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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Lost (temporada 1, episódio 7)

Olho do Charlie. História dele: queria sair da banda por causa da vida errada que levava (ele diz isso pra um padre no confessionário), mas logo seu irmão diz que a banda tem uma proposta de uma gravadora. Eles continuam tocando, só que Charlie é contra o uso de drogas do irmão, o que acaba acontecendo é que o jogo inverte, o irmão toma jeito, casa e tem uma filha e ele que acaba virando o drogado querendo continuar com a banda. Na ilha, o Locke tenta ajudar ele a parar com a droga que logo vai acabar também, citando o exemplo de uma mariposa (que é o título do episódio) e como ela tem que sair do casulo sozinha. Engraçado que Charlie e Jack acabam ficando soterrados numa das cavernas, que tem uma mariposa lá dentro, usando a metáfora da caverna como o casulo. Além disso, citando que a caverna escura lembra um confessionário. 

Sobre os outros personagens: Sayid, Boone e Kate tentam fazer uma coisa lá pra captar o sinal de rádio, mas acaba dando errado quando alguém vem por trás e acerta ele na cabeça. Mais um mistério pra conta.

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Lost (temporada 1, episódio 6)

O episódio começa com um close no olho de novo, dessa vez da Sun, ou seja, vamos ver o ponto de vista dela. A história mostra ela e o marido bem, até que isso acaba quando ele começa a "trabalhar" pro pai dela, na verdade a impressão que dá é que ele é um assassino de aluguel. E inclusive, ela já estava planejando abandonar ele de vez, bem no aeroporto enquanto ele comprava as passagens, mas desistiu no último momento, agora tendo que ficar presa a ele na ilha. E o Jin é realmente muito estranho, ele ataca o Michael sem motivo, agride ele na frente do filho, só por causa de um relógio. E a grande revelação aqui, a Sun fala o idioma deles. O nome do episódio faz um trocadilho com o nome dela: House of the rising sun.

Sobre os outros personagens... Indiretamente, bem rapidinho, aqui se cria um mistério até irrelevante pra história quando a Kate pergunta o significado das tatuagens do Jack, mesmo assim futuramente isso vai ser explicado. O Charlie acaba pisando em uma colmeia de abelhas, bem estilo o filme Amityville. Também é o primeiro momento onde citam já o que seria literalmente a conclusão da série, em relação aos dois esqueletos encontrados na caverna, que eles chamam de Adão e Eva. Tem um momento interessante do Locke com o Charlie, onde alguém finalmente diz que conhecia a banda dele. Além disso, é o primeiro momento que o Locke cita a ilha como se fosse uma pessoa: "a ilha pode te dar o que você quiser". E tem o momento de fé que o Charlie recupera o violão dele.

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domingo, 15 de novembro de 2020

Crepúsculo (2008)

Antes de falar do enredo, fiquei surpreso com algumas coisas desse filme. Confesso que nunca tinha assistido, nem me interessado, porém tinha visto as sátiras e, assim, pensei que esse filme fosse bem pior do que realmente é. Digo isso porque as críticas a ele sempre foram bem nervosas, mas não sei se é pelo filme ou pelo fato da mitologia de vampiros ser descaracterizada. Ou seja, não achei tão ruim não. 

Agora, o enredo: a menina vai pra casa do pai (os pais dela são separados) e a história é basicamente a adaptação dela nesse novo lugar, inclusive na nova escola, onde ela tem um encontro com o tal vampiro. Só que essa revelação que ele é um vampiro, era pra ser uma surpresa, que todo mundo hoje já sabe antes de ver o filme, enfim. A explicação pra isso é que o menino virou vampiro durante a gripe espanhola em 1918. 

O resto do filme, que é só o começo de uma grande franquia, mostra o vampiro tentando lutar contra o próprio instinto ao se relacionar com uma humana, é como se fosse o relacionamento proibido de Romeu e Julieta, só que aqui o que os impede é a natureza deles. Gostei bastante da cena que ele toca piano, a música é bem legal, inclusive toda a trilha sonora é boa aqui. E tem uma história de disputa territorial entre outros vampiros e até lobisomens, que eu ainda não entendi muito bem, quem sabe nos próximos filmes.

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sábado, 14 de novembro de 2020

Comparação de cenas: Lost X Eu, a patroa e as crianças

No episódio de My wife and kids, o casal fica numa ilha e tenta lembrar como foi a sobrevivência em Lost. Só erraram uma coisa: sobre o cachorro.


 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Comparação de cenas: Halloween X Lost X Todo mundo em pânico

Essa é a clássica cena do assassino que some do nada, utilizada também no seriado Lost em outro contexto, que lembra muito o filme Halloween, futuramente sendo satirizado em Todo mundo em pânico.


quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Lost (temporada 1, episódio 5)

Resumo: o Jack continua correndo atrás do cara de terno, que na verdade é o seu pai falecido, que ele levava no caixão dentro do avião. Ao mesmo tempo, começa a faltar água e o "fantasma" do pai do Jack guia ele até uma fonte de água. O jeito que ele aparece e some lembra muito o Michael Myers, do filme Halloween. Outros conflitos são abordados, principalmente envolvendo Sawyer, Sayid e Kate, quando as garrafas de água somem, mas depois descobrem que o Boone que escondeu. E o papel do Boone nesse episódio também foi bem estranho, ele quase morreu afogado no começo, o Jack salva ele e depois ele diz que não precisava ter salvo, que ele iria conseguir. O mínimo era agradecer. O Boone termina o episódio meio que mal com os outros passageiros por ter roubado a água, sinceramente não entendi a motivação dele aqui. 

Outras coisas legais do episódio:

Começa de novo com um close num olho, no caso, do Jack quando criança. É só o começo da explicação da relação entre ele e o pai, isso vai longe ainda. Numa cena, o Charlie diz que não sabe nadar, mas em outro momento ele vai ter que fazer uma coisa nadando, então não sei o motivo dele mentir aqui. O Sawyer começa a fazer troca por produtos. As cenas da ilha encaixam perfeitamente com as cenas da lembrança, inclusive quando o Jack fala "Cadê você?" e a cena corta com a mesma frase em outro lugar. A tatuagem do Charlie, frase de uma música dos Beatles: "Viver é fácil com os olhos fechados". E o melhor momento do episódio, a conversa de Locke e Jack, onde ocorre uma análise da história Alice no país das maravilhas, justificando o título Coelho Branco. E fica o mistério: como o pai do Jack está pela ilha, se ele está morto?

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Lost (temporada 1, episódio 4)

De repente, a história dá um corte na previsibilidade e vamos ter outra noção de tudo através do olhar do Locke. O episódio começa com o olho dele abrindo logo depois do acidente, essa já é a quarta versão diferente do mesmo dia, sendo que as outras foram de dentro do avião. O episódio se resume em: Locke vai caçar um javali junto do Michael e da Kate, acaba ficando cara a cara com a criatura que não foi mostrada ainda, some, e depois surge carregando sua caça. A grande revelação aqui, que é mostrada na lembrança dele: ele era paralítico, sonhava em fazer uma trilha na selva, mas foi impedido quando o guia soube que ele estava numa cadeira de rodas, ele entra no avião, que cai... e ele simplesmente acorda na areia com o corpo todo funcionando de novo. Por esse motivo, ele acredita que a queda do avião foi coisa do destino. Além disso, há um funeral dos mortos do avião.

Sobre os outros personagens... Boone e Shannon acabam se envolvendo numa situação bem chata, onde ela manipula o Charlie a conseguir um peixe pra provar pro irmão que consegue sobreviver sozinha. Isso já é um indício do que vai ser mostrado no episódio da vida deles. A Claire participa muito nesse episódio, é uma pessoa que consegue se dar bem com todo mundo. Sayid encontra uma foto de uma pessoa do passado dele, logo vai explicar quem é. O Jack tem uma conversa com a Rose bem interessante, onde ele explica que é médico por tradição de família, que já vem explicando mais no próximo episódio. E aparece um cara de terno bem estranho... Lost é assim, vai soltando as dicas pra depois voltar e aprofundar mais à frente. No episódio anterior, por exemplo, a cadeira de rodas já tinha aparecido, mas voltou nesse pra gente ver de quem era.

Sobre o Locke: essa auto apresentação dele é sensacional, quando ele mostra que sabe caçar e que está cheio de facas. Ele ficou quietinho por alguns dias e agora dá uma de Ludmila, chega chegando bagunçando a zorra toda. Até esse momento a liderança do grupo estava entre Jack, Sayid e Kate... Agora o Locke vai dar uma desiquilibrada nisso. É até interessante ter esse tema de liderança em uma história de sobreviventes, isso vai muito longe ainda. Ah, e um dos caras do passado do Locke, o chefe dele, que enche o saco, já tem uma ligação com outro personagem... Hurley! E a calculadora que o Locke tem no escritório faz o mesmo som da criatura na selva. Coincidência?

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Lost (temporada 1, episódio 3)

Depois do episódio duplo de estreia, começam os episódios mostrando cada personagem em particular. O primeiro é sobre o passado da Kate, mostra como o policial conseguiu prender ela, depois que ela se escondeu numa fazenda. E a gente vê isso no passado dela, ao mesmo tempo em que na ilha ninguém nem ao menos desconfia, inclusive entregando a arma como se fosse a pessoa menos perigosa. E um lado da personagem também é abordado, ela teve várias chances de matar o cara que entregou ela pra polícia, e até podia ter deixado o policial morrer sem oxigênio quando o avião caiu, mas fez questão de colocar a máscara de oxigênio nele. E a conclusão do episódio, o policial não sobreviveu, sendo morto pelo Sawyer numa suposta interrupção de sofrimento. 

Os outros personagens são citados, mas bem de fundo. O Sayid ainda faz o papel de líder, os coreanos ainda estão daquele jeito estranho (ele meio grosso com ela), Charlie e Claire começam a se aproximar, a  relação do Michael e Walt tem a intromissão de Locke, e parece que o Michael está quase arrumando problemas se metendo entre os coreanos (ele chega a pegar no flagra a Sun tomando banho). Mas o final do episódio é feliz, embora tenha ocorrido a morte do policial, termina com os personagens se dando bem enquanto toca uma música lenta... até que de repente um olhar fatal do Locke vendo o Michael entregar pro Walt o cachorro, que ele encontrou. Precisava desse olhar? 

Ah, mais uma coisa: a música que a Kate ouve no carro, tem uma hora que ela diz assim: "ouve-se Patsy Cline em todo lugar"... Ela vai ouvir na ilha em breve, num disco de vinil. Mais um detalhe, reparou no isqueiro que a Kate tá na mão no final do episódio? Isso tem a ver com o motivo pelo qual ela foi presa. Outra observação: o título desse episódio é Tabula rasa, que é o nome de uma teoria do verdadeiro John Locke, filósofo do século XVII, que fala sobre o ser humano ser uma folha em branco onde vão sendo gravadas as experiências.

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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Lost (temporada 1, episódio 2)

Antes de falar do episódio, quero deixar explicado o seguinte: por mais que esse seja o episódio 2, ele é a parte 2 do episódio 1. Ou seja, há dois jeitos de ver. Têm vários episódios que foram feitos para serem exibidos juntos, só que pra organizar eles foram divididos em dois. Então, no caso, aqui continua a mesma história do primeiro, como uma história fechada de apresentação da série como um todo.

Na parte 1, foi apresentado o ponto de vista do Jack e ele meio que líder do grupo. Essa segunda parte deixa ele um pouco de lado e foca em outros sobreviventes. As lembranças do avião são do Charlie e da Kate, além de se juntarem a eles mais gente para tentar captar um sinal de rádio: Shannon, Boone e Sawyer, dessa vez liderados por Sayid. Também tem um destaque pro casal coreano, pra Claire e pro Michael e Walt, e a primeira participação real de Locke. Ou seja, esse capítulo nos apresenta mais 10 personagens.

Agora vamos ao resumo: esse grupo vai pro alto da montanha tentar captar um sinal de rádio e acaba achando um sinal de outra mulher, uma francesa, que já está lá há 16 anos. Além disso, eles se deparam com um urso polar, que o Sawyer acaba matando a tiros. E o Jack descobre que a Kate era uma prisioneira que estava sendo levada por um policial, que é o cara que está quase morrendo. Basicamente, é isso. 

Coisas interessantes do episódio: 

O modo como as lembranças de Jack, Charlie e Kate se unem é bem interessante e faz a gente pensar no trajeto que a aeromoça fez. Há um choque cultural entre a Kate tomando banho de roupa íntima e a Sun sendo proibida pelo marido de abrir um botão da camisa. Inclusive o Jin nesse começo realmente era bem grosso com ela, depois a história muda. O gibi que o Walt lê tem um urso polar e depois aparece o urso na ilha, já é uma prévia do episódio que isso será mais desenvolvido. A relação do Boone e da Shannon também, os dois são meio que barraqueiros, enquanto o resto do pessoal (tirando o Sawyer) tenta ficar em paz, mas aqui também já dá pra ver como ela manipula as emoções dele e ele sempre fica tentando salvar ela. A carta do Sawyer, muito importante no desenvolver do personagem, já tava aqui. A metáfora do jogo de gamão que o Locke diz "dois jogadores, dois lados" já indicava o futuro da série. Então se vê que, por mais que a história não estivesse ainda totalmente planejada, tudo que foi desenvolvido mais pra frente já estava nesse primeiro episódio, um embrião.

E a lista dos mistérios começa a aumentar: O que é a criatura da floresta? De onde veio o urso polar? O que aconteceu com essa francesa? Por que a Kate foi presa?

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domingo, 8 de novembro de 2020

Lost (temporada 1, episódio 1)

Resumão: um avião cai numa ilha, 48 passageiros sobreviveram. Na primeira noite, uma criatura misteriosa vagueia pela floresta fazendo um som de dinossauro misturado com som de máquinas. No dia seguinte, 3 sobreviventes vão até a cabine do piloto (o avião se partiu no ar), encontram ele vivo mas logo ele é devorado por essa criatura, que ninguém conseguiu ver o que era. Fim.

Lost é uma história que aparenta ser uma coisa, mas no fundo é outra. Parece que é uma história de sobreviventes de um avião esperando resgate, uma coisa simples, mas a parte complicada começa quando essa ilha vai mostrando cada vez mais coisas escondidas enquanto eles vão adentrando na mata. Nesse episódio foi essa criatura aí. Depois de criado o mistério, o caminho é longo até a conclusão, mas no decorrer vamos tendo dicas. 

No mais, a história é muito complexa em outro sentido: vemos várias vezes a mesma cena por ângulos diferentes, sob a perspectiva de personagens diferentes, além de surpresas que não esperávamos, coisas que vão sendo jogadas aos poucos e que vão se amarrando na frente. Por exemplo, o cachorro que o Jack vê no começo, ele aparece rapidinho mas depois vai aprofundar mais. A garrafinha que o Jack tinha no bolso com bebida, logo mostra uma lembrança dele recebendo a garrafinha da aeromoça minutos antes da queda. A Kate também na primeira aparição aparece com o pulso machucado, que só depois revela que é por causa das algemas. A série é toda assim. 

Têm duas histórias escondidas logo no começo do episódio: (1) em algum momento da série, fizeram uma temporada de mini episódios, lançados só na internet, no qual no episódio 13 (título So It Begins) mostra como o cachorro chegou ao Jack no começo do episódio. (2) em outro momento, foi lançado o livro Bad Twin, que é como um livro real lançado por um personagem fictício, no caso, o cara que é sugado na turbina, além de que o livro tem uma dedicação à aeromoça do avião. O Sawyer encontra esse livro na segunda temporada. E nele já tinha dicas do final da série, inclusive o nome do personagem Gary Troup é a palavra "purgatório" embaralhada.

Outras coisas que já estão nesse episódio e que são base pro futuro da história: a palavra "destino" que o Charlie escreve, os números do Hurley já aparecem (poltrona 23, menina de 16 anos, 48 sobreviventes), o chocolate Apolo, a história do anel da banda Drive Shaft, e por volta de 40 minutos parece um som de um pássaro que aparentemente fala o nome do Hurley. 

Enfim, esse é só o primeiro episódio, ele dá a entender que o Jack é o principal da série, mas ao meu ver, ele foi o principal apenas desse episódio e de outros específicos. Inclusive a cena inicial é o olho dele abrindo, em vários episódios são de outros personagens, eu interpreto isso como: esse é o ponto de vista desse personagem hoje! Tem muita técnica usada em filmes de terror pra dar sustos, ou o personagem que cai bem na hora que está fugindo de alguma coisa. E ele mistura, aparentemente, história de tragédia de uma ilha com história de monstro, como se Náufrago tivesse encontrado Godzilla.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A garota no trem (2016) - Indicado por Marcos Fernandes

Já vamos direto ao resumo, começando pelo título... Essa garota no trem, na verdade, parece meio aleatório, mas o título é uma metáfora de como ela enxerga a vida através da janela do trem, em um caso bem específico. Todo dia, ela passa em frente à casa onde seu ex-marido morava com ela, porém agora tem uma outra mulher no lugar, que foi amante na época que os dois eram casados. E esse é só o ponto inicial do filme.

Depois vai se revelando cada vez mais interessante a história dela, do ex-marido, da amante que agora é a nova esposa dele, além disso da babá que cuida do filho deles e do marido da babá. A história engana tanto a gente que, em algum momento, parece que a protagonista (a do trem) é meio perturbada, paranoica e  está alcoolizada o tempo todo (ela anda tomando vodca na garrafinha dela). 

E essa é realmente a parte interessante do filme, que até chega a ser confuso, mas depois esclarece tudo de uma forma bem legal: na verdade, essa cara aí (o marido) é um maníaco, que traiu ela e já estava traindo a nova esposa (ex-amante) com a babá, que ele acaba assassinando ao saber que estava grávida. E no final, a garota do trem e a mulher que foi amante do marido se unem pra matar ele. Essa união no final muda completamente o que a gente viu até ali.

E a última reflexão, nos últimos minutos, depois que ela vai no túmulo da babá e pega outro trem: ela agora senta no lado diferente, onde não fica na direção da casa onde tudo aconteceu. Segundo ela, as três (ela, a amante e a babá) agora estão ligadas pelo resto da vida por essa história, mas agora ela já consegue mudar de posição e olhar pra frente: "Eu não sou mais a garota que eu era".

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Luluzinha - episódio 1

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Esse episódio é de 1995 e o nome original do programa é The Little Lulu Show ("o show da pequena Lulu"). Clássico desenho de infância, peguei pra ver pra dar uma distraída e acabei me impressionando com algumas coisas. Quando passava na TV, eram episódios curtinhos, mas na verdade eles foram lançados como uma coletânea, onde cada episódio mesmo possui 3 mini esquetes e entre elas há uma apresentação de stand-up da Luluzinha. Vou falar sobre as esquetes.

1) Menina verde: a Luluzinha toma banho e coloca na banheira uma tinta verde, sua mãe pensa que ela está doente, o bairro todo também pensa, porém o Bolinha tenta arrumar um jeito de ganhar dinheiro exibindo ela como "a menina verde", até que descobrem a verdade no final e se resolve o mal entendido.

2) Dia Chuvoso: Esse é bem pastelão. Mas bem engraçado. A Luluzinha e o Bolinha estão resfriados, é um dia de chuva, e eles iriam se encontrar, só que acaba um indo na casa do outro, ao mesmo tempo, sem saber. Ou seja, eles ficam se cruzando interminavelmente na rua, sem se verem e quando chegam na casa do outro percebem que já saiu. Até que isso acontece com a mãe deles também.

3) Bela Lulu: Ela ouve escondido um dos meninos dizer que ela é feia, depois disso fica triste, a mãe dela a arruma de um jeito que ela fica irreconhecível e todos se apaixonam. Até que causa uma confusão quando as outras meninas começam a ficar com ciúmes. Uma coisa legal aqui é que a mãe dela oferece a tigela do bolo com a massa batida pra ela lamber, ainda faço isso hoje em dia.

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Família Dinossauros - Episódio: A natureza chama

Temporada 3: Episódio 1 >>> Esse episódio é uma crítica ao funcionamento de uma família, as divisões de função entre pai e mãe nas tarefas domésticas. Isso só mostra, pelo menos pra mim, que mesmo depois de quase 30 anos (o programa é de 1991) ainda estamos falando sobre os mesmos assuntos. Ou seja, evoluímos? O que acontece aqui: alguém precisa trocar a fralda do Baby. O Dino chama a Fran. A amiga da Fran, Mônica, que estava numa aula de ginástica com ela, lança a seguinte questão: Dino não pode trocar a fralda? E aí tem esse momento sobre machismo. Outras coisas legais do episódio: o vaso adaptado pro Baby encaixar a cauda e a fuga dele na cadeira de rodas da vovó. E ainda tem uma sátira a música Born to be wild. Esse eu assisti em VHS.

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sábado, 31 de outubro de 2020

Família Dinossauros - Episódio: Fonte de energia

Temporada 2: Episódio 15 >>> Esse episódio eu assisti pela fita VHS da coleção, volume 6, com 2 episódios e 1 videoclipe. Resumindo: o Bobby faz um experimento pra um projeto escolar que tem potencial pra revolucionar e deixar a família rica, mas o chefe do Dino logo fica de olho e sabota tudo, roubando a ideia. Esse experimento envolve a criação de uma fonte de energia.

O episódio tem a participação do amigo do Bobby, o Marcão. E é cheio de reflexões interessantes e críticas sociais. Nesse, por exemplo, há uma crítica sobre a influência manipuladora do jornalismo, ao abuso na relação patrão e empregado, entre outras. Achei estranho que uma personagem cita que tem um cachorro. Não lembro de ter visto cachorro na série, ainda mais com um dinossauro sendo dono. 

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Revelação (2000)

Esse é o tipo de filme que aborda um tema muito usado no cinema: paranoia. E a personagem, em diversos momentos é desacreditada pelas pessoas ao redor. No caso, em Revelação, é sobre uma mulher, que mora com seu marido numa casa grande e até bem isolada (embora tenham vizinhos), que começa a ter uma impressão de que o vizinho próximo assassinou a esposa. E isso foi sim um grande mal entendido, que depois veio a ser explicado e ela saiu como paranoica. Porém, o que ela não esperava, é que iria acabar sendo perseguida pelo próprio marido dela, que tem um passado complicado.

Vamos ao passado do marido: ele teve uma amante no ano anterior, o que a esposa já descobriu e perdoou ele, porém o que ela não sabe é que ele assassinou a mulher e jogou o corpo (com o carro junto) no fundo de um rio. E quem vem querer se comunicar com a esposa em formato espiritual é essa amante. O desfecho: ele quase consegue matar a esposa também no fundo do mesmo rio, só que... o corpo da amante ainda estava dentro do outro carro que foi jogado e ela sai dele (mas acho que aqui já é o espírito) e puxa o cara pro fundo do mar. A esposa fica salva. 

Gostei bastante desse filme, não só pela história, mas pelo modo de filmagem e como o diretor conduz o suspense. Inclusive, a atriz principal, Michelle Pfeiffer, tem uma capacidade tão grande de encarnar duas personalidades no mesmo papel que é impressionante. Ela é a estrela do filme, sem dúvida. O Harrison Ford faz o papel do marido mas ainda acho ele bem básico, e esse papel dele me lembrou o filme O fugitivo também. Porém, analisando esse filme por outro ponto de vista, é uma história triste, um casal aparentemente tão legal terminar assim, além de que a mulher estava vivendo com o homem que seria seu possível assassino. Quantos casos reais a gente vê assim...

E, pra finalizar, eu pude finalmente entender (depois de 19 anos) uma referência que está no filme Todo mundo em pânico 2, que é basicamente uma sátira sobre filmes com casas assombradas: aquela cena que a Cindy fala "Acho que ela está começando a desconfiar... Sua esposa!", além de uma cena deletada que ela está numa banheira enchendo sem conseguir se mexer. Sem contar que na capa do filme, ela está com o vestido vermelho que a personagem daqui usa, e o título do filme em inglês escrito nele: What Lies Beneath.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Bicudo, o lobisomem (episódio 1)

O nome desse episódio é Um bocado de grilos. Resumindo bem basicamente, ele lembra muito o Scooby-doo, tem até uma turminha parecida, um personagem que parece o Salsicha, e o lobisomem lembra o Scooby. Mas esse episódio é basicamente sobre um "monstro", que na verdade era um professor querendo vingança. É engraçado, mas bem idiota: tem uma cena que o personagem abre espaço entre as grades de uma prisão, sai pra pegar a chave, volta pela grade pra cela, abre a cela com a chave e sai. Tipo, se ele já saiu... Por que voltou? Ah, e lembra também o Muttley da Corrida maluca, também conhecido como Rabugento.

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Eu sempre saberei o que vocês fizeram no verão passado (2006)

Antes de falar do enredo, vamos entender uma coisinha: esse filme ficou bem confuso, teve gente que achou que era regravação, ou que era continuação, ou que era uma história paralela que não tem nada a ver com os dois primeiros. Pra mim, é tudo isso ao mesmo tempo. O que aconteceu aqui: por algum motivo não fizeram a parte 3 nos anos 90, ficou em aberto, até que, um diretor foi convidado, só que ele teve o prazo de apenas duas semanas pra organizar tudo e começar as filmagens. Então, não foi uma história planejada pra continuar o que os dois primeiros começaram, por isso essa confusão toda. Mas veja como quiser, eu vejo como uma história separada, da mesma forma que o American Pie fez uma série separada da original, ou como o filme Esqueceram de mim 3 e Halloween 3 fizeram também. Coincidência isso acontecer várias vezes com o terceiro filme.

Vamos ao enredo: cinco amigos fazem um tipo de pegadinha, onde iam fingir que estavam sendo perseguidos pelo Ben Willis, como se agora ele tivesse virado uma lenda, ou seja, a própria lenda urbana citada no primeiro filme. Só que, nessa pegadinha aí, um deles acaba morrendo. E os outros quatro depois disso acabam participando de um pacto, bem parecido como foi com a turma da Julie. Um ano depois, alguém vestido de pescador começa a matar eles, até a revelação final de que... era o Ben Willis mesmo, agora uma entidade do mal, um fantasma, zumbi com olhos vermelhos, sei lá.

O que eu gostei no filme: 

A atriz principal é até legal, em alguns momentos ela é mais ousada do que a Julie foi, ou seja, mais corajosa. Esse mito do Ben Willis achei até interessante, se a série seguisse pra esse caminho eu não ia achar ruim, só faltou explicação. Com o Jason, em Sexta-feira 13: parte 6, acontece igual, só que um raio cai em cima do cadáver dele e ele vira esse zumbi aí. Só faltou essa explicação aqui. O filme é cheio de citações aos dois anteriores, como uma espécie de homenagem, inclusive mostra o gancho original, aquele que ficou com a mão decepada de Ben Willis no barco do primeiro filme, só que ele foi comprado pela internet de alguém que enviou das Bahamas, ou seja, a ilha do segundo filme. Agora, o que esse filme realmente fez melhor que os dois anteriores foi o seguinte: aqui não tem Ben Willis no começo, ou seja, eles não tem ninguém pra culpar por um atropelamento, então quando eles recebem a primeira mensagem de ameaça, começam a desconfiar um do outro, isso deixou o filme mais interessante nesse sentido. Eles sabem pouca coisa sobre o que aconteceu com Julie e os amigos, é só com base numa reportagem de jornal que eles guardaram, então não sabem nada sobre a frase "Eu sei o que vocês fizeram...", então fica mais fácil desconfiarem um dos outros. A mitologia em torno do Ben Willis sobrenatural até gostei também, a única coisa que o fere de verdade é o gancho original, ele tem um sangue preto, olhos vermelhos e uma cara meio deformada. Achei muita viagem, mas gostei.

O que eu já acho que poderia ter sido melhor:

Desde o começo já dava a entender que o pescador era um ser não-humano, sobrenatural. Era impossível alguém fazer um ataque no bondinho há 15 metros de altura, pular de um pro outro, depois sumir do nada. Isso deixou tudo muito previsível. E a produção do filme, no geral mesmo, não é tão ruim, mas ficou muito abaixo dos dois primeiros, aquela mega produção. Acho que se fosse um filme novo, que só falasse uma lenda urbana do cara com gancho ia ser melhor aceito. Como parte da trilogia "Eu sei" ele ficou bem estranho mesmo. Inclusive, o nível de cenas de morte pesadas aqui foi bem mais além do que os anteriores, isso eu acho que descaracterizou um pouco a franquia, onde o foco nunca foi a violência em si, mas o enredo. Uma personagem parece que tem um sonho premonitório da morte dela antes de realmente acontecer, isso ficou também mal explicado, embora nos anteriores a Julie tenha tido alguns sonhos também. Será que tem algo a ver? E o final, termina de novo em aberto, dando a entender que ninguém escapa do Ben Willis. E sobre o final do Eu ainda sei, aqui dá a entender que quando Ben Willis puxa a Julie embaixo da cama, ela morreu ali. O que eu não gostei, ainda esperava que ela sobrevivesse, mesmo que sendo só citada nessa terceira parte, enfim.

Sinceramente, eu até gostei desse filme, mas não gosto de ver ele como parte da trilogia. Vejo assim: 1 e 2 são uma história fechada, concisa, completa. Esse é uma coisa separada. Também já fizeram tantas versões e citações do Eu sei em outros formatos, já foi citado em tantas séries e até desenhos animados, sendo inclusive tema de músicas americanas e brasileiras, que não tem problema pensar que esse não faz parte da franquia, talvez uma história paralela. Lembro que fui ansioso pra ver quando lançou, esperava ver uma continuação da história da Julie e do Ray junto com a Karla, os 3 sobreviventes, mas isso me frustrou. Depois de eu entender tudo que se passou nos bastidores desse filme, eu pude ver com outros olhos. Mas ainda espero, quem sabe, um dia, um desfecho digno pra essa franquia que tinha tudo pra se tornar uma trilogia maravilhosa. Mas ficou uma bilogia maravilhosa e um filme extra. Ah, e o jeito que o título evolui: Eu sei, Eu ainda sei, Eu sempre saberei... Isso gostei bastante.

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CD: Raimundos - Só no Forévis (1999)

Quinto disco da banda, tem 14 faixas. Vamos uma a uma:

1) Só no Forévis: a primeira é na verdade uma vinhetinha, nem sei se é considerada uma música. No disco ao vivo, ela veio junto com outra, acho que pra economizar faixa. Então é um sambinha, com umas zoeiras, alguém fala o nome Raimundos e o nome do cd com arrotos. 

2) Mato véio: pode ser entendido como um trocadilho pra "mata o velho", esse tipo de coisa é comum nas músicas deles. É uma música rápida, todos os instrumentos tocando muito bem e intensamente. Gosto muito dela. A letra é o besteirol Raimundos de sempre.

3) Carrão de dois: o título me lembra outras músicas como Nariz de Doze, Mulher de fases... Duas palavras ligadas pelo "de" no meio. Música rápida também, a letra mantém o besteirol só que o tema aqui é carros, mas vai levemente pra um romantismo disfarçado.

4) Fome do cão: não sei definir essa música, o jeito que ele canta parece um pouco uns raps, o instrumental é pesado, me lembra um pouco o jeito que ele cantava Bê a Bá. A letra é bem confusa, parece que fala de várias coisas ao mesmo tempo, como se tivesse jogado tudo no liquidificador e batido junto. O refrão é bem legal, intenso. Ela quebra um pouco a sequência do disco que vinha com duas bem rápidas.

5) Mulher de fases: a introdução me lembra Bonita, é uma introdução bem feitinha. Foi a primeira música que eu ouvi deles. Acho bem legal, embora depois que a gente conhece outras da banda, percebe que essa parece muito pop, mas acho que é por causa da popularidade, nem pela banda e nem pela música, mas a mulherada gostou da parte "Complicada e perfeitinha você me apareceu", acho que só essa frase foi capaz pelo sucesso da banda nos anos 90, no nível que foi. Falo isso pois a letra é muita metáfora em cima de metáfora, na verdade é uma letra sobre mudança de humor das mulheres com base nas fases da lua, e nem todo mundo entendeu.

6) Alegria: O cd retoma o fôlego e puxa mais uma rápida, pois depois das duas últimas estava começando a ficar menos hardcore. A letra é uma bagunça bem legal, é o tipo de letra que eu gosto de parar e ficar refletindo em cada frase. Principalmente dessa: "Feridas que a revolta cria, eu sou o pus".

7) A mais pedida: essa foi a confirmação que o Raimundos precisava pra ganhar o rótulo de pop, sendo que se você pega as faixas 2, 3 e 6 percebe que não é bem isso. Mas a música ainda é legal, uma metáfora sobre a mídia em geral, que podia ter facilmente o título do disco, pois combina muito com a capa, quando cita o pagodeiro Salgadinho. A voz da cantora da banda Penélope também combinou bem com a música. E sempre um solo bem legal do Digão. Raimundos é bom em grande parte pelos solos também. Lembro que na época eu preferia essa do que Mulher de fases.

8) Boca de lata: a música começa com um tema, de repente, na segunda parte, vira um retalho de frases emendadas que não fazem sentido. O legal dela é o jeito que o Rodolfo canta, mudando vozes. É uma música totalmente fora do cd, até fora da carreira da banda. Lembra um pouco a Bass Hell.

9) Me lambe: essa música praticamente fecha a "trilogia" pop de sucesso da banda na época, junto com Mulher de Fases e A mais pedida. Lembro que tinha um programa na Rede TV com a Fernanda Lima, sobre clipes, sempre passava as três músicas, todo santo dia. Raimundos nesse ponto já estava conhecido nacionalmente. A letra: quiseram fazer uma polêmica em torno disso recentemente, mas é sobre um cara que sai com uma menina de 17 anos. 

10) Pompem: essa virou o melhor clipe do cd, praticamente um curta-metragem. É uma comparação como se os homens fossem mosquitos, que atacassem as mulheres. O besteirol de sempre. E quando eu falo "besteirol" não é desqualificando.

11) Deixa eu falar: outra música que foge totalmente do habitual, aqui o palavrão não é no sentido besteirol, é uma crítica à censura de uma forma engraçada, porém na ironia, um humor inteligente. Tem a participação do cara do Natiruts e do Black Alien. Essa música combina exatamente com o disco Lapadas do povo.

12) Aquela: junto daquela trilogia pop, também teve seu momento rápido de destaque, foi trilha da novela Uga Uga na época. Combina muito com a fase da banda e com o recorte que fizeram da imagem do Raimundos na mídia. Mas se as músicas lançadas na época fossem, por acaso, Mato véio, Alegria e Língua presa, a imagem da banda seria outra. Além de que, junto com I saw you saying é outra música composta pelo vocalista do Autoramas. Se você ver as duas letras ainda se completam.

13) Sapo Cururu / Língua Presa: o começo lembra muito o primeiro disco, com uma prévia antes das músicas, como Puteiro em João Pessoa. E aquelas faixas duplas... O começo é um cara com a língua presa contando a história do sapo Cururu, que quando ele fala troca o R pelo G, "Sapo Cugugu". E na parte musicada também: "Se pisar na minha área (águea) vai sair com o pé ferido (feguido)"

14) Mulher de fases (A linda): é a versão acústica. Só pra confirmar de vez o sucesso pra quem não gosta de guitarra e bateria, era uma versão que podia abranger todas as rádios. Junto com as 4 anteriores que citei que eram mais pop, o que fez o sucesso da banda explodir lá em 1999. E a surpresa final, pra quem deixar o cd rolando depois que a música acaba, uma sequência de arrotos com som de piano no fundo.

CAPA E ENCARTE: as fotos da capa são bem interessantes e até alegres, diferente do visual um pouco dark que a banda tinha até a época. Acho que era uma fase alegre na música em geral. Dentro, as letras são escritas com proporções diferentes pra cada frase, bem legal.

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Livro: Sigmund Freud (2009)

É um livro sobre Freud, conhecido como pai da psicanálise. Algumas coisas aqui relatadas me fizeram pensar bastante. Por exemplo, o modo que a cocaína era vista antigamente, já que Freud usava e chamava de droga mágica, numa época que ainda era ingrediente da Coca-Cola, sendo que hoje é uma coisa de marginal, mal vista. Outra coisa, o modo como ele diz que tudo que a gente sonha, e às vezes até quando a gente chama uma pessoa pelo nome errado, se confundindo, tem um significado oculto, inconsciente. A importância da psicologia, não pela presença apenas do psicólogo para desabafo, mas como forma de diálogo e autoexame do paciente, é outro ponto interessante. E ainda descobri o que Freud gostava de ler, o top 3 dele: (1) Édipo Rei - Sófocles, (2) Hamlet - Shakespeare e (3) Os irmãos Karamazov - Dostoiévski. Ah, e muita coisa que se sabe dele é através de registros de cartas que trocava com as pessoas, a esposa tinha mais de mil guardadas, que depois virou material de pesquisa. Imagina hoje, que ninguém troca mais carta, muita coisa vai se perder futuramente. Além disso, Freud trocou muita carta com Einstein, que eu não fazia essa relação que os dois tinham sido contemporâneos e nem se relacionado a esse modo.

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Assalto ao Banco Central (2011) - Indicado por Paulo Assis

Olha, tirando Central do Brasil, esse filme é o primeiro que eu realmente vejo, do cinema brasileiro, que me surpreendeu muito. E eu nem estava com tanta expectativa assim não, pois o tema parece tão repetitivo do que a gente já viu tanto no cinema americano, que me pareceu de primeira que era uma versão brasileira imitando os EUA. Me enganei. O filme, mesmo sendo bastante previsível, conseguiu me deixar curioso para ver o desfecho. 

E o grande segredo aqui: há um quebra-cabeça muito bem elaborado, que mistura cenas do planejamento e da execução do assalto com a futura investigação, numa técnica de pergunta e resposta que vai sendo montada muito bem. Sinceramente, coisa de gênio mesmo. Porém, as atuações e a produção ainda estão no nível das novelas da Globo, não que seja ruim, mas acho que o cinema brasileiro ainda não achou a sua cara própria. Mas esse filme aqui é uma evolução. 

Essa dinâmica lembra bastante o modo como o seriado Lost quebrava a continuidade da história e filmes como 21 gramas, Vanilla Sky e Brilho eterno de uma mente sem lembranças, que são bem fragmentados. Ah, e o resumo do filme é só isso mesmo: um grupo de bandidos assaltam o banco e depois a polícia investiga. 

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Turma da Mônica - Uma aventura no tempo (2007)

Direto ao ponto: o quarteto principal (Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão) entram numa máquina do tempo do Franjinha com a missão de recuperar uns vidrinhos com líquidos que representam os 4 elementos. Cada um vai pra uma época diferente, e aqui começa a parte interessante. Acontece um crossover (um encontro) de outras turmas secundárias dentro do universo Maurício de Sousa. O Cebolinha vai encontrar o Astronauta, que ele diz se passar no século 30. Ou seja, a história dele sempre foi no futuro? A Mônica já vai pra época do Piteco, na pré-história. O Cascão acaba indo parar com a turma do Papa-capim, o índio, século 17. E a Magali, vive uma espécie de De volta pro futuro, indo ver a turma ainda pequena e encontrando ela mesma 10 anos atrás. Ah, e o Chico Bento aparece bem rapidamente também. Muita viagem, confesso que prefiro aquelas histórias mais antigas da Mônica, sem essa ficção toda. Mas mesmo assim, achei bem interessante.

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Eu vi o que você fez e eu sei quem você é (1988)

Antes de começar a falar do enredo, queria dizer que uma das coisas mais legais em ver filmes antigos é encontrar atores em papéis que você nem imaginava: no caso, aqui, está a atriz que faz a Amanda do Jogos Mortais e o ator que faz o Bill do filme Kill Bill. Inclusive, essa atriz que faz a Amanda já estava em filmes clássicos da década de 80 e de 90, como Curso de verão (1987) e Armageddon (1998). Realmente, eu não sabia, descobri agora pesquisando. Ah, outra coisa, essa é a segunda versão do filme, tem um mais antigo dos anos 60.

Enfim, vamos ao resumo: uma amiga vai passar a noite na casa da outra, as duas inventam de brincar de passar trote, até que acabam ligando pra um cara que acabou de assassinar uma mulher. O trote era simplesmente falar a frase-título, mas o cara acaba achando que alguém realmente viu e quer tirar isso a limpo. Conclusão: o cara consegue ir na casa da menina e, quando descobre que foi só alvo de um trote, coloca fogo na casa com elas dentro. Mas ninguém morre não.

O que eu gostei no filme:

Não sei se eu realmente gostei disso, mas o filme demora muito pra chegar até o momento do trote, que acontece só aos 33 minutos. Mas o desenvolvimento dos personagens é bem longo, fica revezando entre as meninas e esse cara, até que as duas histórias se cruzam. Achei bem legal a parte que o cara repara que a menina sabe o nome dele sem ele ter dito, isso realmente criou um clima de suspense ótimo. A história que envolve o passado desse cara (ele já tinha matado os pais queimados) é muito bem abordada, inclusive tudo no filme é bem crível, as cenas não são gratuitas em nenhum momento.

O que eu acho que podia ser melhor:

As meninas parecem não se preocupar em nenhum momento com o perigo, elas chegam a ir na casa do cara pra paquerar ele, como se fosse tudo normal. Mas talvez isso seja por causa da época, hoje em dia não acredito que aconteça assim. Inclusive, a lista telefônica, que contém dados das pessoas, olha só que coisa maluca hoje em dia, uma lista com nome, telefone e endereço das pessoas. Agora, o final... Não faz sentido nenhum. O irmão do cara liga pra menina e fala a mesma coisa que ela falou pra ele, a frase-título, com qual intuito? Ele não estava cheio de gasolina que quase foi queimado vivo pelo irmão? Isso ficou totalmente fora da realidade. Mas, dentro desse gênero do terror/suspense tem muito disso, foi assim no final de Sexta-feira 13: parte 2, Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado, Lenda Urbana 1, entre tantos filmes que querem terminar dando aquele susto final que às vezes só é explicado na sequência.

Mais um detalhe, adorei esse título: Eu vi o que você fez e sei quem você é. Apesar de longo, ele já deixa no ar uma curiosidade e um mistério que me instiga a ver o filme. Prefiro muito mais um título assim do que um bem genérico, como A hora do pesadelo ou O massacre da serra elétrica, que já querem causar um pavor pelo título.

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domingo, 25 de outubro de 2020

A grande mentira (2019) - Indicado por Cristina Assis

O filme A grande mentira é daquele gênero que você está esperando uma coisa e no final é outra, de repente uma reviravolta na história leva o rumo pra outro patamar. Vamos ao resumo: um homem e uma mulher, já idosos, marcam um encontro por um site de relacionamentos, se encontram e começam a se envolver. O que parece um filme de romance se transforma numa história de suspense perigoso quando vai revelando que esse homem é um tipo de golpista querendo levar todo o dinheiro da mulher.

Quando o filme começa, eu pensei que a mentira citada no título era referente às mentiras que eles contam em relação a quem são quando preenchem o perfil do site. Mas não, é sobre como esse homem vive de mentiras. Só que a grande reviravolta do final é que a mulher é que realmente estava dando um grande golpe nele. O filme levanta muitos mistérios, pra chegar no final e explicar tudo direitinho, através de flashbacks. E a personagem da Helen Mirren, que parecia ser ingênua, se revela de forma surpreendente. 

Vou contar: há muitos anos, quando ela era adolescente, ele abusou dela, o pai dela o confrontou e ele acabou prejudicando o pai ao ponto dele ser morto e, por consequência, sua mãe se suicida, sobrando só ela e as irmãs, sendo que todas morrem na guerra, restando por fim só ela. E isso tudo, desde o primeiro encontro, já era uma armação por parte da mulher. Ela dá uma dica com relação a um quadro com lírios, que em inglês é Lilly, o nome verdadeiro dela, mas o cara nem percebe. Mas ela prepara isso tudo como uma grande vingança. Resumindo, é isso.

O filme faz um paralelo com outro filme, Bastardos inglórios, inclusive o casal assiste no cinema, por esse motivo acredito que a história se passe em 2009. Também me lembrei da personagem da Helen Mirren no filme Tentação fatal, onde ela é uma professora manipuladora. Por um instante na cena final desse aqui, parecia até que era a outra personagem. E essa revelação final onde ela mostra quem é, segue o mesmo padrão de muitos filmes de terror, como por exemplo todos os 4 da franquia Pânico, só que aqui ela não tira uma máscara física, mas o modo que ela se impõe é bem parecido. Enfim, é um filme bem legal pra quem gosta de mistérios e revelações. Ah, e tem uma piadinha escondida, o ator que faz o golpista repete a mesma frase que o personagem dele fala no filme O senhor dos anéis, quando diz que nunca se atrasa.

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100 metros (2016) - Indicado por Aline Fernandes

O filme conta a história de um homem que tem que conviver com a esclerose múltipla, ou como o próprio filme explica no final: é uma história sobre um homem que não desistiu quando disseram que ele não era capaz. Assim, o filme é bem simples na produção e enredo, mas ele tem sua importância em relação a abordar uma doença de forma tão dramática e ao mesmo tempo em mostrar a superação do personagem. 

O título 100 metros se refere a uma frase que outro personagem fala: que em algum tempo, a doença vai evoluir ao ponto de não ser possível andar 100 metros. A história ainda consegue ser mais abrangente que isso, da seguinte forma: a mulher desse homem, tem que lidar com essa condição dele (vendo ele apresentar os sintomas progressivamente) e ainda tentar ajudar o pai também, que passa por uma depressão. Os dois se juntam, no começo o sogro é bem ríspido com o rapaz, mas no final os dois se entendem.

Inclusive, uma coisa que me incomodou bastante, a quantidade de palavrões e termos desnecessários num filme com uma história tão útil, o que com certeza prejudica a popularidade e disseminação dessa que poderia ser uma história motivadora para muitas pessoas. 

A cena final, onde ele resolve participar de uma maratona e chega em último, é bem complexa. Eu pensei que ele chegaria em primeiro. O fato dele chegar em último não o deixa em posição menor, ele se sente um vencedor de qualquer jeito. Isso é um ponto de vista bem interessante, já que devido à condição dele, só o fato de ousar participar disso já é uma vitória enorme. 

Gostei também de uma referência em relação ao Homem de Ferro, embora eu não tenha entendido por completo, já que não conheço a fundo o personagem. E tem uma atriz que eu gosto muito, Alexandra Jiménez, que conheci no filme Todo mundo hispânico. Inclusive, esse filme 100 metros também é um filme espanhol.

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sábado, 24 de outubro de 2020

Os Cavaleiros do Zodíaco - episódio 2

O episódio continua na batalha na arena, mas Seiya vai de encontro com a Atena. Nesse encontro, ele tem duas revelações que não esperava: sua irmã sumiu e o pai da Atena que ele esperava encontrar, já faleceu há 5 anos. O episódio tem um misticismo bem interessante em torno do sentido da vida, do destino que cada um tem que passar e da conexão com o universo. O plano dele é participar da luta para, quem sabe, a irmã puder vê-lo pela TV e ir até ele. Uma técnica de luta também é bem destacada aqui, sobre como atingir o ponto fraco do inimigo. Gostei muito da abertura e da cena que ele veste a armadura. Nostalgia pura, época da TV Manchete, anos 90.

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Os Cavaleiros do Zodíaco - episódio 1

O primeiro episódio praticamente apresenta o personagem Seiya, que é tido como o principal. Então mostra uma luta dele numa arena, onde o vencedor vai ganhar uma armadura. Óbvio que ele ganha, inclusive numa cena ele arranca a orelha de um cara. Engraçado que isso aconteceu futuramente na vida real numa luta. Tem um flashback pra explicar a origem dele, achei meio confuso, mas têm duas mulheres que estão envolvidas na história dele: uma de cabelo laranja e outra de cabelo verde. E é basicamente mostrando como ele foi treinado pra ser um lutador, e ganhou uma das armaduras que ele carrega naquela caixa que parece aquelas mochilas de motoqueiro que entregam lanche. 

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado (1998)

O final do Eu sei já dava a entender que teria uma continuação, ou pelo menos um planejamento, já que o assassino deixou a mensagem Eu ainda sei no box do chuveiro. Obviamente, o título é uma ironia, já que não tem como alguém "ainda saber" alguma coisa. Ou sabe ou não sabe. Entendendo isso, vamos ao resumo: Julie seguiu sua vida após a morte de seus amigos e a sua quase-morte, mudando de cidade e fazendo novos amigos, até que o pescador Ben Willis dá um jeito de se aproximar dela de um modo bem complexo - isolando ela numa ilha, supostamente após a amiga dela ganhar uma viagem a partir de uma promoção de rádio, que na verdade não passava de um plano do assassino. 

O que eu gostei no filme: 

Legal que manteve os mesmos personagens, então dá uma sensação de continuidade direta. Arrumaram uma explicação pro final do primeiro filme e incorporaram isso na história do 2: a Julie estava começando a ter pesadelos e entrar numa paranoia que a gente mesmo não sabe o que é da cabeça dela e o que é real (por exemplo, quando aparece a frase-título no karaokê). A trilha sonora tá bem legal também, em alguns momentos até melhor que no primeiro (como a música Éden e a música que termina o filme, Gorecki). A história aborda o drama da Julie em perder a melhor amiga (Helen) e dessa vez, o desfecho é diferente (a amiga sobrevive). A evolução do relacionamento do Ray e da Julie, achei bem legal, embora eles briguem por besteira, só que no primeiro a Julie é que era mais imatura, nesse é ele. Mesmo assim, ele já pensa em pedir ela em casamento, até já tem o anel, mas acaba vendendo pra trocar por uma arma pra salvá-la, embora na última cena ela esteja com outro anel. O filme dá uma resumida rápida no começo pra quem não viu o primeiro, de uma forma bem interessante, a Julie se confessando pra um padre contando a história. E tem uma cena bem legal onde acontecem 3 cenas simultâneas que depois se encaixam: quando a Julie está presa no aparelho de bronzeamento, ao mesmo tempo que a Karla vê o corpo da arrumadeira do hotel e os garotos encontram outro corpo. Três cenas isoladas que se juntam. A história, mesmo que a gente já saiba quem é o assassino, tenta fazer mistério com outro personagem, que ficou bem interessante. Também tem uma cena de perseguição bem longa que vai dos 77 minutos até o final do filme. A explicação pra mão dele cortada no primeiro filme e o modo como ele fez uma prótese do gancho ficou bem interessante também. O filme dá a entender que já tinha um planejamento pra futuras sequências, mas achei meio estranho eles "matarem" o Ben e o Will no meio da história assim, acho que isso prejudicou a franquia como um todo, pois ficaria bem difícil continuar depois disso, por isso o resultado do terceiro filme foi bem diferente. Ah, e gosto muito do jeito que o título evolui, acrescentando a palavra "ainda", ao invés do número 2 apenas.

O que eu acho que podia ter sido melhor: 

Elas não saberem a capital do Brasil pra gente daqui parece tão estranho, mas enfim a capital já foi Rio de Janeiro uma época também né? E acho que pro escritor pensar isso lá, deve ser porque ia fazer uma surpresa pra maior parte do público, ou seja, talvez eles nem saibam mesmo. Senti falta da cidade do primeiro filme, embora tenha aparecido uma cena do Ray lá. A amiga nova da Julie, Karla, é muito chata, em vários momentos ela insiste pra fazer a Julie quase trair o Ray com o Will, não gostei disso. Além disso, precisava ela ter entrado daquele jeito na casa da Julie, no meio da noite, pra dar susto nela? Outra coisa, o pessoal do hotel nas Bahamas some todo mundo no mesmo dia, todos os hóspedes foram embora juntos? Achei que poderia ter sido melhor explicado. A explicação pelo qual Ben Willis mata os funcionários do hotel, pra mim até entendi, ele tinha outra questão de vingança com eles, mas não custava um flashback rapidinho pra isso ser mais nítido. E, de novo, igual o primeiro filme: ninguém acredita quando o Ray diz que o Ben atacou ele, nem quando a Julie vê o corpo no armário, igual como foi com a Helen no primeiro filme. 

O filme dá uma leve mudada em relação ao primeiro quanto às cenas de violência. Nesse embora grande parte das cenas ainda sejam implícitas, têm umas 4 cenas mais pesadas que não acontecia assim no primeiro. Mas mesmo assim, as cenas violentas demoram pra aparecer, a primeira é aos 23 minutos e a segunda só vem aos 43, o que pro gênero a primeira cena geralmente já é assim. A revelação final de que o Will Benson é o filho do assassino lembra muito o final do livro original, onde o perseguidor também se passa por amigo pra se aproximar da Julie. E assistindo uma segunda vez dá pra pegar várias dicas que ele tinha algo de estranho, por exemplo, ele sente enjoo em avião mas não em barco, sendo que ele é filho de pescador. 

Duas referências que achei bem interessantes: o livro O ônus da prova, que está na gaveta da Julie; e a cena do manequim na estrada é bem parecida com um curta do diretor do primeiro filme (Joyride). Além disso, numa cena um personagem está assistindo um filme de monstro em preto e branco que eu não saquei a referência. Enfim, é uma sequência bem legal até, pena que deixou saudade e um buraco na história pois a gente nunca mais soube nada daqueles personagens, que até então deixa uma expectativa sobre o futuro do casal principal. E isso, essa continuidade de personagens retornando em sequências do gênero do terror não é tão comum, inclusive a história evoluindo conforme passam os filmes. Então por isso tudo, esse tem seu valor também.

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Eu sei o que vocês fizeram no verão passado (1997)

Bom, se você me conhece pelo menos um pouquinho deve saber que esse é o meu filme favorito, não só no gênero do terror, mas é o tipo de filme que eu gosto muito no geral. E eu nem vejo ele como terror, mas pretendo explicar direitinho o que eu realmente gosto nesse filme a ponto de deixar ele como número 1. Vamos ao resumo: quatro amigos (dois casais) acabam se envolvendo num atropelamento onde uma pessoa (aparentemente) morreu e eles chegam ao ponto de jogar o corpo no rio. Um ano depois, a Julie recebe uma carta e isso é o começo de uma vingança.

Mas esse é o tipo de filme que se resumir perde toda a graça, pois a graça está nos detalhes. A questão aqui é em relação ao mistério de quem é o homem que foi atropelado e as pessoas da vida dele, no caso, uma irmã, ex-mulher e o ex-sogro. E mesmo lendo críticas na internet, percebo que muita gente não reparou nessa sub-trama. Vou tentar explicar de uma forma clara e direta: homem e mulher iam pela estrada de carro, acontece um acidente, onde a mulher morre. O pai dela se vinga matando o genro na mesma estrada e jogando o corpo dele no rio. Minutos depois, o sogro é atropelado pelo carro com os 4 amigos. Só que quando a notícia sai no jornal, eles acham que o homem que eles atropelaram foi o genro, mas na verdade foi o sogro. E essa revelação é feita após conseguirem ir na casa da irmã do genro. Então esse é o primeiro ponto interessante do filme.

E como toda história que envolve mistério, há sempre um aprofundamento de alguns pontos, algo que a gente viu uma vez, mas depois voltamos pra saber mais. Por exemplo, nos primeiros minutos aparece um tipo de medalha que quando dá um peteleco ela gira e faz um barulhinho. No decorrer do filme, se você prestar atenção, tem mais 4 momentos onde esse barulhinho aparece ao fundo, quase imperceptível, mas que quer simbolizar a presença oculta do assassino. Outra coisa que acontece assim é em relação à loja de roupas, onde primeiro a gente conhece só o térreo, depois em outra cena é mostrado vários cômodos e um segundo andar. Isso também acontece no salão do desfile de Miss, a gente vê o mesmo local em dois anos diferentes, além da casa da Missy, que é mostrada duas vezes, na segunda descobrimos mais coisas. Sem contar que ainda tem um mistério que envolve um suposto amigo do cara que eles atropelaram, chamado Billy Blue. Isso é outro ponto interessante do filme.

Quando eu digo que não considero o filme do gênero do terror, é por um motivo: quem for esperando ver aquela carnificina que é tão comum e até banalizada em vários filmes, vai se decepcionar um pouco. Pra se ter uma ideia, a primeira cena de assassinato acontece aos 38 min. A segunda morte só vem depois de 70 min. Lembrando que o filme tem 100 min. Por isso acho que deveria ter outra classificação. O lado positivo disso é que os filmes do gênero do terror (principalmente da franquia Sexta-feira 13) raramente têm um bom desenvolvimento de personagens, geralmente são situações até um pouco forçadas só esperando cada um ficar isolado para serem atacados. Não é uma crítica, eu gosto desse tipo de filme também, mas acho que é interessante o Eu sei não entrar nessa mesmice e ter um desenvolvimento original. Até se analisar, no filme ocorrem apenas 5 mortes, sendo que a primeira é aos 38 min e as outras 4 são praticamente numa única cena longa de 12 minutos de perseguição. Inclusive essa cena específica, eu nunca vi um filme que uma cena de perseguição durou tanto tempo. Então, isso tudo engloba mais um ponto interessante do filme.

Outro ponto que eu acho bem legal é a estética criativa da figura do assassino. Pois todo filme do gênero busca criar um ícone através de uma máscara: Jason, Pânico, Freddy Kruegger, o boneco do Jogos Mortais, Anabelle, Chucky, IT, Hellraiser... Aqui não. O assassino dessa vez é só um homem com uma capa preta que cobre ele da cabeça aos pés, umas botas pesadas e um gancho que parece um anzol grande, que ele segura de uma forma específica. Foge totalmente do habitual. Até a personalidade desse personagem, que eles chamam de pescador não é tão bem abordada, fica muita coisa no ar. O cara não quer exatamente só matar eles, ele quer fazer eles irem sofrendo aos poucos. Por exemplo, ele tem a chance de matar o Barry mas só atropela ele. Tem a chance de matar a Helen, mas em vez disso, na véspera do concurso de Miss, ele corta o cabelo dela enquanto dorme. Ele mata o Max só pra colocar no porta-malas da Julie como uma forma de ameaça. Não lembro de um filme do gênero que o assassino é assim tão calculista. E toda a estética do personagem ganha mais um destaque pelo modo que o diretor conduz as cenas, com jogos de luz e sombras bem interessantes, que é o próximo ponto que quero falar.

Eu acho que a direção de Jim Gillespie faz toda a diferença nesse filme, inclusive depois procurei outros filmes dele e também pude notar a mesma técnica. O que ele faz é o seguinte: enquadramentos de câmera bem diferentes, usa câmeras em movimento já pensando numa cena longa, onde a câmera começa de um ponto até parar em outro, já esperando alguma coisa acontecer naquele momento. Por exemplo, quando duas personagens estão andando perto de um espelho e a câmera acompanha até o momento que no reflexo do espelho, calculadamente, aparece outro personagem. Ou quando uma personagem está indo em direção à uma escada, mas a câmera dá uma leve movimentada pra mostrar que o assassino está dando os últimos passos no alto da escada e entrando no quarto dela sem ela perceber. Ele faz também uma jogada de luz e sombra em vários momentos, por exemplo, a gente não precisa ver o assassino, é mostrada só a sombra dele ou do gancho, na cena que uma personagem sobe por um elevador manual e o assassino sobe pela escada. Essa técnica toda pra mim é o ponto crucial do filme, se fosse dirigido por outro diretor acho que não seria tão bom. Além de que, o filme inteiro tem uma trilha sonora que encaixa perfeitinho com as cenas, um toque bem legal.

Tem uma rápida citação à duas atrizes, numa espécie de metalinguagem. As duas amigas estão falando sobre Jodie Foster (do filme O silêncio dos inocentes) e sobre a Angela Lansbury (conhecida por papéis de suspense). E logo depois elas precisam usar um nome falso, se apresentando como Jodie e Angela. Pode ser que tenha vindo dessas duas atrizes alguma inspiração pros personagens. 

Agora, se eu pudesse citar um defeito do filme, que talvez nem seja um defeito, mas uma situação que acho que poderia ser mais trabalhada: podia ter um flashback contando a história do assassino, pois é explicado tão rápido que se você piscar, você não entende mais. Além disso, queria entender por qual motivo ninguém acreditava na Helen quando ela falava que estava correndo perigo. O policial não deu crédito ao que ela falou, ainda debochou e por isso, acaba saindo do carro e é morto pelo assassino. Depois o mesmo acontece com a irmã dela, duvida do que ela diz, pra morrer logo depois. Sinceramente, os dois morreram pela ignorância. Outra coisa que acaba ficando explicada em partes mas poderia ter sido melhor: como o assassino conseguia agir tão rapidamente, a ponto de entrar num lugar e sair sem ser percebido. Embora teve um momento que isso foi bem mostrado, talvez até pra deixar a gente curioso e dizer que daria pra fazer isso sim. 

Enfim, por isso tudo, é o meu filme favorito. Nesses 23 anos que o filme foi lançado, já ouvi muita gente questionando e desvalorizando por ser mais do mesmo, ou o que acho mais sem lógica quando falam que é uma cópia de Pânico, quando na verdade são filmes completamente diferentes e o Eu sei ainda surgiu como livro nos anos 70, ou seja, impossível ser uma cópia de um filme de 96. Eu acho que ele se enquadra mais nos filmes do estilo do Psicose ou até o filme Identidade, que têm uma uma história e alguns pontos isolados de assassinato, envolvendo mistério e revelação. Ah, esqueci de dizer que esse filme tem um valor um sentimental pra mim, me remete muito à infância, aquela época que a gente assiste muitos filmes com amigos e família. E talvez isso faça toda a diferença também pra eu gostar tanto dele. É isso.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

National Kid: episódio 1 (1960) - Indicado por Fátima Formiga

O primeiro episódio fala sobre um ataque de extraterrestre. Na verdade um avião caça avista um disco voador, o segue e acaba sendo atacado. Com isso, há uma reunião no governo onde chamam um homem que traduz uma mensagem de ameaça desses ets. Depois, em outro momento, umas crianças acabam sendo encurraladas por um grupo desse seres, mas são salvas pelo National Kid. O final termina com um homem sendo praticamente sequestrado por um desses seres, sendo que o único que percebeu algo de estranho foi um cachorro. E é só isso. Destaque pra abertura bem legal e alguns efeitos especiais bem práticos que hoje qualquer um faz com o celular.

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Bacurau (2019) - Indicado por Camilla Tebet

Bacurau é um título que não dá a entender nada do que o filme se trata. Até mesmo depois de assistir me pareceu que o filme não tinha essa intenção de ter uma pré-ideia do que se tratava, pra justamente brincar com isso no decorrer da história. O que acontece: começa com uma história de pobreza de cidade pequena, de repente vira uma ficção, aí depois parece um filme de Tarantino, pra depois concluir com uma explicação.

Vamos à história: Bacurau (isso é o nome da cidade) é apresentada na primeira meia hora de filme bem devagar, até que de repente entra uma nave alienígena na história, um casal estranho de moto que está fazendo parte de uma conspiração com um grupo de estrangeiros, pra depois revelar que é uma armação de um prefeito querendo reeleição.

Isso tudo é feito com uma construção de mistério em cima de mistério bem interessante, que lembra muito o mesmo jeito que os filmes de terror são feitos, mas aqui não é bem terror. Mas está tudo lá, as cenas em que no meio do perigo um personagem resolve andar isoladamente pra logo depois ser pego fácil, ou quando um casal tenta sair de carro pra ser logo pego. A parte que me lembra Tarantino é quando um dos homens vai invadir uma casa sem saber que já estava sendo esperado por outro homem que atira em cheio nele, cena bem parecida com Kill Bill 2.

É um filme inovador? Não. Mas dentro de um gênero específico, ele tem um papel até interessante. Que é nesse sentido de não se saber o que está acontecendo até chegar no final. Eu particularmente gosto muito de filmes que envolvam mistérios, com começo, meio e fim, chegando no final e explicando as questões que ficaram. Aqui foi explicado em partes, fiquei na curiosidade por saber mais sobre quem são esses estrangeiros, o que eram aquelas naves-drone, se eles descobriram que o sinal da internet foi bloqueado e como desligaram. Ou talvez isso foi deixado propositalmente pra ficar na nossa imaginação.

Lembrei de outros filmes enquanto assistia: o sótão de Evil dead com alguém escondido embaixo, o filme Prova final que também faz mistério com alienígenas, até um episódio do Chapolin tem uma navezinha daquele estilo. Não é por acaso que um dos atores, o vilão principal, é um alemão que já fez filmes sucesso de Hollywood como Armageddon, Halloween (o de 2007), inclusive Bastardos Inglórios (de Tarantino) e até Ace Ventura. E olha que coincidência, Sônia Braga (que também atua em Bacurau) já participou do filme americano Um drink no inferno 3, que também tem esse estilo meio violento.

Outra interpretação pro título: é explicado no filme que o nome da cidade Bacurau veio do nome de um pássaro. Ele tem um hábito noturno e faz seu ninho perto do chão. E os habitantes da cidade tem seus esconderijos subterrâneos. Será que é por isso?

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Comparação de cenas: Preso na escuridão X Todo mundo hispânico

Todo mundo hispânico é uma sátira coletiva de filmes espanhóis. Dentro dele é citado o filme Preso na escuridão, que foi regravado como Vanilla Sky.


Vídeo editado por mim a partir dos filmes.



Russian doll (temporada 1, episódio 1) - Indicado por Diogo Olympio

Há um gênero específico que já foi usado em tantos filmes, porém cada um de um modo. Tô falando dos filmes onde um personagem fica preso num dia, repetindo um ciclo constante. Lembro do filme Meia noite e um, o mais recente Precoce, mas sei que já tem uns clássicos como Feitiço do tempo que já faziam isso há muito tempo. Boneca russa se encaixa nesse rótulo.

Vamos à história: uma mulher está na festa de aniversário dela de 36 anos e depois que ela sai pra procurar o gato dela que fugiu, acaba sendo atropelada. A partir daí ela retorna pra festa (surge de repente) como se nada tivesse acontecido. O que dá a entender é que o atropelamento causou isso, mas é cedo pra dizer.

Quando ela reaparece na festa, ela não segue a mesma sequência anterior, mas cria outro caminho, conversa com uma mulher que não tinha tido contato na primeira vez. Ela acaba saindo pra procurar o gato de novo, acompanhada de um ex dela, porém dessa vez ele salva ela do atropelamento, mas ela acaba caindo dentro de um canal e morre afogada. Ressurge de novo na festa como se nada tivesse acontecido.

O primeiro capítulo é basicamente isso, até por ele ser bem curtinho não dava pra desenvolver tanta história. Mas vamos ver no decorrer... A atriz principal estava sumida há anos. Ela interpretou dois papéis marcantes no cinema, no gênero comédia: a Jessica de American Pie e a menina que faz sátira do filme O exorcista, no começo de Todo mundo em pânico 2. E olhando pra ela hoje, depois de 20 anos desses papéis, ela não se desapegou do mesmo estilo besteirol. O que não é ruim, pra quem gosta dela assim é ótimo. 

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