódio faz uma analogia entre o relacionamento dos pais do Dawson com a tempestade que está chegando na cidade, como se o relacionamento deles estivesse passando por um tempo ruim. Basicamente, é sobre as consequências da traição da mãe dele, ela conta pro marido tudo, ele fica revoltado, mas acaba perdoando no final. Além disso, tem uma brincadeira do Dawson com a Joey citando frases do Tubarão bem interessante. Essas referências fazem a graça do seriado, uma extensão do que o escritor Kevin Williamson começou com Pânico.

Dawson´s creek (temporada 1, episódio 4)

Esse capítulo se chama Descoberta, mas na verdade há uma sequência de várias descobertas: o Dawson descobre que a mãe tem um amante, também descobre que a Jen mudou pra lá pois era uma garota problemática e que o Pacey está tendo um caso com a professora. Além disso, tem uma comparação no modo de pensar do Pacey e do Dawson em relação às mulheres: enquanto o Pacey acha interessante que a Tamara tenha tido vários homens na vida dela, o Dawson se incomoda ao saber que a Jen não é virgem. 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Livro: Maurício de Sousa - Navegando nas letras

Esse livro é uma coletânea de textos de diversos assuntos que o Maurício lançou nos jornais, que de certa forma servem como uma biografia em pequenos textos. Até onde eu li, ele conta a origem da turma da Mônica, principalmente de onde surgiram os personagens principais: Mônica e Magali são baseadas nas filhas dele, Cebolinha e Cascão eram dois conhecidos que ele nunca mais teve contato. Também conta como no começo a Mônica não era a personagem foco da história, ela só veio surgir muito tempo depois quando cobraram a criação de personagens femininas. Isso eu acho muito interessante, a noção que a gente tem hoje de uma marca registrada e famosa como a Turma da Mônica teve uma longa caminhada até chegar nesse ponto realmente. Inclusive personagens como Franjinha e Bidu, que até parecem bem coadjuvantes, foram os primeiros a serem criados. E mais interessante ainda, pra mim especificamente, é que de 2013 a 2020 eu morei no interior de SP, na cidade de Bauru, e passei em algumas cidades próximas que foi aonde tudo começou. Inclusive o Franjinha foi baseado num amigo que o Maurício tinha lá, e a Magali sempre quando pede na lanchonete algo pra comer, ela pede bauru, que é o nome de um lanche também. Então eu estava onde tudo começou.

A vingança de Jennifer (1978)

Esse filme é a versão original do filme Doce vingança, só que com outro título, embora o título em inglês seja o mesmo: Eu cuspo no seu túmulo. Basicamente, a história é a mesma do filme mais atual - uma mulher se vingando de um grupo de abusadores - porém, nesse aqui, tem algo a mais. Quando eu assisti o de 2010, eu senti que faltou alguma coisa: achei tudo muito previsível, achei que faltou a apresentação dos personagens, faltou principalmente mostrar mais dela na casa sozinha e o real objetivo dela escrevendo o livro, e o principal, quem eram os homens e o real motivo pelo qual eles fizeram essa maldade. Pois então, nesse aqui, tá tudo muito bem explicado. Os personagens são muito melhor apresentados, gostei dela escrevendo deitada na rede, inclusive o tema que ela está escrevendo é de uma mulher que tem uma relação com vários homens, o que chega numa certa ironia do destino. E os homens aqui simplesmente a abordam em plena luz do dia e interpretam que ela estava atiçando eles o tempo todo pra acontecer alguma coisa. 

Aqui também não tem a parte do policial do filme de 2010, porém tem uma situação muito interessante e que deixa tudo meio controverso: o cara lerdinho do grupo de amigos finge que a matou quando os outros mandam ele se livrar do corpo, o que mostra que ele talvez não fosse tão mau assim, mesmo assim depois eles descobrem que ela está viva, e ela tem mais um momento com eles antes de realmente se vingar, o que mostra a frieza que ela tem. Inclusive, tem uma cena que ela, depois de ter decepado o órgão de um deles e o trancado no banheiro, coloca uma ópera na vitrola e se senta na cadeira de balanço, enquanto ele grita desesperado e ela fica ouvindo sem esboçar nada.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Comparação de cenas: Rick & Morty X Jurassic Park 3

O episódio 3 de Rick & Morty mostra o Anatomy Park, fazendo referência ao Jurassic Park. E a referência que eu consegui pegar em relação ao Jurassic 3 é na parte do barco onde o dinossauro ataca o pessoal mas depois acaba queimado, o mesmo acontece no desenho só que em outro contexto.


O poço (2019)

Esse filme é complicado explicar pra quem não viu, muitas vezes alguém chegou pra comentar sobre ele e eu não consegui captar qual era a mensagem do filme, então vou explicar de uma forma bem simples. Existe um tipo de prisão, com mais de 300 celas, e tem uma enorme mesa com um banquete que vai passando de cela em cela. O que isso significa: quem estiver nas primeiras celas vai comer bem, e quando vai chegando nas últimas celas não tem praticamente nada e algumas pessoas inclusive têm que devorar seus próprios colegas de cela (são 2 em cada), ou até tiram a própria vida. E qual o contexto dessa história maluca? Eu entendi como uma metáfora da sociedade e como as classes sociais vivem, os ricos e os pobres, um comendo as sobras dos que possuem mais privilégios, mais dinheiro. Fora isso, tem alguma mensagem implícita numa referência ao livro Dom Quixote, que um personagem lê, mas não consegui captar exatamente sobre o que se trata.

Doce vingança (2010) - Indicado por Vitória Brasil

Alguns filmes faltam um roteiro, não apresenta nem os personagens direito, como se só quisessem chocar: esse é o caso de Doce vingança. Aqui a história é bem básica: uma mulher se vinga de um grupo de homens que abusou dela. E parece tudo meio previsivel: ela fica isolada numa casa de campo, as portas não têm nenhuma proteção, ela encontra os homens antes deles irem lá e os deixa bem informados sobre ela, ou seja, muitas coisas que poderiam ser evitadas. Além disso, o começo do filme parece tentar justificar o ato dos homens quando um deles acaba sendo zoado pelos outros quando tenta paquerá-la, o que não fez sentido pra mim. Ficaria mais simples se a história mostrasse que eles eram apenas malucos, do que tentar achar um motivo pro ato. Agora, se tem uma coisa que achei bem interessante foi a história do policial: a menina corre pra pedir ajuda, sem saber que o policial também estava envolvido com os abusadores, isso foi tenso demais; além de que a história do policial com a esposa e a filha foi muito interessante, mostrar a hipocrisia do cara que se diz crente cometendo um ato horrível desses. 

Agora, peguei umas referências que talvez sejam coincidências: o filme Laranja mecânica tem uma cena de um homem com os olhos abertos forçadamente; e o filme Os pássaros tem uma cena que as aves comem olhos das pessoas - as duas cenas acontecem aqui parecidas. E pra quem acha que esse filme é original, tem uma franquia bem grande que começa desde o filme de 1978, que teve uma sequência em 1993, depois a história foi regravada em 2010 e teve duas sequências em 2013 e 2015. Depois disso tudo, em 2019 fizeram uma sequência do primeiro filme, o de 1978, com a atriz principal de novo, depois de 41 anos. O título original do filme também foi descaracterizado na versão brasileira, ele se chama Eu cuspo no seu túmulo, iria ficar melhor se fosse assim. Além disso, também me remeteu a outro filme muito parecido, parece até de certa forma um plágio de Aniversário macabro, de 1972. 

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Rick & Morty - Temporada 1, episódio 2

Esse segundo episódio é bem interessante, principalmente pelo fato dele se aproveitar da história dos filmes A origem e A hora do pesadelo. Então pra quem conhece a história dos filmes ficou bem legal. A questão aqui é que o Rick tem a ideia de "entrar no sonho" do professor de matemática do Morty, pra convencê-lo a dar nota 10 pra ele (o enredo de A origem é assim), só que num desses sonhos ele encontra o Freddy Krueger de A hora do pesadelo. Além disso, tem uma coisa lá que me lembrou o filme Alien, que é o cachorro vestido de uma armadura que o deixa maior, mas isso não ficou muito claro se era de lá. E tem mais uma referência que aí descobri pesquisando: tem a subtrama do cachorro que usa um aparelho pra ficar inteligente, isso foi retirado do filme O passageiro do futuro, inclusive o título desse episódio é uma adaptação do título original desse filme (The lawnmower man virou The lanwmower dog, algo como "o cachorro cortador de grama").

Trailer oficial de Jurassic World - Domínio

Acabei de descobrir que saiu o trailer oficial do novo Jurassic. Legal ver a Ellie e o Alan juntos, conversando, o último filme com os dois juntos foi em 2001, há mais de 20 anos. Tem uma cena com o Ian junto com eles também. Falta pouco, estreia em junho. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Rick & Morty - Temporada 1, episódio 1 - Indicado por Jean Jovêncio

Esse capitulo explica o começo de tudo, de como o avô cientista e o neto dele se envolvem nas aventuras. Na verdade, o Rick, que é o avô, acha que o neto, o Morty, não precisa ir pra escola mais, e acaba gerando uma preocupação nos pais do menino, que tentam colocar o avô num asilo. Mas a ideia é deixada de lado quando percebem que o menino ficou mais inteligente com o avô por perto. Basicamente, é isso. A história também começa a desenvolver um romance de escola do Morty, e em alguns momentos tem umas piadas bem adultas, o que me fez pensar pra que tipo de público essa série foi feita.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

ISTV - Um canal de TV só com filmes, séries e desenhos clássicos

Ontem por acaso estava passando de canal na TV e me deparei com um filme antigo, passando no canal ISTV, fui procurar na internet o nome do filme e acabei descobrindo algo a mais. Eu nunca tinha ouvido falar desse canal, eu mudei pra cidade de Praia Grande em 2020 e aqui tem esse canal de TV aberta, mas eu não sabia o que era até ontem: ele só passa coisas antigas. Olha a definição que tem no site: A ISTV é o canal de TV aberto com conteúdo retrô que veicula filmes, séries e desenhos com mais de 30 anos e também com destaque nas notícias locais e veiculações que levem ao telespectador mais informação, entretenimento e prestação de serviços.

E salvei a grade de programação:

Comparação de cenas: Rick & Morty X De volta para o futuro

Aparentemente, Rick & Morty se baseia livremente no filme De volta para o futuro, já pela dupla de personagens principais, um idoso cientista e um jovem que se mete nas confusões dele. Mas logo no primeiro episódio eu percebi um diálogo bem parecido nas duas histórias. Veja no vídeo.

Apenas um show - Episódio: Entrando numa fria - Indicado por Jean Jovêncio

Esse episódio mostra o grupo de amigos fazendo um desafio: quem toma a bebida mais gelada, a ponto de congelar o cérebro. Um deles pega uma bebida muito gelada, que congela não só o cérebro, mas o corpo dele todo, ficando totalmente paralisado. Com isso, os amigos chamam um doutor, que chega num carro voador (bem parecido com De volta pro futuro) e a solução que ele dá é de encolher dois amigos numa máquina de encolhimento e injetar eles no cérebro do amigo paralisado pra tentar resolver a situação. Basicamente é esse o enredo do episódio, mas não é exatamente o que eu achei interessante. O legal me parece ser a personalidade meio maluca desse grupo de amigos, que na verdade alguns são bichos, e essa interação deles. O enredo fica num segundo plano.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O segredo da cabana (2011)

Têm alguns filmes que parecem que são uma coisa, só pra te enganar e chegar no final e mostrar que são outra coisa totalmente diferente: como se o enredo principal só servisse de base pra outro enredo maior. Eu pego como exemplo o filme Identidade, que parece um filme de assassino em hotel, mas na verdade tudo está se passando na mente de um paciente psiquiátrico. Nesse filme aqui é assim também, a história parece muito com o enredo de Evil Dead - Uma noite alucinante, mas isso é só pra enganar e mostrar um enredo mais além.

Vou explicar: 3 homens e 2 mulheres vão pra uma cabana na floresta, lá encontram um livro com uma maldição, que eles acabam lendo e despertando uns zumbis que saem do chão - isso é o que o filme quer que você pense que é. A reviravolta: isso tudo é parte de um tipo de "projeto" onde essas pessoas estavam sendo observadas por um grupo de pessoas, por câmeras, sendo inclusive manipuladas através de mecanismos, sem que saibam. Então dois dos que sobrevivem encontram a passagem secreta embaixo da cabana, descem por um elevador, chegam na tal "empresa" que estava embaixo deles o tempo todo e acabam libertando um monte de outros monstros. E aí esses monstros fazem referência a muitos outros filmes, o que faz O segredo da cabana ser quase que uma sequência indireta de vários filmes. Basicamente, é isso. A história parece meio confusa mesmo. Vale pelas referências. Tem uma citação logo no começo a um evento onde um monstro escapou em 1998, e dizem em vários sites que isso é referente ao filme Prova Final, que é sobre um alienígena que vem pra terra - embora o filme não deixe isso claro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Titanic (1943)

Essa versão da história do Titanic vai por um caminho bem diferente: o foco é sobre a companhia do navio, White Star Line, que estava prestes a falir, mas com a viagem do Titanic voltaria a ser valorizada, além de mostrar também o julgamento do dono da companhia nos tribunais, sendo inocentado e a culpa de tudo acabou sendo do capitão, que morreu no naufrágio. Mesmo assim, é muito claro onde o filme de 1997 pegou a base do enredo. Aqui tem também muitas cenas parecidas, mas a mais óbvia é a ideia de alguém ser acusado de um roubo de jóias, igual acontece com o Jack Dawson. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Somente Deus por testemunha (1958)

Esse filme é a versão preto e branco do Titanic, quase 40 anos antes do filme de 1997. É inevitável comparar os dois filmes: nesse de 1958 não tem a história aprofundada de nenhum personagem, já é direto ao ponto, mostrando a história do acidente. O que eu achei muito interessante nesse foi a questão de que eles poderiam ter sido resgatados por um navio que estava próximo, mas o homem que era responsável pela comunicação estava dormindo. Isso não mostra no filme de 97. Pretendo assistir outras versões de filmes sobre o Titanic pra comparar, é incrível como fizeram tantos filmes sobre ele, há um certo fascínio por essa história. Em 1958, o acidente real estava completando 46 anos apenas. Ah, e o título original do filme é Uma noite para lembrar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

O melhor amigo da noiva (2008) - Indicado por Thayna Leal

Direto ao resumo: homem descobre que está apaixonado pela melhor amiga, só que, quando ele toma coragem pra falar isso pra ela, descobre que ela está prestes a se casar. O resto do filme é ele tentando arrumar um jeito de convencê-la a não se casar, até que, obviamente, ele chega no meio do casamento, e a mulher fica com ele ao invés do noivo. Bem previsível, esse tipo de filme é feito para mulheres que gostam dessas histórias onde tudo termina com um final feliz. Quer dizer, final feliz pros dois que ficaram juntos, pois o cara que ia se casar não deve ter gostado muito. Sobre os personagens, o casal principal é até legalzinho, a atriz principal é muito carismática e linda, o filme vale só pra ver ela também.

Agora, uma coisa me incomoda muito nessas histórias de comédia romântica. Que eu nem sei o motivo de ser chamado assim, pois não tem comédia no filme, só romance. E também às vezes esse gênero se confunde, com umas piadas meio besteirol no meio, sem nexo, totalmente aleatórias que quebram o clima do filme, isso eu tenho reparado em muitos filmes desse estilo. Mas voltando ao que me incomoda: queria entender o porquê das mulheres nesses filmes nunca conseguirem ver o óbvio. Que vão se casar com a pessoa errada. Todo filme de romance se baseia nisso, em uma mulher que não sabe escolher entre dois caras. Cartas pra Julieta, Titanic, De repente 30, A tentação, e até as séries Lost e Dawson's creek se baseiam nisso.

E é interessante como os títulos em português dos filmes deixam tudo meio parecido, o que tira um pouco a marca registrada. Eu lembro de um filme chamado O casamento do meu melhor amigo, de 1997, que era praticamente o mesmo conceito desse filme mas trocando o gênero dos personagens. E encontrei alguns comentários dizendo que esse filme plagiou o outro, mas eu não assisti ainda pra poder comparar. No geral, esse aqui é um filme legalzinho, feito pra mulheres que gostam dessas histórias de finais felizes e de certa forma com esse suspense sobre os dois ficarem juntos no final. 

domingo, 30 de janeiro de 2022

Eduardo Marinho

Eu já conhecia esse cara de algum outro vídeo, não sei exatamente a história dele, mas por acaso assisti esse e de uma forma bem interessante me identifiquei com tudo que ele falou. Mas além disso, não só me identifiquei com as ideias dele, mas também vivenciei as coisas que ele está falando no vídeo: escolhi fazer faculdade do mesmo jeito que ele fez, por eliminação; também já encontrei pessoas mais velhas que me falaram a mesma coisa que o homem falou pra ele; também já larguei uma faculdade na qual eu não me via trabalhando no futuro (isso com 17 anos, Sistemas de informação); também fiquei nessa busca por um sentido na vida, que de certa forma me levou a fazer faculdade de publicidade e jornalismo, ter um outro olhar sobre a vida, em relação aos padrões de ostentação e poder que a sociedade está metida, e assim, terminar buscando uma vida mais simples, que culminou num mini-mochilão pelo litoral do RJ em 2012, mas que só parou mesmo quando mudei pro interior de SP em 2013, em Bauru. De lá pra cá, eu passei esses anos conhecendo gente, aproveitando a amizade, buscando ter lazer, buscando minha essência mais natural na vida, e hoje eu não vejo sentido em muita coisa, até porque, como no próprio vídeo o homem falou pra ele que nunca tinha pensado na morte enquanto era jovem, eu trabalhei como cuidador de idoso e vi a morte em vários momentos, de 1 minuto atrás a pessoa estar viva e de repente não mais. Então acho que pela semelhança nas experiências que ele teve, talvez pensemos bem parecido. Eu penso num termo há um tempo chamado "não-objetivo", que seria você viver pela vida e não por metas, estabelecendo planos pra ter mais coisas, mais cursos, mais faculdades, mais bem materiais que não são necessários. Não tô falando de ser pobre não, mas de ter o necessário pra viver bem. 

E no vídeo ele fala um trecho bem interessante sobre isso: "Liberdade, no sentido pleno da palavra, é você existir sem necessidade nenhuma. Enquanto você estiver uma necessidade, você estará preso a ela. A sociedade é feita pra acorrentar a gente: padrões falsos, valores falsos, realidades falsas. Eu fui movido pelo medo de chegar no fim da vida, olhar pra trás e ver uma vida sem sentido." E tem gente que vive querendo deixar um legado, querendo seguir um sonho de adolescente. Eu não vejo mais sentido nisso. Eu já sei como vai ser o final da minha vida e não quero perder tempo com coisas desnecessárias, inclusive por isso que saí das redes sociais também. 99% das pessoas que estavam adicionadas no meu perfil não me conhecem quase nada, são só conhecidos achando que são amigos, quando amizade pra mim é uma coisa muito mais profunda, quase como um irmão. E o jeito que eu quero ser lembrado depois da minha morte é de alguém que viveu a vida como quis, fazendo escolhas e se responsabilizando por elas. Não quero deixar nenhum legado, nem quero ter um perfil nas redes sociais pra ficarem lamentando minha morte. Quero ser imediatamente esquecido pelas pessoas que não conviveram comigo e lembrado eternamente pelas pessoas que estiveram ao meu lado enquanto eu estava vivo. Talvez até você possa estar lendo isso no futuro quando eu não estiver mais aqui, então é isso. 


sábado, 29 de janeiro de 2022

Quem é o responsável?

Tem acontecido algumas situações na minha vida que me fizeram refletir sobre um assunto muito interessante: a responsabilidade que cada pessoa tem em decidir sobre o próprio destino e as próprias escolhas mesmo. Só que, agora vem a parte lamentável, essas pessoas não assumem a própria responsabilidade que elas têm sobre a própria vida e jogam inclusive a liberdade de decisão delas pra outras pessoas, isso quando não culpam o próprio destino, Deus, os signos, ou qualquer outra coisa. E comecei a pensar em filmes que de certa forma falam sobre isso, mesmo que subliminarmente.

Por exemplo, no Jurassic Park. Tudo que aconteceu, os dinossauros ficarem soltos, comerem as pessoas, e toda aquela confusão, só aconteceu pois um homem desligou as cercas elétricas. A responsabilidade não pode ser dos dinossauros, eles são seres instintivos, selvagens. Então quem causou tudo foi esse cara, inclusive a própria morte depois que ele é devorado por um dos dinossauros.

Titanic: navio sai pra uma viagem e bate num iceberg. A culpa é do iceberg? Muita gente pode pensar que é, mas a culpa não pode ser de mais ninguém do que dos vigias que estavam na torre do navio, que esqueceram os binóculos. Eles teriam avistado o iceberg muito antes e teria dado tempo de desviar. Mesmo assim, a culpa das mortes não pode ser deles, pois o dono do navio fala que só colocou botes suficientes pros ricos, ou seja, a responsabilidade das mortes foi dele.

Eu sei o que vocês fizeram no verão passado: 4 amigos se envolvem num acidente e matam um homem. A culpa é dos 4? Não. A culpa de tudo que aconteceu nesse acidente foi de um deles, que estava fazendo bagunça no carro, colocou o corpo pra fora do teto solar, derrubou a garrafa de bebida no motorista, atrapalhando ele a dirigir e assim a não ver o homem passando na estrada. Além disso, todo o decorrer da decisão de se livrar do corpo foi guiada pelo mesmo cara, que praticamente coagiu os outros 3 amigos a entrarem num acordo de não falarem nada sobre isso. Mesmo assim, cada um dos 3 também foi responsável por seguir com isso, eles podiam ter procurado a polícia e contado tudo que aconteceu, eles optaram por não fazer.

Impacto profundo. Esse sim é um filme que ninguém tem culpa de nada, a não ser a natureza. Um meteoro está vindo pra Terra e irá acabar com a humanidade. Isso não é culpa de ninguém. Mesmo assim, o governo assume a responsabilidade e cria um gigantesco abrigo subterrâneo pra garantir a sobrevivência de muitas pessoas. Ou seja, mesmo que a responsabilidade do meteoro não seja deles, eles assumiram a responsabilidade por manter a humanidade viva após a catástrofe.

Esqueceram de mim. Uma família sai de férias e esquece um dos filhos em casa sozinho. Essa história tem vários detalhes. O menino fez bagunça e ficou de castigo num quarto isolado, na noite anterior. De madrugada, faltou luz, desligou os despertadores, e eles acordaram em cima da hora, por isso saíram na correria. Mesmo assim na contagem das pessoas, o número estava certo, pois a menina responsável pela contagem, acabou se confundindo e contou um dos vizinhos que estavam por ali, por engano. Por isso, os pais confiaram nela. Então tem vários eventos ai: a mãe pode ter sido culpada por isolar o menino num quarto que facilmente iriam esquecer dele, mas ainda não é culpa dela isso. Ter faltado luz também não pode ser a causa da situação, pois foi um evento totalmente aleatório. Quem errou, ao meu ver, foi a menina que contou as pessoas antes de entrar na van, depois disso falando pros pais que estavam todos lá. Os pais confiaram nela.

O rei leão. Acho que essa é bem óbvia, mas a culpa de tudo que acontece no filme é do Scar. Ele armou que o Simba ficasse sozinho, ele avisou o Mufasa que ele estava em perigo, ainda jogando-o do penhasco. Só que, olha só, ele tira toda a culpa dele e transfere pro Simba. Com isso, o Simba foge por anos, até perceber que não foi ele que causou isso.

Sexta-feira 13. Uma coisa que nunca aceitei nessa história foi o fato da mãe do Jason matar todo mundo que estava no acampamento, simplesmente pela morte do filho dela anos atrás, que deveria estar sendo observado pelos vigias do local. Ela já assassina os 2 vigias logo no começo. Mesmo assim, ela continua a atacar todo mundo que está no acompanhamento, mesmo que não tenham tido nenhuma responsabilidade pelo que aconteceu com o Jason.

Gremlins. O menino ganha de presente um bicho que quando come algo depois da meia-noite de transforma num monstro. De quem é a culpa? Do próprio bicho, do pai, do menino que acaba dando comida pra eles depois da meia-noite... Ou do menino da loja de velharias que desobedeceu o avô e vendeu o bicho escondido pro pai que procurava o presente pro filho? São vários responsáveis nessa história, mas o único que não pode ser responsabilizado é o próprio bicho.

Pânico. Essa é uma das mais contraditórias. Analisa só: um menino comete um monte de crimes e a justificativa dele é que o pai dele tinha um caso e que a mãe dele foi embora por causa disso. Ele culpou a amante, que no caso é a mãe da namorada dele. Ou seja, ele matou a amante do pai e depois se relacionou com a filha dela. E isso tudo justifica o abandono da mãe que foi embora da cidade. Mas vamos pensar um pouco. O pai dele escolheu ter uma amante, certo? Ele não tem nenhuma culpa nisso? Ele aparece inclusive no filme e nem é trazida essa reflexão pra história. 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Conhecendo Santos (SP) - Sesc Santos

Um dos lugares que mais gostava de ir quando morava em Bauru (morei lá de 2013 a 2021) era o Sesc. E hoje, fui conhecer o Sesc de Santos. É incrível como esse lugar tem tanta coisa que eu gosto. Tinha uma exposição lá de quadros, a biblioteca com o tipo de livro que eu gosto, a programação dos eventos com o estilo das coisas que me interessam. Não tem outro lugar que tenha tanta coisa que eu me identifique tanto.

Comparação de cenas: Quero ser grande X De repente 30

Além da história ser basicamente a mesma nos dois filmes, ainda tem um momento onde ocorre uma dança inesperada, também nos dois filmes. Pode ter sido uma grande coincidência, até pode, mas eu duvido muito. 

Os 39 degraus (1935)

Esse filme é do Hitchcock, o que me levou a pegar pra assistir, mas também porque eu comprei o livro que deu origem ao filme. Mas achei bem estranha toda a história do filme, talvez no livro seja diferente, ainda não terminei de ler: é sobre um cara que foi acusado de matar uma mulher, mas como principal suspeito, ele acaba fugindo e o filme é praticamente sobre essa fuga dele. E o título e todo o conceito dos 39 degraus, que me deixaram curioso pra entender do que se tratava, é revelado só no último momento do filme: é sobre uma equipe de espiões que se chama Os 39 degraus e que foram os verdadeiros responsáveis por matar a mulher no começo. É isso. Simples demais, mas observando dentro da carreira do Hitchcock, isso é um formato que vai acabar vindo culminar anos depois em filmes como Psicose, Um corpo que cai, Rebecca e A dama oculta, que se baseiam em revelações. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

De repente 30 (2004) - Indicado por Thayna Leal

Fiquei meio confuso com esse filme, mas ao mesmo tempo achei interessante o jeito que ele se encaixa em 3 subgêneros temáticos. O primeiro é a velha comédia romântica totalmente previsível: menina se apaixona por um menino, que obviamente já está interessado em outra pessoa, aí se estabelece o triângulo amoroso, até que, algo acontece e os dois terminam juntos. 

O segundo tema é o seguinte: aqui acontece a mesma história do filme Quero ser grande, de 1988, que eu até achei muita coisa plágio descarado, como as danças que acontecem na rua. No filme antigo, acontece uma dança com dois homens pisando em teclas de um piano enorme no chão, e nesse acontece uma dança no meio de uma festa com um pessoal fazendo a coreografia do Michael Jackson. O enredo do filme também é bem igual: no outro filme, um menino faz um pedido numa máquina mágica de um parque de diversões, ele quer ser adulto, e simplesmente acorda assim. Nesse aqui, é um pó mágico que cai na cabeça de uma menina quando ela faz o pedido de ter 30 anos.

O terceiro tema. Sabe aquela história do Efeito borboleta, de mudar o passado? O desfecho é isso: a menina que acordou com 30 anos agora se arrependeu de ter perdido o amigo que era apaixonado por ela, e quando volta pros 13 anos já não perde oportunidade, aí a história dá um salto no tempo pra mostrar que os dois acabaram juntos. E é isso. É um filme legal no geral, tem a Jennifer Garner, do seriado Alias - Codinome perigo, que é bem diferente do estilo desse filme. Mas me pareceu um filme feito para mulheres, tudo envolve o universo feminino e os homens são representados como uns bobões, com exceção do cara principal que ela é apaixonada. Se ele fosse lançado como uma versão do Quero ser grande 2 iria ser bem legal.

Agora o que eu achei meio confuso: no momento que ela fez o pedido de ter 30 anos, ela não simplesmente acordou com 30 anos, e sim, a vida dela deu um salto no tempo, como se ela tivesse vivido normalmente dos 13 aos 30, só que sem se lembrar, como se tivesse ficado uma lacuna na memória ou algum tipo de amnésia temporária. Isso ficou mal explicado. Mas quando ela deseja ter 13 novamente, ela retorna, como se tivesse apagado uma "realidade alternativa" da vida dela e agora iria começar do zero. Mas aí que está a confusão: ela volta consciente do que aconteceu nessa "realidade dos 30 anos". Ela não apenas regrediu normalmente, ela voltou a ser jovem com a mente de 30 anos. Pra mim, ela nunca saiu do armário e o filme foi tudo uma coisa da cabeça dela enquanto ela estava no armário: ela imaginou todo esse futuro, abriu os olhos e estava lá de novo.

domingo, 23 de janeiro de 2022

Livro: O clube do filme (Capítulo 1)

Como o próprio título ja diz é sobre um clube de pessoas que vai assistir a filmes. A questão aqui é como esse clube surge: um pai observa que o filho não está muito feliz com a escola e o confronta com um desafio. Ele permite que o filho saia da escola, mas ele tem que assistir 3 filmes por semana com o pai. Filmes clássicos, que servirão como base de educação pro filho. Nesse primeiro capítulo, eles assistem Os incompreendidos e Instinto selvagem

Livro: O poder da mente (Capitulos 1-3)

Esse livro tem um título que pode ser muito mal interpretado, além de que pode atrair leitores que podem achar que vão ficar em casa pensando em ter algo e que vai se materializar magicamente. O poder da mente, na verdade, também é o poder da ação, como também é o poder do hábito. Se você criou um hábito, você mudou a sua mente pra conseguir isso. Acho que às vezes uma atitude pra conseguir uma coisa é muito mais eficaz do que simplesmente ficar pensando nela. Os três primeiros capítulos falam basicamente de que cada um tem uma mente que, se tiver maus pensamentos, pode "aprisionar" a pessoa. Mas não pensamentos corriqueiros, o livro fala de pensamentos que estão enraizados, como no caso a pessoa acreditar que se os pais dela foram de um jeito ela também vai ser ou se o signo dela disser uma coisa é porque assim vai ser. O livro quer dizer que não, que cada um pode alterar esses pensamentos, que eu substituiria por "crenças" pra ficar mais claro. Então o poder da mente não é nada mais que o poder da crença. E essa crença que vai determinar o jeito que a própria pessoa se trata e se coloca nas situações da vida. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Quantos filmes que ganharam o Oscar de melhor filme eu já assisti?

Só por curiosidade, fui ver quantos filmes que venceram o Oscar de melhor filme, desde o começo da premiação, pra descobrir os que eu assisti. Ao todo, foram 18 filmes. A lista está abaixo. Coloquei o ano da premiação, com o número da edição.

  • 1940 - 12 - E o vento levou
  • 1941 - 13 - Rebecca
  • 1944 - 16 - Casablanca
  • 1960 - 32 - Ben-Hur
  • 1961 - 33 - Se meu apartamento falasse
  • 1974 - 46 - Golpe de mestre
  • 1976 - 48 - Um estranho no ninho
  • 1977 - 49 - Rocky, um lutador
  • 1978 - 50 - Noivo neurótico, noiva nervosa
  • 1992 - 64 - O silêncio dos inocentes
  • 1994 - 66 - A lista de Schindler
  • 1996 - 68 - Coração valente
  • 1995 - 67 - Forrest Gump
  • 1998 - 70 - Titanic
  • 2000 - 72 - Beleza americana
  • 2002 - 74 - Uma mente brilhante
  • 2006 - 78 - Crash
  • 2010 - 82 - Guerra ao terror

Quantos filmes adaptados dos livros da Lois Duncan já assisti?

Lois Duncan escreveu o livro que deu origem ao filme Eu sei o que vocês fizeram no verão passado lá em 1973, quando o filme veio ser adaptado e conhecido mundialmente em 1997. Tudo bem que a lista está considerando apenas o primeiro filme, mas toda a franquia se baseia de fato no livro de alguma forma, inclusive a série que saiu ano passado, as sátiras, e milhões de filmes que usaram a fórmula que ela meio que ajudou a estabelecer, embora esse crédito nunca tenha sido dado a ela. Além disso, o filme Tentação fatal faz uma menção explícita a um livro dela, mas também o crédito não foi dado a ela, por isso não está na lista. Então, se for considerar apenas os filmes que foram adaptados dos livros dela, eu assisti apenas 3.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Quantos filmes do Wes Craven já assisti?

Eu particularmente gosto mais dele do que dos filmes dele. Obviamente amo os filmes Pânico, também gosto dele ter criado A hora do pesadelo, mas tem alguns filmes dele que são muito grotescos e violentos, que passam o limite do aceitável. Mesmo assim, por curiosidade, eu fui assistir. Ao todo, vi 10 filmes dele.

Quantos filmes do Kevin Williamson já assisti?

Ele não fez tantos filmes, na verdade teve uma época nos anos 90 onde ele fez vários filmes de suspense e terror e depois foi fazer seriados. A maioria ele fez como escritor, mas também chegou a trabalhar como diretor e produtor. Praticamente assisti 100% dos filmes dele, pela lista do Wikipédia tem um filme que ele produziu que ainda não foi lançado. Tirando esse eu vi todos os outros, um total de 11 filmes.


Quantos filmes do Alfred Hitchcock já assisti?

Muita gente conhece ele por pouquíssimos filmes, como Psicose, Os pássaros, Um corpo que cai, Janela indiscreta. Eu peguei vários filmes dele pra assistir e ter uma noção maior do trabalho dele, mais ainda falta muito pra assistir todos. Até agora assisti 11 filmes.

Quantos filmes do Steven Spielberg já assisti?

Pegando a lista de filmes do Spielberg, me dei conta de quantos filmes já vi dele e como tem tantos que ainda faltam pra ver a filmografia dele como um todo. Ao todo já assisti 19 filmes dele, contando os que ele dirigiu, pois ele também trabalha como produtor.

Comparação de cenas: Chaves X Halloween

No filme Halloween, em algum momento, o assassino coloca um lençol cobrindo o corpo, se passando pelo namorado de uma menina. No Chaves, acontece bem parecido, com o Seu Barriga usando o lençol pra se passar por fantasma pra assustar o pessoal da vila. A semelhança vai ao ponto de, nas duas histórias, ter o furo feito no lençol pra encaixar os olhos e ainda usar óculos por cima do lençol. Tive a impressão de que Chaves estava fazendo uma referência ao Halloween, mas olha só: esse episódio veio 1 ano antes do filme.

Golpe de mestre (1973)

Antes de falar sobre o enredo do filme, acho muito legal descobrir atores em filmes que eu nunca imaginaria. No caso, o ator que fez Tubarão, o caçador, em 1975, já estava nesse filme aqui 2 anos antes. E o mais estranho é que ele viria a falecer em 1978, ou seja, esses foram os últimos anos da vida dele e dois dos últimos filmes que ele fez. Agora, sobre o filme Golpe de mestre, também é interessante ver como ele foi premiado na época, ganhando até o Oscar de melhor filme, quando estava competindo com O Exorcista, além do Oscar de melhor diretor mesmo competindo com Ingmar Bergman e Bernardo Bertoclucci. Então já dá pra imaginar o impacto que foi esse filme na época.

Agora, vamos à história: é basicamente, como o próprio título já deixa claro, uma história de golpistas. Mostra o modo como eles dão os golpes pra tirar dinheiro de outras pessoas. A questão é que em alguns momentos fica bem surpreendente o modo como eles fazem e as artimanhas que eles arrumam pra conseguir o que querem. Por exemplo, armando uma situação envolvendo várias pessoas só pra tirar dinheiro de um cara específico, inclusive fingindo que morreram depois de terem levado tiros, tudo armado. Quando o tal cara foge eles levantam e comemoram o golpe que deram. 

Essa história me lembrou muito um personagem da série LOST, o Sawyer, que vivia dando golpes nas mulheres pra roubar o dinheiro do marido delas. Acho que os escritores da série talvez tenham assistido esse filme aqui e tiraram uma inspiração no personagem, pois algumas situações são bem parecidas. Outra curiosidade: teve uma sequência em 1983, mas não com o mesmo sucesso. Também tem uma outra forma de analisar esse filme como parte da parceria do diretor com os dois atores principais, que já tinham trabalhado juntos no filme de 1969, Butch Cassidy, e resolveram repetir a parceria nesse.

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Superbad (2007)

Dentro da história dos filmes de comédia adolescente, onde os principais exemplos são Porky's e American pie, tem um subgênero que se destaca também pelo foco não em situações, mas por diálogos. E dentro desse conceito, eu coloco o Superbad. Antes de tudo, não tem uma explicação no filme pra esse título, o que também não faz diferença. A história foca em 2 amigos, ou seja, é um filme que fala principalmente sobre amizade, e não amizade apenas, mas em um momento bem específico: são dois amigos de muito tempo que vão finalmente se separar quando o ensino médio acabar e estudar em faculdades diferentes. E eles querem aproveitar esses últimos momentos, na verdade o último grande momento: uma festa onde eles poderão finalmente tentar se aproximar das garotas que eles sempre foram fascinados mas nunca conseguiram nada. 

O grande diferencial em Superbad é que a dublagem é bem explícita em relação a palavrões, até hoje não vi nada igual. E o filme tem várias partes bem ousadas e um humor muito "cancelável" nos dias de hoje. Tem algumas cenas que muita gente não vai gostar, mas ao mesmo tempo tem uma ingenuidade nos personagens, que não tem como terminar o filme não gostando deles. E o filme é só isso mesmo, até parece um roteiro bem simples, mas a intenção me parece ser mostrar esse momento da fase dos estudantes e a amizade deles. Também foi o começo de vários atores renomados atualmente como a Emma Stone e o Jonah Hill.

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domingo, 16 de janeiro de 2022

Pânico (2022)

Eu tô com tantos pensamentos e reflexões a respeito do novo Pânico que eu ainda preciso digerir algumas coisas antes de realmente fazer uma análise completa sobre ele. Talvez precise fazer várias, depois rever o filme pra pegar alguns detalhes que passaram batido também. Mas vou dar uma análise geral do que eu vi. Vamos lá. O filme é realmente muito legal, bem feito, tem tudo o que um filme da saga teve. Tem a metalinguagem, tem personagens legais, teve o trio principal de novo juntos, a policial loira do quarto filme voltou também. E teve algumas coisas bem inesperadas: a história dessa vez incluiu parentes dos personagens antigos. Por exemplo, os sobrinhos do Randy são apresentados dessa vez, filhos da irmã dele que aparece no terceiro filme. Também tem a volta do Billy Loomis, numa aparição completamente inesperada, como uma "visão" que a filha dele está tendo, falando com ele. O cenário buscou também a casa do Stuart do primeiro filme. 

Os filmes STAB continuam também. Saiu um novo filme STAB 8, assim como saiu o nosso Pânico novo, e a motivação dos assassinos está ligada ao filme. A questão é que são dois fãs dos filmes STAB que estão decepcionados com a indústria do cinema que, segundo a visão deles, não respeita os fãs, fazendo filmes de qualidade ruim. E isso realmente faz sentido quando eles citam alguns filmes que passaram por isso. E além disso, esse filme não tem o número 5 pois ele não é uma sequência mesmo, o conceito dele é mais profundo. É um filme "legado", ou seja, filme que retorna com a mesma ideia só que apresentando personagens novos, mas sem deixar os antigos de fora. Só esse ano dá pra citar Space Jam, Halloween, Matrix... E ainda tem Jurassic Park, Jumanji, entre muitos que fizeram isso. E até a estreia desse Pânico, esse conceito não havia sido trazido com frequência, ou seja, é o Pânico fazendo o que fez em todos os filmes até agora: uma análise do momento atual do cinema.

Ah, uma coisa me deixou muito puto e saí do cinema um pouco chateado. O Dewey morreu, e foi uma morte bem violenta e desnecessária. A policial loira também morre, depois de 11 anos da aparição dela em Pânico 4. Não gostei mesmo, não precisava ter ido pra esse lado. São personagens que a gente está acompanhando há 25 anos. Pra finalizar, valeu a experiência, assisti o filme no cinema Roxy de Santos, foi a primeira vez que fui lá também. Em dois momentos a plateia foi a loucura aplaudindo quando o Dewey supostamente matou o assassino, pra logo depois ser surpreendido e morrer... E quando a Gale e a Sidney finalmente matam os assassinos no final. Também achei uma coisa estranha: no cinema tinha muita criançada de uns 10 anos, ocuparam o fundo inteiro do cinema, sem nenhum responsável. Também teve um pai que levou os filhos fantasiados de Ghostface. Isso tudo fez a graça do dia 13 de janeiro desse ano. Mas ainda espero que dêem um jeito de trazer o Dewey de volta de algum jeito, ele não pode morrer. Mas o corpo dele não apareceu realmente, então pode estar vivo. Aguardando.



terça-feira, 11 de janeiro de 2022

American Pie 2 (2001)

Engraçado como esse filme parece bem básico e sem um enredo, mas ele trouxe todos os elementos que viriam definir o futuro da franquia como um todo, não só os filmes "oficiais" mas também os filmes paralelos, que somando todos já são 9. Nesse filme aqui fica definida a reviravolta do relacionamento do Jim com a Michele que vai culminar no casamento deles no terceiro filme. Além do esquema da banda do acampamento dela que retorna no quarto filme, e a família do Stifler, que protagoniza os filmes paralelos. Tudo isso teve início nesse filme. 

A única coisa que achei meio fora de sentido nesse filme foi o motivo pra ele acontecer. Tudo bem que é como se fosse um reencontro dos amigos de férias numa casa de praia, mas demora muito pra chegar nesse ponto, como se o roteiro apontasse pra várias direções ao mesmo tempo. Também ficou bem estranho o modo como os personagens se deslocam tão facilmente entre locais aparentemente distantes. Por exemplo, o Jim está na casa de praia, de repente, quase instantaneamente, ele já está no meio do acampamento da banda da Michele. E a casa onde eles estão pintando, a que tem as duas mulheres, não ficou bem explicado o que eles estavam fazendo ali. Não sei, pareceu que faltou alguma explicação disso tudo. 

Mas como sequência do primeiro, o roteiro se preocupou em trazer todo mundo de volta, isso é muito legal, rever os personagens, ao mesmo tempo que a história avança. Além disso, os próximos capítulos dessa história vão levar ao caminho óbvio que é o casamento do Jim, o que fecha a trilogia de maneira perfeita, e o futuro reencontro deles depois de 9 anos, agora adultos. Então como parte desse conjunto de 4 filmes faz bastante sentido, mas vendo ele sozinho fica a sensação de que é um filme perdido e sem nexo. Queria saber se quando fizeram a trilogia original já tinham um planejamento dos três filmes ou foi algo que foi sendo idealizado isoladamente. 

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sábado, 8 de janeiro de 2022

Uma semana pra estreia de Pânico 5

Expectativa é uma droga. Por isso evito fazer expectativas sobre qualquer coisa. Mas com Pânico, foram filmes que sempre me surpreenderam, os quatro. A série não, embora eu ache legal, mas não adiciona nada de novo na história, só leva pra outro elenco vivendo as mesmas situações, só que em capítulos. Mas com Pânico 5, que na verdade, misteriosamente, o título é apenas PÂNICO, sem o 5, tem algo aí me deixando muito curioso. Eu acho que há uma grande reviravolta na história, na franquia como um todo. Depois de 25 anos do primeiro filme. Embora ele seja de 1996 e o 5 vai ser de 2022, mas é praticamente 25 anos. Agora vamos ao motivo de eu estar curioso sobre o filme.

Os 3 primeiros são uma história fechada sobre 5 assassinos e suas motivações. Um complementa o outro. Inclusive, dentro do enredo, os personagens analisam como funciona o mundo do cinema. No primeiro filme, eles falam sobre os filmes de terror originais. No segundo, o assunto são as sequências de filmes. No terceiro, é sobre o desfecho da trilogia. O quarto, depois de 11 anos, fala sobre o que aconteceu no mundo do cinema entre 2000 e 2011, regravações e sequências longas de filmes. E agora, esse assunto subliminar aí, que vai além da história de assassino, que me deixa intrigado. Por que colocaram o título somente Pânico? A atriz que faz a Gale disse que não é uma regravação e nem uma sequência. Então é o que? Isso que eu quero saber. Falta uma semana.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

1922 (2017)

Não sei exatamente se há um subgênero pra esse tipo de história, mas nesse filme há algo visto em muitos outros: alguém comete um crime, oculta as evidências e depois passa a sofrer quando tem consciência do que fez. Foi assim em Crime e castigo e também em Match point. O diferencial aqui: pai mata a esposa com a ajuda do próprio filho, jogam o corpo num poço na fazenda deles. Depois o filho acaba fugindo com a namorada e se tornando um bandido enquanto o pai fica perturbado e tendo alucinações sozinho na casa da fazenda, inclusive vendo a esposa morta. Basicamente é isso, além de que a história é contada em flashback, o filme todo seria apenas o pai escrevendo o relato de tudo num papel e o que a gente vê são as lembranças dele. Vendo esse filme dentro da carreira do Stephen King é interessante como ele cria histórias sem a necessidade de estabelecer o final, me parece que apenas deixa a história fluir pra onde ele quiser e interrompe de qualquer jeito. Ele faz isso em vários filmes, talvez apenas pra mostrar um aspecto psicológico dos personagens dentro de uma realidade sobrenatural. Vendo por esse lado é legal, mas se for analisar o filme isoladamente ele é bem parado e simples. Também não sei se o formato Netflix de fazer filmes influenciou nisso, a história demorou muito pra estabelecer as questões principais, e isso eu já senti vendo outros filmes produzidos pela Netflix. Essa história foi lançada originalmente como um conto dentro de um livro chamado Escuridão total sem estrelas, como uma seleção de quatro histórias que talvez façam mais sentido juntas. 

Fonte da foto: aqui

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Comparação de cenas: o momento que o assassino se revela nos filmes de terror

Peguei cenas de vários filmes de terror onde é finalmente revelado quem é o assassino. Cada filme tem seu jeito de fazer isso. Por exemplo, Psicose dá uma reviravolta pra enganar a gente e mostrar que a mãe do Norman já estava morta e que ele é que estava se passando por ela. Outros filmes mostram um personagem aparentemente inofensivo se revelando o principal antagonista, como Sexta-feira 13 e Eu sei o que vocês fizeram. O único que mostra a visão do assassino é Halloween pra mostrar que o assassino é uma criança. Sexta-feira 13 - parte 5 já faz de um jeito que o assassino cai morto e a máscara dele sai. O mistério aqui é por um motivo, o Jason já morreu no quarto filme, então fica a dúvida se é ele mesmo, mas era alguém se passando por ele. E tem filmes onde o assassino faz um discurso antes de se revelar, como Prova final, Lenda urbana, Eu ainda sei. Os filmes Pânico basicamente tem um padrão com os assassinos tirando a máscara, são 7 assassinos nos 4 filmes. Porém alguns se revelam apenas chegando e dizendo que são eles. A sátira Todo mundo em pânico também. O diferencial desses filmes que além do terror tem mistério acredito que deixa tudo mais interessante, pode ver que filmes como A hora do pesadelo ou Brinquedo assassino não aproveitam esse recurso. Isso prova que filmes de terror não são todos iguais, eles podem até ter semelhanças mas cada um faz da sua própria maneira.